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cancer de mama tem cura

Câncer de mama tem cura? Chances, tratamentos e direitos

Resumo: Sim, o câncer de mama tem cura, principalmente quando é descoberto no começo. Nos Estados Unidos, a sobrevida em 5 anos passa de 99% quando o tumor está só na mama, cai para 87% quando chegou aos gânglios próximos e fica em 32% quando já se espalhou para outros órgãos. O tratamento combina cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo, conforme o tipo e o estágio do tumor. Por lei, no SUS, o tratamento deve começar em até 60 dias depois do diagnóstico.

Receber o diagnóstico de câncer de mama assusta, mas ele não é uma sentença. Com a mamografia de rotina e os tratamentos atuais, a maioria das mulheres diagnosticadas no início fica curada e volta à vida normal.

Neste guia, você vai entender quando o câncer de mama tem cura, o que muda as chances de recuperação, quais são os tratamentos disponíveis e quais direitos a paciente tem no SUS. No fim, conheça histórias de mulheres que enfrentaram a doença.

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Câncer de mama tem cura?

Tem. As chances são maiores quanto mais cedo o tumor é encontrado, quando ele ainda é pequeno e está só na mama. O INCA lembra que, quando diagnosticado e tratado a tempo, o câncer de mama tem prognóstico relativamente bom.

Mesmo quando a doença já se espalhou e a cura fica mais difícil, os tratamentos atuais conseguem controlar o câncer por muitos anos, com qualidade de vida.

Chances de cura por estágio

A American Cancer Society usa dados de mulheres diagnosticadas entre 2015 e 2021 nos Estados Unidos para calcular a sobrevida em 5 anos. Os números mostram o peso do diagnóstico precoce:

Onde o câncer está no diagnóstico Sobrevida relativa em 5 anos
Só na mama (localizado) Mais de 99%
Mama e gânglios próximos (regional) 87%
Outros órgãos, como ossos, fígado ou pulmão (à distância) 32%
Todos os estágios juntos 92%

Esses números são médias e não dizem o que vai acontecer com cada pessoa. No Brasil, os resultados variam conforme a região e o tempo até o início do tratamento.

O que influencia as chances de cura

  • Estágio: o tamanho do tumor e se ele chegou aos gânglios ou a outros órgãos. É o fator mais importante.
  • Tipo de tumor: alguns crescem devagar e respondem bem a hormônios. Outros, como o triplo-negativo, são mais agressivos. Conheça os tipos de câncer de mama.
  • Tempo até o tratamento: começar rápido faz diferença.
  • Seguir o tratamento até o fim, incluindo a hormonioterapia, que pode durar de 5 a 10 anos.
  • Saúde geral e idade da paciente.

Por isso a mamografia de rotina é tão importante: ela encontra o tumor antes de dar sinais. Saiba quanto tempo um câncer de mama demora para se desenvolver.

Quais são os tratamentos para câncer de mama?

O plano é feito pelo mastologista e pelo oncologista, de acordo com o tipo e o estágio do tumor. Quase sempre combina mais de um tratamento:

1. Cirurgia

Pode retirar só o tumor com uma margem de segurança (cirurgia conservadora) ou a mama inteira (mastectomia). Muitas vezes também são retirados gânglios da axila para análise. A reconstrução mamária é um direito da paciente e pode ser feita na mesma cirurgia ou depois.

2. Radioterapia

Usa radiação para destruir células que possam ter ficado na região. É indicada principalmente depois da cirurgia conservadora.

3. Quimioterapia

Remédios que destroem células do câncer no corpo todo. Pode ser feita antes da cirurgia, para diminuir o tumor, ou depois, para reduzir o risco de volta da doença.

4. Hormonioterapia

Para tumores que crescem com o estímulo dos hormônios femininos, que são a maioria. São comprimidos, como o tamoxifeno, tomados por 5 a 10 anos.

5. Terapia-alvo e imunoterapia

Remédios que atacam características específicas do tumor, como o trastuzumabe e o pertuzumabe nos tumores HER2-positivos. Em alguns casos de câncer triplo-negativo, a imunoterapia também pode ser usada.

Direitos da paciente no SUS

  • Até 30 dias para os exames que confirmam o diagnóstico, quando há suspeita de câncer (Lei 13.896/2019).
  • Até 60 dias para começar o tratamento depois do diagnóstico confirmado (Lei 12.732/2012).
  • Reconstrução mamária pelo SUS e pelos planos de saúde.

A vida depois do tratamento

Depois do tratamento, a paciente faz consultas e exames periódicos para acompanhar a recuperação. O cuidado com a cabeça também faz parte: medo, tristeza e mudanças na autoestima são comuns. Veja como buscar apoio emocional no câncer de mama.

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Histórias de mulheres que venceram o câncer de mama

1. Naisy Furtado

O cuidado frequente e um diagnóstico precoce foram a salvação da enfermeira Naisy Furtado. Sempre cuidadosa com sua saúde, não deixava de realizar exames periódicos e nunca pensou que estaria com alguma coisa errada em seu corpo.

Aos 40 anos, enquanto estava organizando sua festa de aniversário, descobriu um câncer de mama, e logo começou seu tratamento. “Foram momentos terríveis, mas a gente conseguiu vencer pela fé em Deus e pelos bons médicos que estavam me acompanhando”, relembrou Naisy, em entrevista ao portal G1.

