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Oftalmologista: o que é e quando procurar este médico?

12 minutos para ler

Encarregado de cuidar da saúde dos olhos como um todo, o médico oftalmologista é o profissional responsável por diagnosticar, tratar, acompanhar e evitar disfunções oculares, desde os mais simples até os mais complexos. Assim, o paciente fica seguro quanto ao funcionamento adequado do sistema ocular. 

Diversas pessoas negligenciam a importância da consulta oftalmológica e acabam descobrindo doenças problemas oftalmológicos tarde demais, o que pode ser extremamente perigoso.  

Por isso, neste artigo explicaremos melhor sobre os principais motivos de se consultar com um oftalmologista e em que isso pode ajudar, então, confira aqui:

O que é oftalmologista?

Ainda hoje, algumas pessoas possuem o pensamento errôneo de que o médico oftalmologista se limita somente na avaliação da necessidade do uso de óculos de grau, enquanto, na verdade, o profissional é responsável por todos os procedimentos que cuidam da saúde dos olhos.

Sendo assim, exercem diversos processos que vão desde exames e diagnóstico a prescrição de tratamentos e intervenções cirúrgicas, englobando uma gama de problemas oculares, sejam eles simples ou graves.

Além disso, em meio a essas atuações, o oftalmologista caminha em uma direção em que é capaz de escolher entre inúmeras subespecialidades, como a oftalmologia pediátrica, plástica ocular, neuro-oftalmologia, estrabismo, oncologia ocular, glaucoma, doenças orbitárias e cirurgia refrativa.

Sendo assim, é possível encontrar este médico em postos de saúde, consultórios, clínicas médicas e hospitais públicos e privados, basta saber o que é mais acessível para você. 

Para que serve o oftalmologista?

Entender qual a função do oftalmologista é essencial para saber quando procurar este médico, visto que ele estuda para ser capaz de diagnosticar e tratar dos problemas e doenças dos olhos. 

Durante uma consulta oftalmológica, é extremamente importante que esteja por dentro do histórico da saúde ocular da família do paciente e do que está enfrentando atualmente, para que assim possa prescrever um tratamento de qualidade e eficiência. 

Entretanto, ele não atua somente na prescrição, mas como também no acompanhamento e monitoramento de um possível desenvolvimento ou processo de recuperação das disfunções do sistema ocular. 

Portanto, se você está tendo dificuldade para enxergar, coceira nos olhos, sensibilidade à luz, dor de cabeça constante, visão embaçada, vista semicerrada, pressão ocular ou visão dupla, é importante que esse profissional seja consultado. 

Todavia, se não houver a presença de nenhum sintoma nocivo, ainda é fundamental fazer visitas regulares ao especialista, a fim de prevenir que os problemas oftalmológicos se manifestem. 

Isso quer dizer também que não é indicado ir a consultas apenas quando é preciso fazer uma avaliação do grau do óculos, você também pode recorrer a assistência visando identificar ou evitar algumas disfunções oculares. 

Dessa forma, algumas exames podem ser solicitados para verificar se está tudo bem com a saúde dos olhos, como é o caso da avaliação externa, biomicroscopia (lâmpada de fenda), exame de pressão ocular, exame de fundoscopia ocular, exame de refração, topografia de córnea e teste ortóptico.

Médico oftalmologista examinando os olhos de um paciente idoso

Qual a diferença entre oftalmologista e optometrista?

Existe uma diferença muito grande entre o oftalmologista e o optometrista, que inclui tanto a formação de ambos os profissionais quanto os cuidados com a saúde ocular. 

O médico oftalmologista passa por uma formação em medicina, se especializando em oftalmologia, para que possa diagnosticar e prescrever tratamentos adequados para diversas situações. Então, está prontamente habilitado para realizar exames, prescrever medicações e recomendar ou realizar intervenções cirúrgicas.

Enquanto isso, o optometrista obtém uma formação específica em um curso superior de optometria, atuando posteriormente em avaliações primárias, identificando problemas oculares comuns como miopia, hipermetropia e astigmatismo, e em métodos não invasivos, como é o caso do exame de refração. 

Dessa forma, nos casos mais severos, o optometrista deve sugerir que o paciente procure um oftalmologista para a manutenção da saúde dos olhos. 

Qual a diferença entre oftalmologista e oculista?

Como você viu, o oftalmologista cumpre o papel de diagnosticar, tratar e acompanhar doenças e problemas referentes aos olhos. Já o oculista é um técnico de óptica, que pode trabalhar em laboratórios ópticos, indústria e comércio, produzindo, consertando e cuidando da manutenção das lentes e óculos.

