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Colocar DIU: afinal, como é o procedimento? Saiba tudo sobre o assunto!

Resumo: O DIU (Dispositivo Intrauterino) é um método contraceptivo de longa duração, colocado no útero por um profissional habilitado. Existem versões de cobre (até 10-12 anos), de cobre com núcleo de prata e hormonais, como o Mirena (agora aprovado para até 8 anos de uso contraceptivo no Brasil) e o Kyleena (5 anos). A escolha do tipo ideal e a confirmação de que não há contraindicações devem ser sempre feitas com um ginecologista.


Uma grande dúvida entre as mulheres é sobre qual é o melhor método contraceptivo para usar. A medicina tem evoluído tanto que são várias as opções: pílulas, contraceptivo injetável, camisinha, adesivos com hormônios e diafragma são apenas algumas das possibilidades.

Algumas mulheres, em conjunto com o ginecologista, optam pelo DIU, que oferece mais praticidade do que a pílula e pode ser usado por mulheres saudáveis. Assim como qualquer outro método contraceptivo, o DIU tem vantagens e desvantagens, e somente deve ser usado a partir de indicação médica.

O que é o DIU?

De maneira geral, o DIU é um pequeno dispositivo colocado no útero da mulher que deseja evitar uma possível gravidez. No entanto, assim como outros métodos contraceptivos, ele não é 100% eficaz e a paciente que opta pelo DIU deve ser informada sobre as probabilidades, também.

De acordo com o tipo de DIU escolhido, um único dispositivo pode proteger uma mulher por até dez anos. Essa comodidade não é vista em outros métodos contraceptivos, como é o caso da pílula, da injeção ou mesmo do adesivo.

O funcionamento do DIU é bem simples. Ele libera uma substância que impede que o espermatozoide fecunde o óvulo — o que resultaria em uma gravidez.

Quais são os tipos?

Existem três categorias principais de DIU disponíveis no Brasil, e a decisão sobre qual usar deve ser sempre feita com o ginecologista.

DIU de cobre: libera pequenas concentrações do metal, que prejudicam a mobilidade e a sobrevivência dos espermatozoides no útero, dificultando a fecundação. Costuma ter validade de até 10 anos, podendo chegar a 12 anos dependendo do modelo. Um efeito colateral comum é o aumento do fluxo menstrual, principalmente nos primeiros meses de uso.

DIU de cobre com núcleo de prata: funciona de forma semelhante ao DIU de cobre convencional, mas alguns modelos são associados a menor fragmentação do metal ao longo do tempo. A experiência de fluxo menstrual pode variar entre as pacientes, e vale conversar com o médico sobre as diferenças entre os modelos disponíveis.

DIU hormonal: libera progestagênio (levonorgestrel) diretamente no útero. Em muitos casos, um dos efeitos é a redução ou até a interrupção da menstruação. A duração varia por marca: o Mirena, que antes era aprovado para 5 anos, teve seu uso contraceptivo estendido para até 8 anos pela Anvisa em 2024, com base em estudos de segurança e eficácia de longo prazo. Já o Kyleena, outra opção hormonal disponível no Brasil, mantém aprovação de uso por até 5 anos. A validade específica do dispositivo usado deve ser sempre confirmada com o ginecologista, já que pode mudar conforme atualizações regulatórias.

Quem pode usar o DIU?

Até aqui, já deu para entender que quando o DIU é colocado no organismo feminino, não precisa ser trocado por muitos anos, permanecendo como uma proteção no período fértil ou não. Mas será que esse método pode ser usado por todas? Existem contraindicações? Algumas condições não permitem que o DIU seja usado, como:

  • alergia ao cobre, devendo optar pela versão hormonal;
  • anormalidades na anatomia do útero, como miomas muito grandes;
  • tratamento de câncer de mama há pouco tempo, impedindo o uso da versão hormonal;
  • infecções ginecológicas, que impedem o uso do DIU até que estejam curadas;
  • gravidez, pois ele pode causar aborto.

Essas são apenas algumas das situações que impossibilitam o uso do DIU. Por isso, é importante sempre consultar um médico para avaliar as condições individuais de saúde antes de tomar uma decisão.

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Como o DIU é colocado?