Ela passou pela cirurgia e não precisou da quimioterapia. A ajuda do marido foi fundamental na recuperação. Dois anos depois do tratamento, a prova de que a saúde estava recuperada veio de uma forma maravilhosa — Naisy engravidou e deu a luz à Laryssa. “Ouvi da médica que era sinal de saúde, de cura e que eu estava bem, por isso eu me tranquilizei mais e encarei a gravidez com tranquilidade”, contou ao G1.

2. Erika Figueiredo

Enquanto amamentava sua filha, Erika notou um caroço na mama e pensou que era leite empedrado. Ao retirar para avaliação, recebeu o diagnóstico de ter a mesma doença que havia levado sua mãe, aos 48 anos de idade.

“Achei que ia morrer e deixar minha filha órfã. Fiz todos os exames possíveis pra detectar qualquer metástase, mas, por sorte, só os linfonodos da axila esquerda haviam sido tomados.” Erika fez a cirurgia de mastectomia radical. Reconstruiu o seio com prótese imediatamente, na mesma operação.

A história de Erika foi relatada à Revista Saúde, que entrevistou algumas leitoras que passaram pelo câncer de mama. Um ano depois das sessões de quimioterapia, ela detectou o risco de um novo câncer de mama e de ovário, fazendo mais exames.

Ela acabou optando com seu médico por fazer uma histerectomia, retirando totalmente os ovários e entrando na menopausa aos 33 anos.

“Hoje, 15 anos depois, não tive nenhuma recidiva ou metástase. Sou feliz e vivo plenamente minha vida. Crio minha filha, namoro, saio e me divirto sempre. Nenhuma das cicatrizes foi capaz de me afastar da minha capacidade de viver e ser feliz” avalia Erika, mostrando que é possível viver bem depois de um câncer.

3. Natali de Araújo

Com 26 anos de idade e sem histórico familiar para a doença, Natali de Araújo entrou em choque quando seu médico informou que ela tinha câncer de mama. “O primeiro diagnóstico é assustador, já achei que ia morrer”, contou para a equipe do programa Hoje em Dia, da TV Record.

Foi em um autoexame que ela percebeu um caroço diferente na mama, e primeiro pensou que era um machucado. Como não sentiu melhora ao longo da semana, procurou um médico para avaliar o caso, quando descobriu que estava com câncer de mama.

O tratamento escolhido foi uma mastectomia radical, seguida de quimioterapia e radioterapia. Antes do final do ciclo, uma descoberta impensável: Natali estava grávida de dois meses, um caso muito raro, pois a infertilidade é uma das consequências do tratamento contra o câncer.

4. Vera Teruel

Em um exame de rotina, o médico que apalpava a mama de Vera Teruel percebeu que era um câncer. “Eu achava que ia morrer”, conta. Mas, em vez de se entregar, ela buscou forças e desenvolveu a ONG Viva Melhor, que ajuda a renovar a autoestima das pacientes, com a doação de próteses mamárias externas e perucas feitas com cabelos naturais, por voluntários.

“Além das próteses e perucas, temos reuniões de grupo de apoio. Depois do câncer de mama, vi que poderia ajudar outras mulheres que estão passando pelo que eu passei”, contou em entrevista para a Revista Novo Tempo.

Na ONG Viva Melhor, muitas voluntárias são pacientes de câncer recuperadas, que desejam passar adiante sua experiência de vida para quem enfrenta o problema agora. Uma das ações feitas pela ONG, em 2016, foi ilustrar um calendário com fotos das pacientes, com maquiadoras e cabeleireiro.

“Quando a mulher consegue recuperar sua autoestima, ela consegue se recuperar melhor da doença”, completa Vera. A criadora da ONG se lembra de um caso de recuperação da autoestima de uma paciente que, após a retirada total das mamas, sempre ia aos encontros na Viva Melhor com um casaco que escondia tudo.

“Uma mulher sempre usava o casaco para se esconder, e ficou tão feliz de sair da ONG com as próteses substituindo as mamas retiradas que o marido falou — esquece o casaquinho marrom que você não vai precisar mais dele”, lembra, emocionada, de um dos casos apoiados pela Viva Melhor.

Perguntas frequentes sobre a cura do câncer de mama

Câncer de mama tem cura?

Sim. As chances de cura são maiores quando o tumor é descoberto no começo, ainda só na mama. Nesses casos, a sobrevida em 5 anos passa de 99%, segundo dados da American Cancer Society.

Câncer de mama com metástase tem cura?

Quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, a cura é mais difícil. Mas os tratamentos atuais conseguem controlar a doença por muitos anos, com qualidade de vida.

Quanto tempo dura o tratamento do câncer de mama?

Depende do caso. A fase com cirurgia, quimioterapia e radioterapia costuma levar de alguns meses a um ano. A hormonioterapia, quando indicada, é tomada por 5 a 10 anos.

Todo câncer de mama precisa de quimioterapia?

Não. A indicação depende do tipo, do tamanho e do estágio do tumor. Alguns casos iniciais são tratados só com cirurgia, radioterapia e hormonioterapia.

O câncer de mama pode voltar?

Pode, por isso o acompanhamento depois do tratamento é importante. O risco é maior nos primeiros anos e diminui com o tempo. Seguir a hormonioterapia, quando indicada, ajuda a reduzir esse risco.

Em quanto tempo o SUS precisa começar o tratamento?

Pela Lei 12.732/2012, o tratamento deve começar em até 60 dias depois do diagnóstico confirmado. E a Lei 13.896/2019 garante os exames de diagnóstico em até 30 dias quando há suspeita de câncer.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Para cuidar das suas mamas, encontre a unidade AmorSaúde mais próxima e agende uma consulta.

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