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Câncer de mama é hereditário? Entenda!

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Entre os tipos de câncer, o de mama é o que mais acomete as mulheres e, também, o que mais as mata. Não há uma causa específica, mas fatores endócrinos, comportamentais, idade e até genéticos podem ser causadores da doença. O câncer de mama hereditário é responsável por cerca de 10% dos casos entre as mulheres.

O agravo ocorre devido a mutações em determinados genes, que acontecem ao longo da vida, por diversos fatores. Entre eles, a herança genética da mãe ou do pai. Pessoas que têm ocorrências de câncer de mama na família, principalmente em parentes consanguíneos, fazem parte do grupo de risco e devem, periodicamente, realizar o autoexame e consultar o médico.

Quer saber mais sobre o assunto? Neste artigo, vamos falar sobre a hereditariedade do câncer de mama e como identificar a doença. Boa leitura!

Câncer de mama é hereditário?

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que, em 2020, surjam mais de 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. Nos casos em que é hereditário, a mutação que ocorre em genes, como o BRCA1 e BRCA2, é a responsável pelo desenvolvimento da doença.

Esses genes geram proteínas supressoras tumorais e codificam outras, que fazem o processo de separação do DNA. Ou seja, os genes BRCA1 e BRCA2 são como partes do DNA responsáveis por controlar a proliferação e o reparo das células mamárias.

Quando esses genes apresentam alterações, as células não conseguem mais controlar o crescimento e acumulam partículas do DNA, que podem se transformar em câncer. Se a mulher herda de um dos seus genitores a mutação desses genes, aumenta o risco do aparecimento de tumores ao longo da vida.

As pessoas que herdam essas alterações genéticas têm cerca de 50% de chance de transmitir para os filhos. Mas isso não significa que todos que nascem com a alteração nos genes, consequentemente, desenvolverão a doença.

Portanto, cada caso deve ser analisado individualmente por um profissional da área. A mutação também aumenta o risco do surgimento de câncer de próstata e de pâncreas, o aparecimento de melanomas e outras neoplasias.

Câncer de mama hereditário pode ter influência paterna?

câncer de mama hereditário

Quem acredita que a hereditariedade do câncer de mama é apenas do lado materno, está enganado. Os homens que têm a alteração nos genes correm maior risco de desenvolver a doença e, também, podem transmiti-la para os herdeiros.

Porém, como a mama masculina é pequena e não tem região hormonal para desenvolver a doença, os homens podem trazer consigo a alteração do gene sem manifestar o câncer. Por isso, mesmo sem apresentar o quadro clínico de câncer de mama, os homens podem ser transmissores das alterações genéticas para os filhos.

Como identificar o câncer de mama?

O câncer de mama pode se apresentar de diferentes maneiras, e cada caso é influenciado por outras tantas características particulares. O sintoma mais comum da doença é o nódulo na mama (pode ser identificado no autoexame), geralmente duro, indolor e irregular. Mas outros sintomas também podem ser percebidos, como:

  • alterações na forma ou textura da mama ou do mamilo;
  • retração cutânea;
  • edema na pele;
  • dor;
  • inversão do mamilo;
  • descamação do mamilo;
  • linfonodos palpáveis na axila;
  • secreção papilar, principalmente, quando ocorre em uma mama e de forma espontânea. Normalmente, as secreções associadas ao câncer de mama são transparentes, mas podem ser avermelhadas quando é expelido sangue.

Não é tão simples apontar se a mutação aconteceu por herança genética ou não. Por isso, cada caso deve ser analisado por um profissional conforme suas particularidades. Para identificar algum tipo de mutação nos genes, é necessária a realização de testes e exames genéticos.

Quais os testes e exames podem ser realizados?

O diagnóstico precoce ainda é a forma mais eficiente de diminuir as chances de agravamento do câncer de mama. Uma das formas mais recomendadas pelos médicos para identificar a doença é o autoexame da mama.

Aproximadamente 80% dos casos são descobertos pelas próprias pacientes por meio do toque. O ideal é realizá-lo mensalmente, cerca de cinco a sete dias depois do período menstrual.

Já os testes genéticos são feitos para rastrear e identificar os genes em mutação. Um exame, chamado heredograma, é capaz de mostrar o mapa genético, identificando e especificando quais os genes sofreram alterações herdadas.

Pessoas que apresentam casos de câncer na família, que foram diagnosticadas com a doença abaixo de 45 anos ou com histórico de outros tumores, devem realizar exames mais detalhados e indicados pelos médicos.

Quando um membro da família apresenta alteração por hereditariedade, é recomendado que os demais familiares também realizem o exame. Assim, é possível tomar medidas preventivas para diminuir as chances de surgimento do câncer.

Os testes genéticos devem ser feitos de acordo com a situação e necessidade de cada paciente, e oferecem os seguintes benefícios:

  • favorecem o diagnóstico e orientam as decisões médicas sobre o tratamento mais apropriado para a situação;
  • ajudam os pacientes a tomar as melhores providências sobre seu tratamento;
  • influenciam pesquisas e estudos clínicos;
  • auxiliam os familiares dos pacientes a entender e gerenciar melhor seu risco de desenvolver câncer.

Como prevenir o câncer de mama?

São múltiplos os fatores relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama e, em casos hereditários, eles não podem ser modificados. A prevenção contra a doença se baseia no controle dos fatores de risco e na mudança de pequenos hábitos.

Questões comportamentais que podem levar ao câncer de mama são sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e sobrepeso. Por isso, para prevenir o câncer de mama e tantas outras doenças, é importante praticar regularmente atividades físicas, adotar uma alimentação saudável e balanceada e evitar o consumo exagerado de álcool.

O câncer de mama pode se desenvolver devido a questões comportamentais e ambientais ou, ainda, ser herdado da mãe ou do pai. Exames específicos são capazes de determinar a mutação dos genes e apontar as principais causas do surgimento da doença.

Assim, é fundamental que o paciente procure atendimento médico logo que aparecerem os primeiros sintomas ou quando casos forem diagnosticados na família. O câncer de mama hereditário tem cura e o diagnóstico precoce ainda é a melhor solução para evitar a evolução e o agravamento do quadro.

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