O DIU deve ser colocado no útero e, geralmente, o procedimento é bem simples. No entanto, antes disso, a paciente deve passar por consultas com o seu médico e fazer exames para descartar certas doenças ou possíveis anomalias na região onde o dispositivo será inserido.

Claro que, de acordo com cada situação e sensibilidade, pode ser que o processo cause certo desconforto ou dor. Com isso, alguns médicos podem optar por anestesiar a paciente. Depois de colocado, pode ser que por alguns meses a paciente sinta cólicas ou tenha sangramentos como efeitos colaterais.

Além do mais, existe a chance de o dispositivo se deslocar. Por isso, é importante não apenas se consultar com o médico antes, mas também, depois que o procedimento for feito. Por fim, o corpo da paciente também pode rejeitar o DIU, caso ele não seja posicionado corretamente, por exemplo.

Quais cuidados devem ser tomados antes de colocar o DIU?

Antes de colocar o DIU, a primeira providência que a paciente deve tomar é se consultar com um ginecologista, pois somente esse especialista poderá avaliar se ela tem condições ou não para usar esse método. Aliás, esse mesmo médico poderá solicitar alguns exames para constatar possíveis contraindicações.

A ultrassonografia transvaginal pode ser solicitada para avaliar a situação do útero e encontrar algum tipo de impedimento, como o mioma. Outro exame muito comum de ser feito nessa fase é o Papanicolau. Mas, como recomendação geral, é preciso seguir as instruções de cada médico.

Qual profissional está habilitado a colocar o DIU?

Na rede privada, o procedimento costuma ser feito por um médico ginecologista, após avaliação e exames prévios.

No Sistema Único de Saúde (SUS), desde 2023 o Ministério da Saúde recomenda ampliar o acesso ao DIU também por meio de enfermeiros capacitados, além dos médicos, como forma de reduzir a fila de espera e ampliar o acesso ao método contraceptivo. A disponibilidade exata pode variar conforme a unidade de saúde.

A telemedicina pode ser útil para um primeiro contato entre paciente e médico, tirando dúvidas iniciais sobre os métodos contraceptivos disponíveis antes da consulta presencial necessária para a inserção do dispositivo.

O DIU costuma oferecer vantagens como baixo custo ao longo do tempo, alta eficácia e a comodidade de não precisar ser trocado por anos, dependendo do tipo escolhido.


Perguntas Frequentes

Quanto tempo dura o DIU? Depende do tipo. O DIU de cobre costuma durar até 10 anos, podendo chegar a 12 em alguns modelos. O DIU hormonal Mirena tem uso contraceptivo aprovado por até 8 anos no Brasil desde 2024, enquanto o Kyleena mantém aprovação de até 5 anos.

O DIU protege contra infecções sexualmente transmissíveis? Não. O DIU previne gravidez, mas não protege contra ISTs. O uso de preservativo continua sendo necessário para essa proteção, independentemente do método contraceptivo escolhido.

Colocar DIU dói? Pode causar desconforto ou dor durante a inserção, variando de pessoa para pessoa. Alguns médicos oferecem anestesia local para reduzir o desconforto. Cólicas leves e sangramento nos dias seguintes são comuns.

Quem não pode usar DIU? Mulheres com alergia ao cobre (no caso do DIU de cobre), miomas que distorcem a cavidade uterina, infecções ginecológicas ativas, tratamento recente de câncer de mama (para a versão hormonal) ou gravidez confirmada não devem usar o DIU sem antes resolver essas condições, sempre com avaliação médica individual.

Só ginecologista pode colocar DIU? Na rede privada, geralmente sim. No SUS, desde 2023 enfermeiros capacitados também podem inserir e remover o DIU, de acordo com recomendação do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao método.


Tem dúvidas sobre qual método contraceptivo é mais adequado para você? Agende uma consulta com um ginecologista da AmorSaúde e tire todas as suas dúvidas antes de decidir.

A AmorSaúde é a rede de clínicas populares que mais cresce no Brasil, oferecendo diversas especialidades, como ginecologia, cardiologia, oftalmologia, odontologia e outras.

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Respostas de 2

    1. Olá, Vanessa! Tudo bem?
      Sim, em algumas unidades realizamos o procedimento de retirada, porém, sugerimos que verifique com a unidade da sua cidade se fazem essa retirada, ok? 💙❤️

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