Quando se fala de riscos da gravidez na adolescência, muita gente associa, primeiramente, aos impactos psicológicos e sociais que a chegada de um bebê vai provocar na vida de uma jovem. Afinal, ela, muitas vezes, abandona planos e sonhos e precisa amadurecer de forma mais rápida para dar conta de toda essa transformação.
Contudo, é importante destacar que a gestação precoce traz perigos para a mulher e para o bebê, principalmente quando o pré-natal não é seguido à risca.
Quer saber por que esse é um assunto de saúde preocupante? Continue a leitura e descubra os riscos da gravidez na adolescência!
Por que a gravidez na adolescência é preocupante?
Antes de mostrar os riscos da gravidez na adolescência, é preciso entender a incidência desses casos no Brasil.
Uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgada em 2018 apontou que, entre 2010 e 2015, de cada mil jovens brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 engravidaram. É um índice que supera não só a média mundial, como também a dos países da América Latina.
Além do fato de a menina ainda não estar preparada para assumir a responsabilidade de criar uma criança e dos conflitos familiares que a situação provoca, há os perigos para a saúde da gestante e do bebê.
Um dos motivos para esses riscos é que o sistema reprodutor dessas jovens ainda não está totalmente desenvolvido, o que pode acarretar uma série de problemas na gestação, levando, inclusive, à mortalidade materna.
Outro agravante é que, muitas vezes, por vergonha de contar para a família, a adolescente demora para iniciar o pré-natal, deixando de prevenir complicações principalmente no primeiro trimestre da gravidez, fase crítica do desenvolvimento do feto.
Quais são os riscos da gravidez na adolescência?
Como dissemos, o sistema reprodutor da adolescente ainda não tem maturidade para gerar um bebê; por isso, a gestação precoce é considerada de risco e exige um acompanhamento médico diferenciado. Veja, a seguir, os principais perigos dessa situação.
Aborto espontâneo
O aborto espontâneo, que é caracterizado pela perda do feto antes de 20 semanas de gestação, é um dos principais riscos para as mulheres que engravidam na adolescência.
Pode ser decorrente da imaturidade do seu corpo e também da falta de cuidados com a saúde da gestante. O consumo de álcool, por exemplo, comum entre os jovens, também é um dos fatores que aumentam as chances de aborto espontâneo.
Parto prematuro
As adolescentes também estão mais propensas a ter um parto prematuro, ou seja, antes de 37 semanas de gestação. Esse fator pode acarretar problemas de saúde ao bebê e elevar as taxas de mortalidade neonatal.
Hipertensão arterial
A pré-eclâmpsia é um distúrbio que pode acontecer com mais frequência na gestante adolescente. É um quadro de risco, pois leva à hipertensão arterial e à proteinúria, caracterizada pela liberação de proteínas na urina.
A situação pode ficar ainda mais grave se, depois da pré-eclâmpsia, ocorrer a eclâmpsia, que, além do aumento da pressão arterial, pode levar a problemas renais e até a convulsões durante a gravidez.
Bebê subnutrido
Por conta de não seguirem o pré-natal, muitas adolescentes podem desenvolver anemia durante a gestação, o que também traz danos ao desenvolvimento do bebê, que nasce subnutrido. As consequências são mais graves para jovens que já eram anêmicas antes de engravidarem.
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Maior taxa de cesárea
Muitas vezes, a estrutura óssea da jovem não está devidamente desenvolvida, o que impossibilita a passagem do bebê pelo canal vaginal. Essa condição inviabiliza o parto natural, aumentando as taxas de cesárea na gravidez precoce.
Malformação fetal
Além da prematuridade, a gestação na adolescência também aumenta os riscos de malformação fetal.
Depressão pós-parto
Se a depressão pós-parto traz uma série de transtornos para as mulheres que planejaram a gravidez, nas mães adolescentes, a doença pode ser ainda mais grave. Isso, porque esse é um momento cheio de transformações e dificuldades, devido à chegada do bebê e às novas responsabilidades, para as quais ela ainda não está preparada.
Qual é a importância da realização do pré-natal?
O pré-natal é importante para gestantes de todas as idades. Quando se fala dos riscos da gravidez na adolescência, esse acompanhamento torna-se fundamental. P
or uma série de fatores, como desconhecimento da necessidade de ter o acompanhamento médico, descoberta tardia da gravidez e medo ou vergonha, o que ocorre é que muitas jovens demoram para começar a frequentar as consultas ao obstetra.
No entanto, é essencial que as famílias dessas jovens orientem sobre a necessidade do pré-natal, para que a gravidez transcorra de forma saudável para a mãe e o bebê. Aliás, o apoio dos familiares nesse momento delicado vai ajudar a gestante a enfrentar bem essa fase e a se conscientizar dos cuidados necessários.
O pré-natal é caracterizado por consultas mensais até o último mês, período em que essas visitas se tornam semanais. O médico avalia a condição de saúde da gestante, mede sua pressão arterial e solicita uma série de exames, como de sangue e glicemia, além de ultrassons para acompanhar a condição do útero e da placenta e o desenvolvimento do bebê.
O médico também prescreve os suplementos necessários para a gravidez e orienta quanto aos hábitos saudáveis que devem ser adotados nessa fase, como uma alimentação balanceada e atividade física moderada. Alerta, ainda, quanto aos perigos do álcool e cigarro.
Nessas consultas, a gestante também pode receber o apoio psicológico para essa nova fase da sua vida. Dessa forma, as visitas regulares ao obstetra devem ter início logo que a gravidez é descoberta, garantindo o bom estado de saúde da gestante e do bebê, além de aumentarem a possibilidade de identificação de possíveis doenças e outras intercorrências.
São vários os riscos da gravidez na adolescência; por isso, é essencial que essas jovens recebam o apoio familiar e também façam o acompanhamento médico adequado, com a realização do pré-natal. Dessa maneira, é possível monitorar a saúde da gestante e do bebê, evitando diversas complicações.
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