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Tudo o que você precisa saber sobre doenças autoimunes e seus tratamentos

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As doenças autoimunes são situações em que o organismo interpreta suas próprias células como estranhas e passa a atacar o sistema imunológico. A destruição de células saudáveis pelo sistema de defesa faz com que surjam diversas enfermidades, como o diabetes tipo 1, artrite reumatoide, anemia hemolítica e lúpus.

Por isso, mesmo que essas doenças não tenham cura, saber como conviver com elas é fundamental para melhorar a qualidade de vida. Neste conteúdo, explicaremos, a seguir, o que são as doenças autoimunes, seus principais sintomas e tratamentos. Assim, você saberá como controlar os seus impactos sobre a saúde e a importância de buscar ajuda médica para lidar com o problema.

Aproveite a leitura!

O que são doenças autoimunes?

Essas condições provocam a reação do organismo contra si mesmo e atacam células e tecidos de diferentes regiões do corpo. Isso acontece quando, diante de alguns fatores de risco, o organismo se descontrola e começa a desenvolver respostas desnecessárias contra seu próprio sistema imune.

Essas doenças costumam surgir na pele, nas articulações e em órgãos importantes, como os rins e os pulmões. Algumas apresentam caráter mais agressivo e afetam o sistema nervoso central (cérebro). Os sintomas não seguem um padrão definido e, por esse motivo, podem variar entre pessoas ou conforme o tipo de enfermidade.

Portanto, um dos fatores mais comuns nas doenças autoimunes são os desequilíbrios orgânicos. Tais quadros deixam a pessoa debilitada e sujeita a outras enfermidades igualmente preocupantes. Isso acontece porque, por estar sendo constantemente atacado, o sistema de defesa do corpo não consegue funcionar como deveria. 

Quais são as doenças autoimunes mais comuns?

Enumeramos as enfermidades autoimunes mais comuns na população, principalmente em mulheres. Veja quais são!

Diabetes tipo 1

No diabetes do tipo 1, ocorre um ataque da defesa imune contra células pancreáticas, que são responsáveis pela produção do hormônio insulina. A insulina regula a quantidade de glicose circulante no sangue. Porém, se ela não for produzida corretamente, a glicose se acumula no sangue.

Sintomas

Ainda que possa surgir em qualquer idade, o diabetes tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes. Os principais sintomas do diabetes tipo 1 são muita sede, vontade frequente de urinar, aumento da fome e emagrecimento sem causa aparente.

Diagnóstico e tratamento

O médico que cuida do diabetes tipo 1 é o endocrinologista. Ainda que a doença não tenha cura, com alguns cuidados, é possível conviver bem com ela. Para isso, o paciente precisa tomar doses diárias de insulina, a fim de regular a quantidade de glicose no sangue. Esse tratamento possibilita a manutenção dos níveis adequados de glicose circulante.

Lúpus

Os especialistas da área ainda não conhecem todos os fatores que influenciam o desenvolvimento do lúpus. Contudo, as hipóteses mais prováveis são as condições ligadas à herança familiar e à questão genética. Além desses, há outros processos que podem levar ao surgimento do lúpus, como infecções e fatores ambientais e hormonais.

O lúpus pode se manifestar em qualquer fase da vida, mas é mais comum em mulheres na idade reprodutiva. Mais uma vez, isso demonstra a forte ligação entre doenças autoimunes e fatores hormonais. A raça também é determinante, pois os casos de lúpus são mais presentes em mulheres de pele escura.

Sintomas

As formas mais comuns de manifestação dos sinais da doença são as manchas na pele. Elas podem ser avermelhadas ou no formato de asa de borboleta, que são mais comuns no rosto. Algumas pessoas têm manchinhas no braço, principalmente na região do cotovelo e nos locais do corpo mais expostos ao sol.

Diagnóstico e tratamento

Em primeiro lugar, a avaliação diagnóstica da doença considera as manifestações clínicas do paciente. Porém, o ideal é que ela seja confirmada por diferentes tipos de exames. Além das manchas, os sinais mais importantes para diagnóstico de lúpus são: anemia, fraqueza muscular, dor nas articulações, dificuldade para respirar e queda de cabelo.

Como você percebeu, os sintomas do lúpus são os mesmos de outras doenças. Exceto pela presença de manchas, a confirmação do diagnóstico da doença exige exames específicos, como a avaliação dos glóbulos brancos e das plaquetas. Já o tratamento é feito por meio de remédios com ação específica para o combate à anemia e do controle dos sinais mais evidentes.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é definida pelo quadro que leva à inflamação e ao inchaço nas articulações devido ao desequilíbrio do sistema de defesa, que age contra o próprio organismo. As causas da doença ainda não são muito bem esclarecidas, mas ela pode estar associada a infecções causadas por vírus ou bactérias.

