Câncer de mama tem cura! Conheça a histórias de mulheres que venceram essa batalha

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O câncer de mama assusta e preocupa muitas mulheres. Afinal, esse timo de tumor é o mais frequente na população feminina, com 57 mil casos e 14 mil mortes todos os anos no Brasil, sendo a segunda maior causa de mortalidade por câncer em mulheres no país, depois do câncer de pele.

Entretanto, a paciente não deve encarar o diagnóstico de um câncer de mama como uma sentença de morte. Com o avanço da Medicina, é grande a possibilidade de uma rápida identificação dos tumores em estágios iniciais da doença, quando há mais chances de recuperação e uma vida com muita qualidade após o tratamento.

Neste conteúdo, trouxemos alguns casos de superação que podem ser inspiração para muitas pessoas. Conheça, a seguir, as histórias fantásticas de quatro mulheres que enfrentaram a doença!

Naisy Furtado

O cuidado frequente e um diagnóstico precoce foram a salvação da enfermeira Naisy Furtado. Sempre cuidadosa com sua saúde, não deixava de realizar exames periódicos e nunca pensou que estaria com alguma coisa errada em seu corpo.

Aos 40 anos, enquanto estava organizando sua festa de aniversário, descobriu um câncer de mama, e logo começou seu tratamento. “Foram momentos terríveis, mas a gente conseguiu vencer pela fé em Deus e pelos bons médicos que estavam me acompanhando”, relembrou Naisy, em entrevista ao portal G1.

Ela passou pela cirurgia e não precisou da quimioterapia. A ajuda do marido foi fundamental na recuperação. Dois anos depois do tratamento, a prova de que a saúde estava recuperada veio de uma forma maravilhosa — Naisy engravidou e deu a luz à Laryssa. “Ouvi da médica que era sinal de saúde, de cura e que eu estava bem, por isso eu me tranquilizei mais e encarei a gravidez com tranquilidade”, contou ao G1.

Erika Figueiredo

Enquanto amamentava sua filha, Erika notou um caroço na mama e pensou que era leite empedrado. Ao retirar para avaliação, recebeu o diagnóstico de ter a mesma doença que havia levado sua mãe, aos 48 anos de idade.

“Achei que ia morrer e deixar minha filha órfã. Fiz todos os exames possíveis pra detectar qualquer metástase, mas, por sorte, só os linfonodos da axila esquerda haviam sido tomados.” Erika fez a cirurgia de mastectomia radical. Reconstruiu o seio com prótese imediatamente, na mesma operação.

A história de Erika foi relatada à Revista Saúde, que entrevistou algumas leitoras que passaram pelo câncer de mama. Um ano depois das sessões de quimioterapia, ela detectou o risco de um novo câncer de mama e de ovário, fazendo mais exames.

Ela acabou optando com seu médico por fazer uma histerectomia, retirando totalmente os ovários e entrando na menopausa aos 33 anos.

“Hoje, 15 anos depois, não tive nenhuma recidiva ou metástase. Sou feliz e vivo plenamente minha vida. Crio minha filha, namoro, saio e me divirto sempre. Nenhuma das cicatrizes foi capaz de me afastar da minha capacidade de viver e ser feliz” avalia Erika, mostrando que é possível viver bem depois de um câncer.

Natali de Araújo

Com 26 anos de idade e sem histórico familiar para a doença, Natali de Araújo entrou em choque quando seu médico informou que ela tinha câncer de mama. “O primeiro diagnóstico é assustador, já achei que ia morrer”, contou para a equipe do programa Hoje em Dia, da TV Record.

Foi em um autoexame que ela percebeu um caroço diferente na mama, e primeiro pensou que era um machucado. Como não sentiu melhora ao longo da semana, procurou um médico para avaliar o caso, quando descobriu que estava com câncer de mama.

O tratamento escolhido foi uma mastectomia radical, seguida de quimioterapia e radioterapia. Antes do final do ciclo, uma descoberta impensável: Natali estava grávida de dois meses, um caso muito raro, pois a infertilidade é uma das consequências do tratamento contra o câncer.

Vera Teruel

Em um exame de rotina, o médico que apalpava a mama de Vera Teruel percebeu que era um câncer. “Eu achava que ia morrer”, conta. Mas, em vez de se entregar, ela buscou forças e desenvolveu a ONG Viva Melhor, que ajuda a renovar a autoestima das pacientes, com a doação de próteses mamárias externas e perucas feitas com cabelos naturais, por voluntários.

“Além das próteses e perucas, temos reuniões de grupo de apoio. Depois do câncer de mama, vi que poderia ajudar outras mulheres que estão passando pelo que eu passei”, contou em entrevista para a Revista Novo Tempo.

Na ONG Viva Melhor, muitas voluntárias são pacientes de câncer recuperadas, que desejam passar adiante sua experiência de vida para quem enfrenta o problema agora. Uma das ações feitas pela ONG, em 2016, foi ilustrar um calendário com fotos das pacientes, com maquiadoras e cabeleireiro.

“Quando a mulher consegue recuperar sua autoestima, ela consegue se recuperar melhor da doença”, completa Vera. A criadora da ONG se lembra de um caso de recuperação da autoestima de uma paciente que, após a retirada total das mamas, sempre ia aos encontros na Viva Melhor com um casaco que escondia tudo.

“Uma mulher sempre usava o casaco para se esconder, e ficou tão feliz de sair da ONG com as próteses substituindo as mamas retiradas que o marido falou — esquece o casaquinho marrom que você não vai precisar mais dele”, lembra, emocionada, de um dos casos apoiados pela Viva Melhor.

Estas e outras muitas histórias mostram que o câncer de mama tem cura, desde que a mulher busque ajuda ao primeiro sinal de que alguma coisa está diferente com seu corpo. Procure uma clínica que ofereça os exames, como a mamografia, essenciais para a detecção de casos de câncer. Converse com seu médico, caso identifique alguma alteração, e não deixe de fazer o autoexame das mamas periodicamente!

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