As 6 DSTs mais comuns e como se prevenir

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Você já deve estar cansado de saber que, para cuidar direitinho da saúde, é fundamental manter em dia os exames de rotina e adotar hábitos saudáveis, certo? O que muita gente esquece é que aqui entra também a prevenção e o tratamento das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)!

Muitas vezes, as pessoas deixam de sequer abordar o assunto por considerá-lo um tabu ou por acreditarem que não estão expostas a riscos. Na prática, porém, não é bem assim. Para você ter uma ideia, dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a cada dia são registrados mais de 1 milhão de casos dessas doenças mundo afora. Alguma dúvida de que é urgente investir na prevenção?

Preparamos este conteúdo justamente para esclarecer quais são as DSTs mais comuns e como é possível se prevenir. Acompanhe!

O que são DSTs?

Como o próprio nome já indica, as DSTs são doenças transmitidas por meio do ato sexual sem proteção, seja devido à troca de fluidos ou ao contato com lesões existentes. Elas podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos ou protozoários.

As doenças apresentam sintomas variados e nem sempre são de fácil detecção. Infelizmente, a ausência de manifestações e a falta de realização de exames para sua devida identificação podem aumentar o contágio. É fundamental, portanto, adotar uma rotina de atenção em relação às DSTs.

Quais as DSTs mais comuns?

Existem diversos tipos de doenças sexualmente transmissíveis, mas separamos aqui as mais comuns para esclarecer quais são os sintomas e os possíveis tratamentos. Veja a seguir!

1. Aids

Conhecida como Aids, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é causada pelo vírus HIV e compromete o funcionamento do sistema imunológico. Sua transmissão se dá via relações sexuais desprotegidas, pelo sangue e pelo leite materno.

Muitas vezes, essa doença não manifesta sintomas. Quando surgem, no início, costumam ser semelhantes aos da gripe, como febre e dor de garganta. Com a evolução do quadro, o paciente pode ter perda de peso, sudorese noturna e infecções recorrentes devido à baixa imunidade.

Por mais que infelizmente ainda não haja cura para essa doença, existem tratamentos capazes de retardar seu progresso e, assim, garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

2. Gonorreia

Trata-se de uma infecção causada por bactéria que, se não for devidamente tratada, avança para os testículos ou a próstata, nos homens, e para as trompas ou o útero, nas mulheres.

Os primeiros sintomas masculinos são secreção purulenta, entre 2 e 10 dias após a relação sexual, dor e ardência ao urinar. Nas mulheres, a detecção é mais delicada, uma vez que a doença pode ser assintomática. Quando aparece, o sintoma vem em forma de corrimento amarelado e com odor forte. A gonorreia tem cura e o tratamento é feito com antibióticos orais ou injetáveis.

3. HPV

Essa sigla é utilizada para definir mais de 150 vírus, nem todos apresentando manifestações de sintomas ou riscos aos pacientes. Na verdade, são cerca de 20 os tipos realmente prejudiciais e que apresentam lesões. Algumas variedades causam lesões semelhantes a verrugas, em número e tamanhos diversos.

Um dos grandes motivos de atenção em relação a essa doença diz respeito à sua associação com o câncer de pênis e o câncer de colo do útero. Mesmo sem manifestações, portanto, é importante fazer os exames preventivos. O tratamento pode ser feito com ácidos, laser ou até mesmo intervenções cirúrgicas, além de antivirais e outros medicamentos.

4. Sífilis

Essa DST é causada por uma bactéria chamada Treponema Pallidum. Sua manifestação normalmente começa com uma ferida indolor na região genital, no ânus ou na boca, com início entre 20 e 30 dias após a relação sexual. Normalmente, a lesão se cura sozinha em cerca de um mês, dando a impressão de o problema se foi. Contudo, há uma segunda fase da doença que causa irritações ou manchas em diversas partes do corpo, podendo progredir até atingir o sistema nervoso, os olhos ou o coração. Na gestação, a doença traz consequências graves, como aborto, parto de natimorto ou má-formação fetal.

A sífilis tem tratamento, normalmente feito com penicilina, sendo recomendado que o paciente não tenha relações sexuais durante o período — principalmente sem o uso de preservativo.

5. Candidíase

Causada por micose ou fungos, a candidíase apresenta maior incidência em mulheres, jovens ou adultas. A doença pode afetar a vagina, a pele ou a boca — nesse último caso, conhecida como sapinho. A infecção também é comum com a gravidez e com a puberdade, devido ao estresse, bem como em decorrência da diabetes ou após o uso de antibióticos.

O principal sintoma da candidíase vaginal é a presença de um corrimento esbranquiçado, semelhante a queijo coalhado, que causa bastante coceira. No homem, a doença causa coceira no pênis e vermelhidão nas regiões da glande e do prepúcio.

O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos, tópicos ou orais, e é importante que ambos os parceiros sejam tratados, mesmo que apenas um deles seja diagnosticado com a doença.

6. Clamídia

Por mais que essa DST atinja pessoas de todas as idades, é mais comum em mulheres jovens. Temos aqui mais um caso de dificuldade de diagnóstico (e, consequentemente, de tratamento), já que nem sempre aparecem sintomas ou sinais clínicos. Quando surgem, os principais indícios são: dor ao urinar e corrimento semelhante ao aspecto da clara de ovo.

A falta de diagnóstico faz com que a doença progrida para uma infecção mais profunda, que pode acabar comprometendo a fertilidade, além de causar dores durante as relações e aumentar os riscos de gravidez nas trompas ou de parto prematuro. Para tratar, é recomendado o uso de antibióticos tanto para o paciente como para seus parceiros sexuais.

Como se prevenir?

A principal forma de prevenção é manter relações sexuais com a boa e velha camisinha, mesmo com parceiros fixos. Entretanto, como algumas doenças podem ser transmitidas pelo contato com lesões e nem sempre o preservativo impede que isso aconteça, é fundamental manter os exames preventivos em dia e ainda solicitá-los a seu parceiro.

Também vale adquirir o hábito de verificar a existência de lesões ou a manifestação visível de qualquer sintoma. Em caso positivo, trate de consultar um médico! Afinal de contas, somente esse profissional poderá diagnosticar corretamente a doença e repassar o tratamento necessário.

Em relação ao HPV, hoje em dia existem vacinas que protegem contra os tipos mais frequentes. Elas devem ser administradas em meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos. Pessoas com HIV ou que foram transplantadas também podem tomar a vacina entre os 9 e os 26 anos.

A conscientização sobre as DSTs e suas formas de prevenção é essencial para evitar a transmissão dessas doenças. Fora isso, é importante realizar consultas e exames frequentemente para, se for o caso, garantir um diagnóstico precoce e iniciar os tratamentos necessários o quanto antes.

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