Novas preocupações com a saúde: entenda as 7 principais

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Se tem um assunto que não podemos deixar de lado é a nossa saúde e a da nossa família. Nesse sentido, a prevenção ganha um destaque especial, não é mesmo? Entretanto, temos que estar bem informados sobre algumas doenças e problemas que podem surgir. O que queremos dizer é que, de tempos em tempos, surgem novas preocupações com a saúde.

Para ajudar você a se proteger e buscar um atendimento médico de qualidade, conversamos com Laura Rocha de Paiva, responsável técnica nacional do AmorSaúde e especialista em clínica médica e geriatria (CRMMG 68323, RQE Clínica Médica 42256 e RQE Geriatria 48416). Acompanhe as explicações dela a respeito de 7 aspectos que devemos ter atenção na saúde!

1. Políticas de prevenção

Um ponto que a população deve levar a sério é a prevenção. É preciso modificar o hábito de só procurar o médico quando está doente. As pessoas devem, portanto, agir antecipadamente para evitar que as doenças se manifestem ou se agravem.

A prevenção, segundo Laura, abrange também a vigilância de doenças transmissíveis com o objetivo de barrar o surgimento de epidemias. Nesse contexto, as ações educativas, como campanhas de conscientização, são fundamentais para que a população entenda sobre as doenças e como os hábitos de vida influenciam o desenvolvimento de cada uma delas.

Incentivo para realizar exames preventivos

As pessoas precisam se conscientizar ainda sobre a prevenção do câncer de mama, com a campanha Outubro Rosa, e de próstata, com a campanha Novembro Azul. É uma forma de receber informações de como prevenir e diagnosticar precocemente essas doenças, além de um incentivo para a realização dos exames preventivos de maneira regular.

Prevenção a DSTs

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também devem ser uma nova preocupação com a saúde. Contudo, o Brasil ainda necessita de políticas conjuntas com os governos para que a educação sexual seja mais amplamente abordada nas escolas, a fim de conscientizar sobre a importância da prevenção dessas doenças.

Segundo Laura, falar de DST ainda é um tabu na maioria dos lugares. Porém, se isso não for abordado, não tem como fazer com que essas doenças sejam compreendidas e evitadas.

Volta do sarampo

Precisamos também destacar o sarampo como exemplo de doença que, há anos, estava controlada, mas que, recentemente, teve surtos em algumas regiões do Brasil. A principal causa é a redução da adesão da população à vacinação.

Assim, para combater a doença, é necessário fortalecer as campanhas de combate a esse vírus e, consequentemente, aumentar a cobertura de imunização por todo o país.

2. Doenças respiratórias causadas pela poluição

dia mundial da saúde

Os males causados pela poluição são também uma das novas preocupações com a saúde. É que existem diversos gases nocivos que, de forma geral, causam o agravamento dos sintomas da asma e o aumento de internações hospitalares decorrentes de problemas respiratórios, como enfisema, bronquite e pneumonia.

Assim, quem tem algum problema respiratório deve manter acompanhamento regular com o pneumologista para controlar a doença, reduzindo as crises e as internações. Outra atitude importante é parar de fumar, pois o cigarro é um grande fator de risco adicional para o desenvolvimento de problemas respiratórios e do câncer.

Falando nessa doença, saiba que a exposição à poluição, em longo prazo, pode contribuir para o surgimento de tumores do trato respiratório. “Esses gases contribuem também para o aumento do efeito estufa e destruição da camada de ozônio, que é responsável por absorver a radiação solar. Sendo assim, ficamos mais expostos aos raios ultravioletas e isso contribui para o surgimento do câncer de pele”, acrescenta Laura.

3. Epidemia de ebola

O ebola tem causado, nos últimos anos, surtos da doença em alguns países da África Ocidental, como na República Democrática do Congo. “É um quadro grave, muitas vezes fatal, e a pessoa pode pegar a doença ao ter contato com sangue ou fluidos corporais de animais e indivíduos doentes, ou com superfícies e objetos contaminados”, explica a médica.