Sintomas

Entre os principais sintomas da artrite reumatoide, destacam-se a vermelhidão, o inchaço e as fortes dores nas articulações. Nos casos mais graves, os pacientes se queixam de rigidez e dificuldade para movimentar a articulação, principalmente dos braços, mãos e dedos. Além desses, a doença pode apresentar febre, cansaço e mal-estar geral. 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de artrite reumatoide é feito com base no exame clínico e no histórico do paciente. A presença de alterações na forma das articulações — principalmente nos dedos dos pés e das mãos — é um importante sinal para confirmação diagnóstica.

No entanto, as terapias de controle mais recomendadas pelo reumatologista são os medicamentos anti-inflamatórios. O objetivo é diminuir a inflamação, aliviar o desconforto e controlar a progressão da artrite. Nos casos mais avançados, podem ser necessárias cirurgias para a recuperação do movimento da articulação.

Esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma enfermidade complexa e que envolve as funções físicas e mentais. Ela é caracterizada pela destruição de estruturas responsáveis pela manutenção do trabalho dos nervos tanto do cérebro como de outras regiões do corpo. Por isso, a esclerose múltipla pode surgir lentamente e, aos poucos, resultar em sérias complicações. 

Sintomas

Os sintomas dessa doença autoimune são progressivos. Ou seja, a tendência é que eles piorem à medida que atingem o funcionamento do sistema nervoso. Isso resulta em perda de memória, cansaço excessivo, fraqueza muscular, incontinência urinária e sensação de formigamento nos braços ou pernas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames específicos, como eletroencefalograma e outros de diagnóstico por imagem. O médico que cuida de pacientes com esses sintomas é o neurologista, mas pode ser necessário realizar a avaliação com um psiquiatra. 

O tratamento para a esclerose múltipla requer a combinação de vários medicamentos anti-inflamatórios à base de corticoides. A meta é retardar o avanço da doença e promover o alívio dos sintomas com vistas ao maior bem-estar do paciente.

Anemia hemolítica

A anemia hemolítica é uma condição que se caracteriza pela produção de anticorpos — as células de defesa do corpo — que destroem as hemácias, que formam a parte vermelha do sangue. Com poucas hemácias, o paciente desenvolve anemia, e seu organismo enfraquece. Esse quadro é mais comum em adultos jovens, mas pode aparecer em qualquer idade.

Os motivos pelos quais o organismo produz anticorpos destruidores de hemácias ainda não foram descobertos. Porém, há suspeitas de que ocorra uma desregulação do sistema imunológico causada por infecções. Também pode existir relação com efeitos colaterais de certos medicamentos, o que ajuda a compreender melhor os riscos da automedicação.

Sintomas

Os sintomas mais observados são a diminuição da quantidade de hemácias e evidências de falta de oxigênio no sangue. Isso resulta em fraqueza generalizada, palidez, diminuição de apetite, fortes dores de cabeça, unhas fracas, problemas de memória e ressecamento da pele. Também é possível notar indisposição mental e física, sonolência e irritabilidade.

Diagnóstico e tratamento

Apesar de ser difícil identificar as causas da anemia hemolítica, por meio da realização de exames diagnósticos, o profissional pode verificar se há males relacionados ao quadro. A análise do histórico do paciente e a presença de casos na família também são fatores de influência.

No exame de sangue comum, pode-se conferir a contagem de hemácias e de leucócitos, que formam o grupo de células responsáveis pela defesa do organismo. As opções de tratamento dependem do nível de complicação do quadro. No entanto, a maioria dos casos pode ser resolvida com medicamentos que regulem a função do sistema imunológico.

Vitiligo

O vitiligo é um problema autoimune que provoca a destruição dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de uma substância chamada melanina. A melanina é um pigmento escuro que dá cor à pele. Essa doença também se manifesta como resultado da desregulação do sistema de defesa do organismo.

Sintomas

Como consequência da destruição das células responsáveis pela produção de melanina, várias manchas brancas surgem na pele, um sinal característico do vitiligo. Essas manchas são mais comuns nas áreas do corpo que estão mais expostas ao sol: face, pescoço, lábios, mãos e braços.

Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar o vitiligo, o médico pode avaliar as características das manchas e solicitar exames para verificar a quantidade de melanina presente nas células do paciente. O tratamento do vitiligo requer o acompanhamento do dermatologista, pois vários cuidados com a pele — uso de cremes e pomadas com corticoides — são necessários para controlar a doença.

