A mamografia é um raio-X das mamas que consegue mostrar alterações pequenas, muitas vezes antes de você sentir qualquer nódulo. É por isso que ela é o principal exame de rastreamento do câncer de mama no mundo todo. Ainda assim, muita gente adia por medo, dúvida ou falta de informação.
A boa notícia é que o exame é rápido e seguro, e as regras ficaram mais claras. Em 2025, o Ministério da Saúde passou a recomendar a mamografia a partir dos 40 anos. Neste guia, você entende quando fazer, quais são os tipos e como se preparar.
Aqui você vai encontrar:
ToggleO que é a mamografia e para que serve?
Segundo a Medway, em conteúdo sobre rastreamento, a mamografia digital detecta lesões não palpáveis e microcalcificações. Isso significa descobrir o problema cedo, quando o tratamento costuma ser menos agressivo. O câncer de mama é o mais frequente entre as brasileiras, com cerca de 78,6 mil casos novos por ano previstos pelo INCA para 2026 a 2028.
A partir de que idade fazer mamografia?
A diretriz do SUS foi anunciada em setembro de 2025, conforme reportagem sobre a mudança. Segundo a Medway, a SBM e o CBR indicam mamografia anual dos 40 aos 74 anos, enquanto o Ministério adota o intervalo bienal, com rastreamento ativo dos 50 aos 74.
Por isso, a conversa com a médica é o melhor caminho. Ela considera idade, histórico familiar e fatores de risco. Se você tem mamas densas, veja nosso post sobre densidade mamária.
Quais são os tipos de mamografia?
Mamografia digital
É o principal método de rastreamento. Gera imagens nítidas das mamas e permite ver microcalcificações e lesões pequenas.
Tomossíntese
É uma evolução da digital. Faz imagens em vários ângulos e monta uma reconstrução em 3D, o que reduz a sobreposição de tecidos. Ajuda mais em mamas densas. Segundo a Medway, ainda não há evidência definitiva de queda na mortalidade, por isso ela não substitui a mamografia convencional nos protocolos populacionais.
Ultrassom e ressonância (complementares)
O ultrassom ajuda em nódulos palpáveis, mamas densas e mulheres jovens, mas não vê bem as microcalcificações. A ressonância é indicada em alto risco ou quando há dúvida. Nenhum dos dois substitui a mamografia no rastreamento.
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Como se preparar para a mamografia?
O exame dura poucos minutos. A mama é posicionada entre duas placas e comprimida por alguns segundos para dar imagens mais nítidas. Pode haver desconforto, mas ele passa logo. Os resultados saem em poucos dias, e a médica explica o que foi encontrado.
Se a mamografia mostrar algo diferente, isso não significa câncer. Muitas alterações são benignas, como cistos e nódulos. Para entender o que vem depois, leia sobre o nódulo na mama.
Quanto custa e onde fazer mamografia?
O SUS oferece o exame, e o Ministério da Saúde ampliou as carretas móveis de rastreamento. Quem prefere mais agilidade pode procurar clínicas com preço acessível, como a AmorSaúde. Veja valores e opções em quanto custa uma mamografia. Em Outubro Rosa, a rede reúne consulta ginecológica e exames de prevenção, com agendamento facilitado.
Cuide de você hoje. Uma consulta de rotina e a mamografia no tempo certo fazem toda a diferença na detecção precoce.
Mamografia e autoexame: um não substitui o outro
O autoexame das mamas ajuda você a conhecer seu corpo e perceber mudanças. Mas ele não substitui a mamografia nem a consulta. Os três cuidados se completam: autoexame, exame clínico e mamografia. Para ver o quadro geral, veja nosso guia sobre o Outubro Rosa e converse com a ginecologista.
Mamografia e câncer de mama: por que o exame importa tanto?
Segundo a Organização Mundial da Saúde, tumores pequenos e sem disseminação têm mais chance de tratamento bem-sucedido. A entidade também destaca que a redução da mortalidade depende de detecção e tratamento precoces. Em países de renda alta, a mortalidade padronizada por idade caiu 40% entre as décadas de 1980 e 2020.
Quando a mamografia mostra algo: e agora?
Se o resultado vier alterado, o próximo passo é investigar. O Ministério da Saúde explica que a biópsia é indicada quando há alterações no exame físico, na mamografia ou na ultrassonografia. Isso quer dizer que o achado nem sempre é câncer, mas precisa de avaliação especializada. A mastologista é a médica indicada para conduzir essa etapa.
Também é importante saber sobre os sinais que merecem atenção mesmo com exame recente: nódulo que persiste, secreção sanguinolenta em um único mamilo, mudança no formato do mamilo, retração da pele e aspecto de casca de laranja. Se notar algum deles, não espere a próxima mamografia.
Como entender o resultado da mamografia (BI-RADS)
O laudo traz uma categoria chamada BI-RADS, que resume o que o radiologista viu:
- BI-RADS 0: exame inconclusivo. É preciso complementar com outro exame, como ultrassom ou imagens extras.