Além disso, ele pode interpretar a receita médica prescrita pelo médico oftalmologista e orientar o paciente qual modelo e armação se adequa melhor ao seu caso. 

Quais são os problemas de visão mais comuns?

Por mais que sejam comuns, alguns problemas oculares, provocados por fatores hereditários, hábitos, estilo de vida e condições do ambiente, podem desencadear uma maior dificuldade visual e, em situações severas, a completa perda de visão. 

Por isso, até mesmo um simples problema pode afetar nossa capacidade de enxergar. Pensando nisso, é muito importante tomar cuidado com as disfunções citadas abaixo:

  • Miopia
  • Hipermetropia
  • Astigmatismo
  • Presbiopia
  • Ceratocone
  • Glaucoma

1. Miopia

Caracterizada pela dificuldade de enxergar de longe, a miopia é um problema ocular que faz com que os pacientes míopes enxerguem imagens desfocadas à distância, visto que elas são focadas incorretamente à frente da retina, promovendo uma menor nitidez. Com isso, são notados sintomas como visão turva e embaçada, dores de cabeça, fadiga ocular, tontura e hábito de apertar os olhos.

2. Hipermetropia

Diferentemente da miopia, a hipermetropia provoca uma dificuldade para enxergar objetos que estão mais próximos. Existe ainda a hipermetropia reduzida, em que o paciente vê totalmente de perto, mas adquire cansaço ocular e dor de cabeça em razão dos esforços feitos para tentar conseguir uma melhor nitidez. 

3. Astigmatismo

Normalmente, os pacientes que têm astigmatismo ou hipermetropia também possuem astigmatismo. Nesse caso, a pessoa apresenta dificuldade para enxergar com nitidez devido um grande desfoque e distorção. Assim, não enxergam muito bem de perto e nem de longe, já que a vista tem diversos pontos de foco.

4. Presbiopia

A presbiopia, mais conhecida como vista cansada, é definida pela piora da visão que ocorre de maneira natural com o passar dos anos, acometendo grande parte das pessoas de 40 anos de idade. 

Geralmente, nos consultórios oftalmológicos os pacientes relatam uma perda da capacidade de enxergar objetos próximos e/ou distantes. No entanto, não há como dizer que se trata de um defeito visual, visto que consiste em uma consequência natural da visão que necessita do uso de óculos de grau ou lentes de contato para ser tratada.

5. Ceratocone

Ao contrário da presbiopia, a ceratocone é uma doença hereditária crônica degenerativa que interfere na saúde dos olhos na fase da infância, adolescência e início da vida adulta, deformando a estrutura da córnea. Em consequência, esse tecido passa a se assemelhar a um cone. Dessa maneira, a visão é danificada, se tornando irregular e embaçada.

6. Glaucoma

O glaucoma é uma condição que afeta os olhos ao causar danos ao nervo óptico, elevando a pressão do olho e alterando o fluxo sanguíneo que nutre essa estrutura cilíndrica. Por esse motivo, o campo de visão dos pacientes é diminuído aos poucos, e nos casos mais severos os sintomas mais graves começam a surgir, como dor aguda em um dos olhos, visão embaçada, vermelhidão e inchaço local, dor na testa, lacrimação e sensibilidade à luz.

Quais doenças um oftalmologista consegue identificar?

Como é de vasto conhecimento, o bom funcionamento do campo de visão exerce um papel fundamental na qualidade de vida, permitindo que os pacientes fiquem livres de sintomas desagradáveis, como a dor de cabeça e a pressão ocular. 

Contudo, se você não possui nenhum problema de vista isso não significa que não necessita de buscar a ajuda do médico oftalmologista, e muitas pessoas não se dão conta disso e negligenciam as visitas regulares. 

Em primeiro lugar, é preciso enfatizar que esse profissional é indicado para fazer uma boa avaliação da sua saúde ocular, verificando o grau do óculos de pessoas que tem problema oculares e analisando como estão todas as estruturas dos olhos. 

Durante a visita, o especialista se certificará de fazer os exames oftalmológicos, que identificam não só as doenças que têm origem no sistema visual, como também as doenças autoimunes e sistêmicas, através de uma análise delicada e minuciosa dos vasos sanguíneos do olho.

