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Como a saúde financeira impacta a saúde emocional?

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São muitos os aspectos que podem influenciar a saúde emocional de alguém, como suas relações pessoais, satisfação no trabalho, rotina de atividades físicas e, até mesmo, a saúde financeira. É exatamente o que você leu: o modo como cada um organiza e planeja as finanças pode impactar negativamente seu bem-estar mental.

Justamente por isso, é preciso estar sempre atento aos mais variados aspectos que envolvem a vida cotidiana, com o objetivo de cuidar da saúde de forma global. Afinal, hoje em dia, já se sabe que condições como a ansiedade também podem se manifestar por meio de sintomas físicos, como tensão muscular.

Ou seja, saúde física e emocional estão conectadas, e devemos saber como preservar ambas. Para ajudar você com isso, abaixo, explicamos por que você deve controlar as finanças, preservando, consequentemente, a sua saúde emocional.

O que é saúde emocional?

Antes de tudo, é importante compreender o que é a saúde emocional, um tema que vem sendo muito discutido nos dias de hoje. De maneira geral, uma pessoa com a saúde emocional equilibrada é aquela que consegue lidar com os problemas do dia a dia, é produtiva, contribui para a sociedade e, mesmo em meio a múltiplas tarefas e papéis sociais, mantém o bem-estar.

Ou seja, são pessoas entusiasmadas, que conseguem enxergar o lado bom das situações, têm boa autoestima, sabem controlar as emoções e equilibram uma vida de trabalho, lazer, interações sociais e autocuidado.

Ao longo do dia, cada pessoa passa por inúmeras situações, as quais, algumas vezes, são positivas, mas, outras vezes, não. Saber gerenciar as emoções diante dessas oscilações é o que indica uma boa saúde emocional.

Isso porém, não quer dizer que a pessoa não se sinta para baixo de vez em quando. Ao lidar com as frustrações e problemas do dia a dia, é natural que o indivíduo se sinta desmotivado, irritado, angustiado e impaciente, por exemplo.

O problema é quando isso o impede de pensar claramente e agir de acordo com seu próprio discernimento. Nesse caso, é preciso dar uma atenção especial à saúde mental.

O que ajuda a cultivar o bem-estar emocional é sempre buscar comportamentos e pensamentos positivos, mesmo quando uma situação parece difícil de ser resolvida. Além disso, ajuda investir em hobbies e cuidar da autoestima. Afinal, saber administrar as angústias, estresse e pensamentos negativos é uma das chaves para uma vida em equilíbrio.

Como as finanças impactam a saúde emocional?

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A organização financeira deve fazer parte do planejamento familiar. Infelizmente, porém, poucos dão a devida importância a esse tema, que impacta tanto a rotina. Gastos sem planejamento, contas bancárias sempre com saldos negativos, dívidas com valores impossíveis de ser quitados e compras sem necessidade, por exemplo, são problemas causados pela falta de controle das finanças.

Como resultado, a saúde emocional da pessoa pode ser impactada, causando ansiedade além do normal, estresse ou, mesmo, quadros mais graves, como depressão e pressão alta. Então, para se evitar chegar a esse ponto, o ideal é que, todos os meses, os seus gastos sejam planejados.

A dica, aqui, é organizar uma planilha ou, até, uma simples lista antes mesmo de receber o pagamento, indicando exatamente para onde cada centavo do seu dinheiro vai. Por exemplo, coloque as contas fixas — que são aquelas que não variam de um mês para o outro, como aluguel, prestação do carro e mensalidade escolar. Então, adicione gastos variáveis, como energia elétrica, água e lazer.

Caso tenha dívidas, o ideal é procurar fazer uma negociação com o credor o quanto antes, buscando uma proposta, ainda que parcelada, que caiba no seu bolso. Mesmo pagando a dívida aos poucos, esse já não será um problema. Afinal, o acordo foi feito, e, em um prazo determinado, tudo estará quitado.

Na lista de despesas mensais, como vimos acima, sempre reserve um valor para diversão ou hobbies. Não se pode trabalhar apenas para pagar contas, não é? A realização de pequenos prazeres nos ajuda a aproveitar a rotina e manter a saúde emocional em dia.

Outra dica é fazer, mensalmente, uma reserva financeira, pois imprevistos podem acontecer a qualquer momento, e, se você tiver uma poupança, não precisará recorrer a empréstimos, por exemplo, que têm juros bem altos.

Como fazer um controle financeiro preciso?

Até aqui, você já percebeu a importância de cuidar das finanças para proteger a saúde da família e, claro, a sua saúde emocional também. Algumas dicas práticas vão ajudar na organização das finanças, de modo que as suas preocupações não serão mais as múltiplas contas ou, pior, o não pagamento delas.

De maneira geral, invista no seguinte:

  • comece se certificando do valor da sua renda mensal, que pode envolver salário, trabalho freelancer, rendimentos, recebimento de aluguel, entre outras fontes. É importante fazer uma estimativa real, para não gastar mais do que se pode pagar;
  • o segundo passo é listar todos os seus gastos mensais, tanto os fixos quanto os variáveis. Nessa etapa, já será possível perceber se há um equilíbrio entre ganhos e gastos ou não;
  • faça, também, uma análise de cortes que podem ser feitos, com o intuito de gastar menos. Por exemplo, pode ser que o almoço de todos os dias no restaurante deixe o seu orçamento mais apertado, e você pode evitar esse gasto se levar marmita para o trabalho;
  • crie metas de curto, médio e longo prazo. Quando temos um objetivo, fica mais fácil poupar dinheiro e manter a saúde financeira. Podem ser desde coisas simples, como trocar um eletrodoméstico da casa, até algo maior — adquirir um imóvel a longo prazo, por exemplo;
  • evite gastos por impulso, ou seja, compras que não foram planejadas, especialmente se o valor for alto.

Por que é importante buscar ajuda profissional?

Claro, nem todas as pessoas conseguem resolver sozinhas os problemas financeiros que impactam a saúde emocional. Caso o indivíduo realmente não ache soluções, o ideal é procurar ajuda profissional.

Para as questões de dinheiro, um especialista financeiro é a melhor alternativa, pois ele vai analisar os seus ganhos, gastos e perfil de consumo para propor soluções possíveis para o seu dia a dia. Já para ajudar na parte emocional, não hesite em procurar um psicólogo ou psiquiatra.

Infelizmente, por preconceito ou vergonha, muitas pessoas deixam de pedir ajuda para tratar problemas psíquicos, e a situação pode sair do controle. Então, ao identificar que a sua saúde emocional não está equilibrada, procure ajuda profissional assim que possível.

Viu só como saúde financeira e saúde emocional são dois assuntos conectados? O dinheiro faz parte da vida de todas as pessoas, mas é preciso saber como gastá-lo — e não apenas para não cair na armadilha das dívidas, mas, também, para preservar a sua saúde.

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