Mau hálito: quais as principais causas e como tratar? Entenda aqui

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O mau hálito, conhecido também como halitose, é o cheiro indesejado, repulsivo ou característico que uma pessoa expira pela boca. Não se trata de uma doença, mas é um sinal de que algo está errado no organismo. Umas das principais causas é o acúmulo de bactérias na boca, oriundas de partículas de alimentos, que permanecem quando a higienização não é feita de forma adequada.

Algumas pessoas acreditam que o mau hálito está ligado ao estômago, mas isso nem sempre é verdade. Restos de alimentos e até a mania de respirar pela boca podem desencadear o problema.

Existe diferença entre o mau hálito esporádico, que todos estamos sujeitos a ter, e o desconforto crônico, que deve tratado para evitar constrangimento. A visita periódica ao dentista é uma forma de prevenir e evitar esse problema.

O mau hálito pode afetar a autoestima e interferir na socialização do indivíduo. Mas quais são as causas e como tratar esse odor indesejável? Descubra tudo sobre essa condição, neste artigo!

Quais são as principais causas do mau hálito?

Normalmente, a pessoa que sofre de mau hálito não sente e nem se dá conta do problema. Na maioria dos casos, ele tem origem na língua, que tem papilas onde se acumulam restos de comida e células. Quando as bactérias se agrupam nessa área e passam por um processo de fermentação, liberam substâncias que provocam o mau hálito.

Além disso, placas bacterianas podem se formar ao redor das gengivas, causando doenças como a gengivite, que também pode gerar o cheiro ruim. O maior causador desse problema é a rotina inadequada de higiene bucal, mas outros fatores podem ocasionar o mau hálito, como a alimentação.

Cebola, alho e outros ingredientes que têm cheiro forte, por exemplo, resultam nesse odor. Nesses casos, quando o problema acontece ocasionalmente, e não de forma crônica, é fácil e simples de ser tratado.

Outro fator que pode gerar o mau hálito é a língua saburrosa. A saburra na língua é uma placa bacteriana amarelada ou esbranquiçada, que se instala no fundo dessa região. Em geral, isso ocorre quando há a diminuição na produção de saliva. Hábitos como respirar pela boca e fumar podem contribuir para a redução do fluxo salivar.

Cáries nos dentes e doença periodontal causam problemas dentais que também podem favorecer o desenvolvimento da halitose. Esse tipo de problema faz com que as bactérias se infiltrem nas lesões, provocando o mau hálito.

Nessas situações, é fundamental detectar a origem para combatê-lo de forma eficaz. Outras questões como cáseos (placas bacterianas depositadas nas amígdalas), estomatites, implantes dentários, jejum, quadros de diabetes e hipoglicemia, estresse e mudanças hormonais podem ser favoráveis à halitose.

Como identificar outros sinais de halitose?

A fadiga olfativa é a razão pela qual muitas pessoas têm dificuldade de identificar a presença do odor ruim que exala pela boca. Nesses casos, é como se o nariz se acostumasse com o cheiro ruim e não mais tivesse sensibilidade para senti-lo.

Da mesma forma, quando usamos um perfume por muito tempo, seu cheiro se torna menos intenso, ficando praticamente imperceptível. Por isso, é importante conhecer e ficar atento a outros sinais de halitose que podem se manifestar com frequência.

Sangramento, inchaço e vermelhidão nas gengivas podem ser sinalizadores de mau hálito. Além disso, a sensação de boca seca também é um fator fundamental.

Isso porque a saliva funciona como um enxaguante bucal natural, que remove os restos de alimentos e contém proteínas antibacterianas e antifúngicas que higienizam a boca. Assim, ter pouca saliva pode ser um indicativo de mau hálito.

Como tratar o mau hálito?

Por meio da checagem do olfato humano, análise da boca e histórico do paciente, o dentista é capaz de diagnosticar e sugerir a melhor solução para eliminar o problema. Exames que verificam a qualidade e quantidade de saliva também podem ser pedidos pelo profissional, com objetivo de detectar melhor as causas do mau hálito.

O uso de terapias, como a laserterapia e eletroterapia, são técnicas que favorecem a regeneração da função das glândulas salivares. Nos casos em que o diagnóstico for a falta de saliva, por exemplo, também se pode fazer uso de medicamentos que estimulam a glândula salivar, ajudando a tornar a saliva mais líquida.

Se o paciente for diagnosticado com periodontite, gengivite ou saburra, o início do tratamento se dá com instruções de higiene bucal, de acordo com o perfil do problema. Além disso, o dentista realiza, no consultório, a limpeza dos dentes e gengivas para remover tártaros e placas bacterianas.

Dependendo do grau da halitose, mudanças na alimentação, com o apoio de um nutricionista, devem ser feitas. Existem alimentos fibrosos, como cenoura e maçã, que auxiliam na limpeza dos dentes. Em casos extremamente graves, o dentista pode indicar até intervenção cirúrgica. Quando detectado o problema, outras medidas podem aliviar a halitose, como:

  • usar enxaguante bucal: esse produto elimina os germes e os resquícios de alimentos;
  • beber bastante água: a hidratação é importante para controlar o mau hálito;
  • evitar ingerir em exagero café, bebidas alcoólicas, sucos azedos ou com muito açúcar;
  • escovar os dentes diariamente e usar fio dental para retirar restos de alimentos e placa bacteriana que se acumulam nas gengivas;
  • começar o dia fazendo um bom enxague bucal.

Quando é a hora de procurar ajuda profissional?

Como a maioria das pessoas não sentem o próprio mau hálito, o diagnóstico preciso só é obtido por meio de uma análise criteriosa feita por um dentista popular. São necessários exames físicos e questionários específicos para avaliar o fluxo salivar do paciente. Também pode ser realizado um exame chamado sialometria para medir o volume de saliva.

Além disso, a verificação de doenças na cavidade oral pode desvendar a possível origem da halitose. Em casos mais raros, endoscopia e exames de sangue são solicitados pelo odontologista.

Mesmo com a adoção de bons hábitos de higiene bucal, melhoria da hidratação e da alimentação e com a redução do consumo de álcool e tabaco, se os sintomas persistirem, um dentista deverá ser consultado para avaliação mais aprofundada do quadro de halitose.

Portanto, manter a higiene bucal adequada, fazer uso diário do fio dental, evitar fumo e bebidas alcoólicas é importante para diminuir as chances de mau hálito. A halitose pode trazer sérios problemas de convívio social e causar o afastamento de pessoas. Por isso, quando perceber algo diferente, procure um dentista e faça o tratamento mais adequado para manter sua qualidade de vida.

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