Entre as principais patologias detectadas por meio desse método, estão:

  • diabetes;
  • hipertensão arterial (pressão alta);
  • sífilis;
  • lúpus;
  • citomegalovírus;
  • presença de parasitas no corpo;
  • colesterol alto;
  • doença da tireoide; 
  • câncer ocular e câncer de pele;
  • tumores no pescoço ou aneurisma.  

LEIA TAMBÉM: O que é oftalmologista e qual o momento certo de procurar?

paciente criança experimentando um óculos de grau no consultório do médico oftalmologista

Quando procurar um médico oftalmologista?

Até aqui, você pode perceber que é muito importante se atentar aos problemas como vermelhidão, dor ou inchaço nos olhos, dor de cabeça e visão embaçada, e logo buscar a assistência de um médico oftalmologista, especialmente quando eles aparecem recorrentemente.

Durante a consulta oftalmológica, é possível que o especialista solicite alguns exames, mas de modo geral eles devem ser realizados pelo menos uma vez ao ano, visando aderir o adequado acompanhamento da saúde dos olhos. O tempo de retorno costuma variar conforme o tipo de problema e faixa etária. 

Na infância, é essencial que as visitas regulares ao oftalmologista sejam mantidas, a fim de analisar como está o estado dos olhos e identificar possíveis alterações, já na adolescência, os adolescentes devem visitar o profissional cerca de uma vez por ano, realizando exames de rotina. 

Assim como eles, os adultos precisam ir ao consultório oftalmológico anualmente, ou quando apresentam sinais de que algo está errado. Principalmente depois dos 40 anos, os sintomas surgem com frequência, e assim as doenças oculares atrapalham a qualidade de vida e o bem-estar. 

Uma maior constância de consultas oftalmológicas devem ser feitas a partir da terceira idade, levando em consideração o fato de que este grupo é muito propício a adquirir várias disfunções graves, como o glaucoma e a catarata no olho. Sendo assim, é aconselhado exercer as visitas por mais de uma vez por ano. 

Por essa razão, as pessoas que apresentam essas patologias devem ser acompanhadas e monitoradas com uma atenção redobrada, até que a sua progressão seja cessada. 

De qualquer forma, as recomendações específicas partem diretamente do médico oftalmologista, que avalia a necessidade por meio do quadro de saúde e fatores de risco. Tanto que, os pacientes que possuem um alto histórico familiar de problemas na vista costumam adotar consideráveis quantidades de cuidado. 

Quanto custa uma consulta no oftalmologista?

Um dos motivos que faz com que as pessoas não recorram à assistência oftalmológica é que a maioria dos pacientes pensam que as consultas possuem um preço muito alto, e na verdade há diversas clínicas populares oferecendo atendimentos de qualidade com valores amigáveis ao bolso. 

Vale ressaltar que o preço de uma consulta com o oftalmologista oscila de acordo com a cidade, profissional responsável pelo procedimento ou tratamento e estabelecimento em que ele atua. Independente do valor, é fundamental se atentar se a clínica contém uma boa estrutura e equipe responsável, além de oferecer bons custos-benefícios. 

No geral, as consultas variam entre R$100,00 (cem reais) e R$200,00 (duzentos reais) em clínicas populares, enquanto nas clínicas particulares os preços sobem para R$300,00 (trezentos reais) e R$600,00 (seiscentos reais). Lembrando que, as subespecialidades devem ser levadas em consideração, bem como os exames complementares. 

Para garantir que o seu tratamento seja exercido com responsabilidade e cuidado, é aconselhado priorizar os médicos que sejam especializados no seu problema, seja catarata, córnea, retina, glaucoma, plástica ocular, órbita, uveíte, cirurgia refrativa ou lente de contato.

Além de analisar o currículo do seu médico, é recomendado pedir uma opinião para os seus amigos, colegas de trabalho e familiares, para que você possa colocar na balança os pontos positivos e negativos que tiveram com ele.

Fora que, você também pode analisar as opiniões de pessoas que passaram por consultas com outros médicos, a fim de considerar diversas possibilidades e garantir que terá um bom atendimento. 

Por fim, dar preferência para um oftalmologista perto de você pode fazer toda a diferença durante a execução de seus procedimentos ou tratamentos. Afinal, as visitas devem ser feitas de modo contínuo, então, escolher uma clínica de fácil acesso pode facilitar o seu dia a dia, impedindo que você tenha as suas atividades cotidianas afetadas.

Dessa forma, também é possível garantir a boa prevalência do quadro clínico dos olhos e evitar que novos problemas se manifestem com o passar do tempo.

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