Doenças femininas: fique por dentro dos problemas mais comuns em mulheres

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Você já parou para perguntar quais são as doenças femininas mais comuns? Os cuidados com a saúde, como a adoção de hábitos saudáveis e a realização de exames preventivos, são essenciais para todas as pessoas, mas existem alguns problemas recorrentes nas mulheres que exigem mais atenção.

Nesse cenário, conhecer quais são essas enfermidades se torna de grande importância para preveni-las e, também, para que seja possível adotar medidas preventivas, a fim de evitar os problemas ou, ao menos, identificá-los com o máximo de antecedência.

Se você tem interesse no assunto, continue lendo este post para conhecer as doenças femininas mais comuns!

Doenças femininas mais frequentes

Existem diversas doenças que são recorrentes nas mulheres, mas separamos uma lista com as mais comuns, para que você compreenda suas causas, sintomas e tratamentos.

Endometriose

Na endometriose, é possível detectar a presença de endométrio na cavidade uterina, como nas trompas, nos ovários, nos intestinos ou na bexiga. Esse é um tecido que reveste o interior do útero e é expelido durante a menstruação.

Os motivos pelos quais ele se desloca para outros órgãos ainda não foram esclarecidos, mas há indícios de um comportamento genético, ou seja, quando a mãe ou a irmã da paciente têm o problema, os riscos são maiores. Entre os principais sintomas, podemos citar:

  • cólicas intensas durante a menstruação.
  • dor pré-menstrual ou durante relações sexuais;
  • fadiga crônica;
  • sangramento menstrual irregular ou intenso;
  • dificuldades para engravidar ou infertilidade;
  • alterações urinárias e intestinais durante a menstruação.

O tratamento pode ser feito com medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios, ou com cirurgia. A indicação dependerá da gravidade do quadro, e, em muitos casos, os dois procedimentos são utilizados de forma integrada para oferecer os melhores resultados.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

A síndrome causa alterações nos níveis hormonais que geram cistos nos ovários, fazendo com que eles fiquem maiores. Os principais sintomas são a irregularidade na menstruação e a alta produção de testosterona, que gera aumento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen, além da presença dos microcistos. Também é comum que a mulher apresente acne e obesidade.

Ainda não foi possível determinar a causa do problema, mas a principal hipótese é que ele tenha origem genética e relação com a ação da insulina no corpo.

O diagnóstico e o tratamento são fundamentais, pois a doença aumenta os riscos de diabetes, doenças cardiovasculares e câncer do endométrio, além de ser uma causa comum de infertilidade.

Os tratamentos variam de acordo com o quadro, mas podem incluir o uso de anticoncepcionais, dietas, atividades físicas, induções de ovulação, utilização de medicamentos para diabetes ou cirurgia.

Câncer de mama

Depois do de pele, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. A maioria dos casos não apresenta sintomas, então, a principal forma de detectar a doença é por meio do autoexame, para verificar se existem nódulos, além da mamografia e ultrassonografia das mamas.

Contudo, existem outros sintomas que podem surgir devido à doença, como secreção no mamilo, alterações na pele da mama ou nódulos na axila. O tratamento costuma envolver a cirurgia para retirada dos nódulos e, dependendo do diagnóstico, sessões de quimioterapia e/ou de radioterapia.

Nesses casos, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de recuperação total da paciente e evitar procedimentos muito invasivos para tratar o câncer.

Osteoporose

Essa doença afeta os ossos, tornando-os mais frágeis e fracos. Isso aumenta o risco de lesões e fraturas, que podem atingir regiões como quadril e coluna, trazendo diversos prejuízos para a paciente.

A maior incidência da osteoporose nas mulheres tem relação com a menopausa, pois a redução do nível de hormônios dificulta a manutenção de níveis adequados de cálcio no sangue. Como consequência, o organismo busca outras fontes desse mineral, como os ossos.

O maior problema é que a doença não apresenta sintomas, então, costuma ser detectada em estágios mais avançados, quando já há deformidades nos ossos ou fraturas. O tratamento é feito com a readequação da dieta e suplementação, mas também pode incluir outros medicamentos. Não há cura, então, o foco é controlar a degeneração dos ossos e facilitar a regeneração.

Depressão

A depressão é uma doença que gera cada vez mais preocupação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela atinge 5,3% da população brasileira, sendo que cerca de 800 mil pessoas morrem no mundo por suicídio todos os anos.

Nas mulheres, a incidência da doença é maior, então, é fundamental redobrar a atenção aos sintomas. Alguns dos mais comuns são alterações de humor e falta de ânimo e de motivação para fazer as tarefas do dia a dia ou, até mesmo, atividades que geravam prazer. Com o tempo, também é comum que a paciente apresente isolamento social, sensação de tristeza contínua e distúrbios do sono.

A consulta com profissionais psicólogos e psiquiatras é essencial para fechar o diagnóstico e iniciar os tratamentos. Em geral, é preciso unir a terapia aos medicamentos para conseguir os melhores resultados no controle da doença.

Mioma uterino

O mioma uterino é um tumor benigno que pode se desenvolver em mulheres na idade fértil. Quando ele cresce, começam a aparecer sintomas como períodos menstruais longos e acompanhados de dores, problemas urinários, aumento do fluxo e sangramentos fora da época da menstruação. Como consequência do aumento na perda de sangue, é possível que a mulher desenvolva anemia.

Infelizmente, não existem causas determinadas para o surgimento dessa fibrose no útero, porém, ela é mais recorrente em mulheres negras ou obesas. O tratamento é feito com medicamentos ou procedimentos cirúrgicos para retirada do mioma, mas, em casos mais graves, pode ser necessário fazer a histerectomia.

Cuidados com a saúde da mulher

Existem casos em que não é possível prevenir as doenças femininas, mas o diagnóstico precoce se torna fundamental para o tratamento, a fim de evitar o agravamento do quadro ou o desenvolvimento de outros problemas de saúde. Assim, é indicado:

  • fazer exames ginecológicos periodicamente;
  • realizar os demais exames de rotina;
  • praticar atividade física;
  • não fumar;
  • evitar bebidas alcoólicas;
  • manter uma alimentação saudável;
  • dormir bem.

Exames ginecológicos: importância e periodicidade

Em todos os casos, o acompanhamento médico constante é fundamental para prevenir e diagnosticar as doenças femininas, viabilizando tratamentos mais efetivos e melhorando a qualidade de vida da mulher após a identificação de problemas de saúde.

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