Não existe tratamento específico para a doença. Dessa forma, é feito o monitoramento de sintomas e realizadas as medidas de suporte/estabilização do paciente. O controle da transmissão é feito por meio do isolamento do indivíduo doente. Felizmente, não há nenhum caso desse vírus registrado no Brasil.

4. Retorno da dengue

Apesar de a maior parte da população conhecer a dengue e seus sintomas, em 2019, tivemos aumento grande de casos. É uma doença causada por um vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Há quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Muita gente não sabe, mas um indivíduo pode pegar os quatro sorotipos, porém, a infecção por um deles resulta em imunidade para ele.

O mosquito transmissor precisa de água parada para se proliferar. Por isso, a médica alerta sobre a importância de manter a higiene, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por 12 meses até conseguir as condições adequadas para se desenvolver.

Compromisso da população

Para combater a doença, é preciso a colaboração de toda a população, eliminando água parada, principalmente em quintais, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem manutenção e, até mesmo, em tampinhas plásticas.

Diferentemente do sarampo, Laura explica que a dengue não tem uma vacina distribuída pelo governo. A melhor forma de prevenção é informar a população sobre a necessidade de evitar juntar entulhos que acumulem água.

5. Incidência de doenças crônicas

dia mundial da saúde

Algumas das doenças crônicas mais comuns são hipertensão, diabetes, colesterol alto e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) ou enfisema. Apesar do componente genético para o desenvolvimento desses problemas, o fator mais importante e determinante é o ambiental e comportamental.

Hipertensão, diabetes e colesterol alto podem ser evitados com um estilo de vida saudável, dieta balanceada, atividade física e redução da obesidade.

“Para doenças crônicas, o acompanhamento regular do paciente é a melhor estratégia para evitar agravamento dos quadros. Hipertensos e diabéticos que fazem acompanhamento com médico e com equipe multidisciplinar mantêm melhor controle da doença e, com isso, têm menos complicações, como derrame e infarto cardíaco“, destaca Laura.

6. Nova onda de HIV

O HIV também figura entre as novas preocupações com a saúde, apesar de ser uma doença já conhecida há décadas. O Brasil teve um aumento de 21% no número de novas infecções por esse vírus entre 2010 e 2018, segundo o Programa Conjunto da ONU para HIV/Aids (Unaids).

São diversas as causas para esse aumento, entre elas, a redução das campanhas públicas sobre o tema. “Há ainda o conservadorismo da sociedade e dos governos, o que leva a uma resistência em relação à implementação de educação sexual nas escolas e à distribuição gratuita de camisinhas”, ressalta Laura.

7. Superlotação dos sistemas de saúde

Por último, temos que comentar sobre como o acesso a um sistema de saúde de qualidade é essencial para o bem-estar das pessoas e o aumento da longevidade da população. O Brasil, há anos, enfrenta a superlotação do sistema de saúde público, o que impacta diretamente a qualidade de vida da população.

É comum o acesso a médicos especialistas demorar muito, visto que o paciente precisa enfrentar filas para o agendamento. Isso pode agravar o problema de saúde inicial que o levou a procurar esse serviço.

“Para contribuir para a resolução desse problema, sem ter que depender diretamente de políticas públicas, existe o sistema privado, que é complementar e que oferece acesso a médicos especialistas e generalistas a preços acessíveis“, afirma a médica. Essa é a missão do AmorSaúde, que trabalha com atendimentos ambulatoriais primários, principalmente com ações preventivas e nos tratamentos continuados.

“Acreditamos em uma visão holística, de atenção multidisciplinar e integrada aos pacientes. Por isso, oferecemos consultas médicas e atendimento multidisciplinar, exames clínicos e de imagem e tratamentos odontológicos”, finaliza Laura.

É fundamental ficar por dentro das novas preocupações com a saúde para se prevenir. Nessa questão, o mais indicado é realizar o check-up médico para evitar o desenvolvimento ou o agravamento de doenças.

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