Doença de Crohn

O mal de Crohn é uma doença autoimune que causa processos inflamatórios graves. As maiores complicações ocorrem no aparelho gastrointestinal. Mesmo que possa surgir em qualquer parte do sistema, o intestino grosso e o delgado são os mais afetados. Suas causas ainda não são claras. 

Sintomas

Na maioria dos casos, a doença apresenta a diarreia e as dores abdominais como sintomas mais importantes. A doença de Crohn pode se desenvolver lentamente ou surgir de maneira súbita. Geralmente, os sinais surgem com mais intensidade logo após as refeições. 

Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar a doença de Crohn, é importante a realização de alguns exames de imagem, além da análise de amostra de sangue. Somado a isso, a escuta atenta às queixas do paciente também ajuda o médico a fazer um diagnóstico mais preciso.

Portanto, ainda que esse problema seja complexo, pessoas com histórico de dores abdominais frequentes acompanhadas de febre, sangue nas fezes, diminuição do apetite e perda de peso são mais propensas à sua manifestação. 

O estágio da doença é um dos fatores de análise para a escolha do tratamento mais adequado. Essa observação é baseada nos relatos do paciente sobre os sintomas. Além disso, um dos aspectos cruciais é a modificação da dieta, aliada ao uso de medicamentos específicos.

Como diferenciar doenças autoimunes das infecciosas?

Saber as características que diferenciam as doenças autoimunes das infecciosas é importante para observar os detalhes que devem ser relatados ao médico durante a consulta. Como visto, os problemas de saúde considerados autoimunes são aqueles que provocam agressão ao próprio organismo.

Porém, em condições normais, todas as células do corpo humano são capazes de reconhecer o que é próprio do organismo e o que não é. Nisso consiste a principal diferença entre os dois tipos de doenças: o modo como o corpo reage na presença de um agente desconhecido — como um vírus ou uma bactéria.

Enquanto nas enfermidades definidas como autoimunes ocorre o ataque das próprias células de defesa contra os órgãos saudáveis, nas doenças infecciosas, os mecanismos de defesa reagem apenas contra os agentes estranhos. Essa “briga” entre defesa imunológica e elementos causadores de doenças é a inflamação.

Nos processos infecciosos, a inflamação é uma resposta positiva no combate aos corpos estranhos e no retardo da evolução da doença. Esse mecanismo faz parte da fisiologia normal do organismo. Já o desequilíbrio desse sistema de defesa torna as doenças permanentes e dificulta a cura. 

Portanto, quando o organismo entra no modo automático de defesa, o indivíduo passa a apresentar problemas no funcionamento de diferentes órgãos e sistemas. Consequentemente, o corpo fica cada vez mais debilitado, condição que exige um bom acompanhamento médico e cuidados constantes.

Quais são os fatores de risco para as doenças autoimunes?

Esses problemas acontecem por diversos motivos. De modo geral, estão envolvidas questões ambientais e ligadas à herança genética. Assim, a presença de casos em familiares próximos aumenta as chances do desenvolvimento de tais distúrbios.

Mas, em referência aos fatores ou grupos de risco, há outros aspectos que exigem atenção especial. Confira!

Hormônios femininos

Uma matéria divulgada pelo Departamento de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) destaca que as doenças autoimunes atingem cerca de 3% a 5% da população. Porém, 80% das pessoas diagnosticadas são mulheres. Isso evidencia a relação entre a influência hormonal e a maior vulnerabilidade para o desenvolvimento da doença.

Hábito de fumar

O cigarro tem sido apontado como influenciador da ação dos anticorpos causadores da artrite reumatoide. Então, pode-se concluir que o hábito de fumar aumenta os riscos para o surgimento de doenças autoimunes.

Maior exposição à poluição ambiental

No Brasil, os casos de doenças relacionadas ao fator imunológico têm aumentado nas últimas décadas. Hipóteses sugerem a relação entre o aumento dessas doenças e fatores externos, como a maior exposição aos elementos presentes na poluição do ar.

Assim como os mecanismos de desenvolvimento de doenças em geral são complexos, as autoimunes também não surgem por uma única causa, exigindo a influência de múltiplos fatores. Por isso, as enfermidades resultam da combinação de questões familiares, genéticas, ambientais, orgânicas e psicossociais, entre outras.

Logo, não se pode dizer que todos os habitantes de cidades muito poluídas terão doenças autoimunes. O que se quer dizer aqui é que as substâncias prejudiciais presentes na atmosfera em locais muito industrializados — se somadas aos fatores preexistentes — aumentam os riscos. 

Qual a relação entre doença autoimune e saúde emocional?

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Mesmo com os avanços nas pesquisas médicas, as doenças autoimunes ainda permanecem como um dos maiores mistérios do corpo humano. Até o momento, já se conhecem os sintomas e algumas causas desse problema, mas o grande desafio é descobrir a origem do desequilíbrio da defesa do organismo.

