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Hiper ou hipotireoidismo: entenda as diferenças e sintomas de cada um

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A tireoide é uma pequena glândula que desempenha funções fundamentais no organismo. Em geral, qualquer problema associado a ela é classificado como hiper ou hipotireoidismo. Ela está localizada na parte frontal do pescoço, acima da traqueia e abaixo de uma cartilagem protetora, mais conhecida como “gogó” ou “pomo de adão”. Tem forma de borboleta e pesa em média de 15 a 25 gramas em adultos.

A tireoide atua em conjunto com a hipófise, outra glândula que se situa no cérebro. A hipófise produz TSH (hormônio tireoestimulante), que, como o próprio nome diz, é responsável por estimular a tireoide a produzir os seus próprios hormônios. Essas substâncias são a tri-iodotironina (T3) e a tiroxina (T4), encarregadas de regular todos os sistemas do nosso corpo.

Quando há algum problema e a tireoide reduz ou aumenta demais a produção dos hormônios T3 e T4, o nosso organismo também para de funcionar em equilíbrio, o que desencadeia uma série de sintomas. É importante saber como esses sinais se diferem no hiper e no hipotireoidismo para buscar o tratamento mais adequado.

Neste artigo, vamos descrever cada uma das condições, seus sintomas, causas e tratamentos. Se você tem preocupações com a saúde, não deixe de conferir todas essas informações!

O que é hipertireoidismo?

O hipertireoidismo é uma doença em que a tireoide apresenta atividade mais intensa do que o normal, causando uma produção excessiva dos seus hormônios. No exame de sangue, a condição se manifesta por meio de altos níveis de T3 e de T4 e baixos níveis de TSH. Na ultrassonografia, a glândula pode estar com um volume aumentado ou apresentar nódulos.

O que é hipotireoidismo?

O hipotireoidismo é caracterizado pela diminuição da atividade tireoidiana, com baixa produção dos hormônios T3 e T4. No hemograma, os níveis de T3 e T4 aparecem baixos em contraposição aos níveis de TSH, que ficam altos. Neste caso a tireoide pode apresentar redução ou aumento do seu volume, dependendo da origem do problema.

Quais são as diferenças entre eles?

A diferença essencial está na produção dos hormônios T3 e T4: enquanto, no hipertireoidismo, eles são produzidos mais do que o normal, no hipotireoidismo, os seus níveis ficam abaixo do necessário.

Isso acarreta também sintomas opostos nos dois quadros. Para dar um exemplo, enquanto, no hipertireoidismo, é comum haver perda de peso rápida, no hipotireoidismo, o paciente ganha peso com mais facilidade. Os dois quadros também se diferem nas suas causas e tratamentos.

Ambos são mais comuns em mulheres adultas, mas podem aparecer em qualquer sexo e faixa etária, até mesmo em recém-nascidos. Neste último caso, a principal forma de prevenção é a realização do teste do pezinho, preferencialmente entre o 3.º e o 5.º dia de vida do bebê.

Quais são os sintomas de cada um?

hiper ou hipotireoidismo

Os sintomas do hipertireoidismo costumam ser mais intensos e aparentes, o que leva as pessoas a procurarem ajuda médica com maior rapidez. Os principais são:

  • excesso de apetite;
  • facilidade em perder peso, ainda que ingerindo uma quantidade maior de calorias;
  • baixa tolerância ao calor;
  • suor em excesso;
  • batimentos cardíacos acelerados;
  • agitação e irritabilidade;
  • insônia;
  • tremores.

Os sinais do hipotireoidismo costumam aparecer mais lentamente e podem acabar sendo atribuídos a outros problemas, como rotina corrida, estresse, depressão, deficiências nutricionais etc. Os mais comuns são:

  • fadiga;
  • letargia;
  • perda de apetite;
  • facilidade para engordar, mesmo comendo pouco;
  • baixa tolerância ao frio;
  • redução dos batimentos cardíacos;
  • prisão de ventre.

Nas mulheres, em ambas as doenças, é comum haver irregularidades no ciclo menstrual. Esse e outros sintomas podem ser relatados ao clínico geral ou endocrinologista por meio de uma consulta online. Verificada a suspeita de hiper ou hipotireoidismo, o profissional consultado se encarregará de pedir os exames necessários para confirmar ou descartar a hipótese.

Quais são as causas de cada um?

Uma das causas do hiper ou do hipotireoidismo é o excesso ou falta de iodo na dieta. O iodo é um nutriente essencial na produção dos hormônios da tireoide. Por esse motivo, desde 1953, é exigido por lei no Brasil que essa substância seja adicionada à composição do sal de cozinha.

Fora esse fator, as duas condições costumam ter origens distintas. Em adultos, a causa mais comum para o hipertireoidismo é a doença de Graves. Esta é caracterizada por uma falha no sistema imunológico, que o faz produzir anticorpos para atacar a tireoide. Com isso, a glândula fica inflamada e passa a gerar mais hormônios do que o normal. Já em idosos, a causa mais comum de hipertireoidismo é a presença de nódulos.

A principal origem do hipotireoidismo é a Tireoidite de Hashimoto. Assim como a doença de Graves, é uma condição autoimune que ataca a tireoide, atrapalhando o seu funcionamento. Neste caso, a glândula passa a produzir menos hormônios do que o normal.

Tanto a doença de Graves como a Tireoidite de Hashimoto têm como fatores de risco o histórico familiar. Portanto, se você tem algum parente portador de uma dessas doenças, é importante monitorar os seus níveis de T3 e de T4.

Quais são os tratamentos de cada um?

Os tratamentos dependem das causas das doenças, e serão prescritos caso a caso. No hipertireoidismo, é comum o uso de iodo radioativo ou de drogas que reduzem a atividade da tireoide. Também podem ser administrados conjuntamente medicamentos para aliviar os sintomas. Quanto ao hipotireoidismo, deve ser feita a reposição hormonal também por meio de remédios.

Para evitar sequelas, o tratamento do hiper e do hipotireoidismo deve ser iniciado assim que detectada a condição. Dificilmente a tireoide volta a funcionar de forma normal depois de danificada, o que torna o acompanhamento médico necessário pelo resto da vida.

O hiper ou hipotireoidismo é uma moléstia caracterizada pelo mau funcionamento da tireoide e pode acometer homens ou mulheres de todas as idades. É importante ter atenção a sintomas como cansaço ou agitação excessiva, perda ou ganho de peso e baixa tolerância ao frio ou ao calor. Assim, é possível procurar o médico quanto antes para confirmar a doença e administrar o tratamento adequado.

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