- BI-RADS 1 e 2: exame normal ou achado benigno. Siga a rotina de rastreamento.
- BI-RADS 3: achado provavelmente benigno. Em geral, o médico pede um novo exame em cerca de 6 meses.
- BI-RADS 4 e 5: achado suspeito. A indicação é fazer biópsia para confirmar o que é.
- BI-RADS 6: câncer já confirmado por biópsia, usado no acompanhamento do tratamento.
Leve sempre o laudo e as imagens ao médico, e guarde os exames antigos: a comparação entre eles faz parte da avaliação.
Casos especiais: gestantes, lactantes e homens
- Grávidas: a mamografia de rastreamento costuma ficar para depois da gestação. Se surgir um nódulo ou outra alteração, a investigação começa pelo ultrassom das mamas, e a mamografia pode ser feita com proteção quando o médico considerar necessário.
- Quem está amamentando: pode fazer o exame. Amamentar ou retirar o leite pouco antes deixa a mama menos cheia e o exame mais confortável.
- Homens: não fazem mamografia de rastreamento, mas fazem o exame quando há nódulo, secreção, retração do mamilo ou aumento das mamas. Nesses casos, procure um mastologista.
Quem tem risco maior deve começar antes?
Sim. O Ministério da Saúde informa que a idade é o principal fator de risco e que o histórico familiar aumenta a chance: 5,5% com um parente de primeiro grau afetado e 13,3% com dois. Mutações em BRCA1 e BRCA2 também elevam o risco, conforme a OMS. Nesses casos, a ginecologista ou a mastologista pode indicar o início mais cedo e exames complementares.
Mitos e verdades sobre a mamografia
“A mamografia causa câncer” (mito)
O exame usa dose baixa de raios-X, e o benefício de descobrir um tumor cedo costuma superar o risco, por isso ele é usado no rastreamento. A OMS recomenda a mamografia para mulheres sem sintomas de 50 a 69 anos.
“Se eu não sinto nada, não preciso fazer” (mito)
O objetivo do rastreamento é justamente achar o tumor antes dos sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, a idade é o principal fator de risco, e as taxas sobem a partir dos 40 anos.
“Quem tem prótese de silicone não pode fazer” (mito)
Pode, sim. Basta avisar a equipe, que adapta a técnica e pode pedir incidências adicionais.
“Mamografia alterada significa câncer” (mito)
Nem sempre. Cistos e nódulos benignos são comuns. A investigação com ultrassom ou biópsia esclarece o que é cada achado.
Se você ainda tem dúvidas, converse com a ginecologista na próxima consulta. Ela também pode explicar a diferença entre mamografia e ultrassom e indicar o melhor exame para o seu caso.
A mamografia é rápida, segura e pode salvar vidas. Converse com a sua médica, veja se está na hora de fazer e agende. A AmorSaúde cuida de você em cada etapa.
Perguntas frequentes
A partir de que idade fazer mamografia?
O Ministério da Saúde recomenda a mamografia a partir dos 40 anos, com rastreamento até os 74. Entre 40 e 49 anos, o exame pode ser feito por pedido médico ou por vontade da mulher. Quem tem histórico familiar ou alto risco pode precisar começar antes, sempre com orientação médica.
Com que frequência devo fazer mamografia?
As sociedades de mastologia e radiologia indicam o exame todo ano dos 40 aos 74 anos, e o Ministério da Saúde adota o intervalo de dois anos, com rastreamento ativo dos 50 aos 74. A médica define o intervalo ideal conforme o seu risco.
Qual a diferença entre mamografia digital e tomossíntese?
A mamografia digital é o principal exame de rastreamento. A tomossíntese faz imagens em vários ângulos e monta uma reconstrução em 3D, o que ajuda a ver lesões em mamas densas e reduz sobreposição de tecidos. Ela é uma evolução da digital, mas ainda não substitui a mamografia convencional nos protocolos populacionais.
A mamografia dói?
Pode haver desconforto, porque a mama é comprimida entre duas placas por alguns segundos. A sensação costuma ser passageira. Marcar o exame na semana após a menstruação ajuda, pois as mamas ficam menos sensíveis.
Como me preparar para a mamografia?
Evite desodorante, talco e cremes nas mamas e axilas no dia do exame, use roupa de duas peças e leve exames anteriores. Informe a técnica se houver possibilidade de gravidez ou se você tem prótese de silicone.
Homem pode fazer mamografia?
Pode, quando há algum sinal nas mamas, como nódulo, secreção, retração do mamilo ou aumento das mamas. Homens não fazem mamografia de rastreamento, mas o exame ajuda a investigar essas alterações, junto com a avaliação do mastologista.
Grávida pode fazer mamografia?
A mamografia de rastreamento costuma ser adiada para depois da gestação. Se aparecer um nódulo ou outra alteração, o primeiro exame costuma ser o ultrassom das mamas. A mamografia pode ser feita com proteção quando o médico considerar necessário.