Considerando que mente e corpo são inseparáveis, todas as doenças apresentam um componente emocional. Porém, em alguns casos, as questões psíquicas influenciam tanto que exigem atenção especializada. Por isso, acredita-se que,nas doenças autoimunes, o fator emocional possa ser causa e consequência.

Muitos profissionais de saúde já consideram tais enfermidades como de caráter psicossomático. Partindo dessa hipótese, elas podem ser doenças que se originam na mente e, aos poucos, tomam forma e se desenvolvem no corpo. Se isso é ou não verdade, porém, ainda não se sabe, pois não há confirmação científica.

Entretanto, na maioria das complicações resultantes dos problemas autoimunes, a saúde emocional está envolvida. Comumente, os pacientes com enfermidades autoimunes apresentam ansiedade, tristeza e depressão. Por isso, de toda forma, grande parte desses indivíduos necessita de assistência psicológica integrada ao tratamento físico.

O que se conclui dessa realidade é a importância do tratamento multidisciplinar para as doenças autoimunes. Afinal, nem sempre a solução pode ser encontrada em uma dose de remédio ou em um banho de sol. Nesse caso, o ideal é considerar diferentes alternativas para tratar o problema, já que os cuidados com a saúde mental não podem ser negligenciados.

É possível prevenir essas doenças?

Sim. Mas a prevenção desse tipo de enfermidade segue as regras gerais a serem adotadas para evitar o desenvolvimento de outros problemas de saúde. Entre os pontos mais relevantes para diminuir os riscos de desequilíbrios imunológicos, é necessário manter uma constante vigilância do estado de saúde física e mental.

Quem se enquadra em grupo de risco deve fazer consultas e exames de rotina em intervalos menores. Além da submissão a exames comuns, o ideal é analisar os riscos de doenças preexistentes em familiares próximos. 

Somado a isso, a qualidade do sono, os hábitos alimentares e a ingestão de mais água merecem atenção específica. Afinal, a função do sono é reparar erros que podem causar doenças. Por sua vez, existem alimentos que funcionam como antioxidantes e retardam o envelhecimento celular e algumas enfermidades.

O estilo de vida também deve ser regrado. A redução do consumo de bebidas alcoólicas e o combate a vícios como cigarro e drogas entorpecentes evitam o enfraquecimento do corpo. Tanto o álcool como o cigarro apresentam potencial para matar as células saudáveis e ativar o sistema de defesa. 

Quando o organismo se mantém em constante estado de alerta para se defender, os riscos de erros são maiores, concorda? Então, mesmo que tais fatores isolados não causem doenças autoimunes, eles podem servir de base para ativar falhas no sistema imunológico e, com isso, aumentar o risco para esses problemas. 

Portanto, entre outros aspectos, a adoção de um estilo de vida saudável e de uma dieta equilibrada representa uma importante medida preventiva contra diversas doenças autoimunes. Um exemplo claro é o papel da alimentação para um controle mais eficiente da hipoglicemia, um dos cuidados essenciais para evitar diabetes.

Por que é importante buscar ajuda médica o quanto antes?

Quando diagnosticadas no início, é mais fácil controlar a evolução das doenças autoimunes com sucesso. Além disso, o médico tem mais tempo para testar diferentes medicamentos até obter resultados satisfatórios. Para escolher a conduta mais adequada, o profissional considera critérios como a intensidade dos sintomas e o comprometimento da doença. 

Mesmo que os sinais se manifestem de forma discreta, porém, é fundamental buscar ajuda médica o quanto antes para a confirmação do diagnóstico. Descobrir uma doença precocemente aumenta as chances de amenizar os seus impactos sobre a rotina do paciente.

Portanto, é de suma importância realizar consultas regulares para avaliar o estado geral de saúde. Nesse sentido, incluir um check-up médico no cronograma é uma tática segura para evitar surpresas com doenças graves. Isso, porque, na maioria dos casos, o tratamento precoce faz muita diferença para a reabilitação da saúde.

Portanto, as intervenções terapêuticas também devem considerar a relação com as doenças infecciosas ou a presença de complicações hereditárias, como o sopro no coração. Tais doenças podem se agravar em pacientes com a defesa imune debilitada, pelo fato de o organismo estar mais vulnerável ao desenvolvimento de problemas diversos.

Por fim, obter o diagnóstico precoce é fundamental para a adequação ao melhor tratamento. Como as doenças autoimunes ainda não têm cura, intervenções que possibilitem um controle mais eficiente dos sintomas devem ser priorizadas. Logo, o maior objetivo da assistência terapêutica é melhorar a qualidade de vida e a rotina dos pacientes.

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