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Conheça as alergias respiratórias mais comuns

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As alergias são reações exageradas de defesa do sistema imunológico quando é exposto a determinadas substâncias, conhecidas como alérgenos, normalmente, inofensivas para a maioria das pessoas. As alergias respiratórias comprometem as vias aéreas e os pulmões, causando doenças, como a asma e a sinusite.

Muitos fatores ambientais levam ao desenvolvimento delas alérgicas. São moléculas inalantes, como ácaros, fungos, polens e pelos de animais, que acessam o organismo pelas vias respiratórias, provocando as crises. Estima-se que cerca de 35% da população apresentam algum tipo de alergia.

Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe este artigo e descubra as alergias respiratórias mais comuns e como prevenir essas doenças. Boa leitura!

Principais alergias respiratórias

As alergias se manifestam quando a pessoa entra em contato com substâncias que ficam expostas no ar, entre elas, mofo, fezes de insetos, fumaça de cigarro e cheiros fortes. Os ácaros são os principais vilões e causadores das alergias respiratórias.

São encontrados em locais como travesseiros, colchões, tapetes, carpetes e pelúcias. Veja as alergias respiratórias mais comuns.

Asma

alergias respiratórias

A asma é uma infecção crônica que atinge cerca de 20% das crianças no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Trata-se do acúmulo de líquidos nos brônquios, fazendo com que as vias aéreas fiquem mais estreitas, diminuindo a passagem de ar para os pulmões. Existem quatro graus diferentes de asma:

  • intermitente (sintomas uma vez por semana, incômodo maior durante a noite);
  • persistente leve (sintomas mais de uma vez por semana);
  • persistente moderada (sintomas diários e que começam a afetar a rotina);
  • persistente grave (sintomas diários e contínuos, limita atividades e atrapalha o sono).

Os sintomas da asma são falta de ar, respiração curta e rápida, chiado e aperto no peito, desconforto pulmonar, além de tosse seca. Os sinais de agravamento dessa doença são pulsação acelerada, extrema dificuldade de respirar e lábios roxeados.

Normalmente, o tratamento é feito com medicação de uso contínuo, por isso, é fundamental consultar um médico. Em casos em que a asma se manifesta devido ao contato com um alérgeno, é chamada de asma alérgica ou asma induzida por alergia.

Essa doença não tem cura, mas o tratamento é capaz de controlar as crises. A asma é grave e pode levar à morte.

Rinite alérgica

A rinite alérgica é a maneira mais comum de se desencadear doença respiratória. Trata-se de uma inflamação na mucosa da parte interna do nariz, em resposta à reação do organismo a substâncias alergênicas. Os sintomas são coriza (corrimento nasal líquido e transparente), espirros, congestão nasal, além de coceiras na garganta, nariz e ouvidos.

Geralmente, essa alergia respiratória começa a se manifestar por volta dos quatro anos, e a tendência é que as ocorrências aumentem no decorrer do tempo. Para evitar as crises, é importante controlar os ácaros e a poeira em casa, evitar cortinas e tapetes. Além disso, é preciso trocar as roupas de cama com frequência para diminuir o acúmulo de poeira.

A rinite alérgica não tem cura, mas com o tratamento adequado é possível melhorar a qualidade de vida do paciente. Antialérgicos e sprays nasais são indicados pelos alergistas para reduzir os sintomas.

Bronquite

A bronquite é uma inflamação nos brônquios que são os responsáveis por levar ar aos pulmões. A doença pode ser desencadeada por bactérias ou vírus. Além disso, o tabagismo ou a inalação de fumaça de cigarros produzida por outra pessoa podem provocar as crises.

Os sintomas da doença variam de acordo com o nível de gravidade. No grau 1, o paciente apresenta tosse crônica, expectoração e mais de 50% do fluxo aéreo funcionando. No grau 2, são constatados aumento da falta de ar, tosse e expectoração mais frequentes.

A perda da função pulmonar e menos de 50% do fluxo aéreo funcionando acometem pacientes no grau 3 da bronquite. Já no nível 4, a pessoa apresentará muita dificuldade de respirar e de realizar tarefas e exercícios diários.

Sinusite

A sinusite é uma inflamação mais forte que a rinite e acontece no seio da face, em decorrência de qualquer tipo de quadro gripal. Quando a doença dura mais de 12 semanas, é considerada crônica. Pessoas que têm rinite são mais propensas a desenvolver quadros de sinusite.

Entre os principais sintomas estão dor de cabeça, tosse com catarro e secreção amarela ou esverdeada. Os médicos alergistas recomendam descongestionantes, sprays nasais e soro para minimizar os sintomas da alergia.

Quando a sinusite apresentar os primeiros sinais, é importante que o paciente se afaste de cigarros, ácaros, poeira, ar-condicionado e tudo que possa obstruir as vias nasais. Manter o corpo hidratado também ajuda na recuperação. Além disso, seguir até o fim o tratamento médico é fundamental para evitar que o quadro se agrave, levando à infecção óssea.

Relação das alergias respiratórias com mudanças de temperatura

As estações do ano podem influenciar o desencadeamento das alergias respiratórias. Os sintomas da asma, por exemplo, podem piorar em temperaturas mais frias e secas. As crises de sinusite também tendem a ser mais graves no inverno e em baixas umidades.

A primavera é uma das estações mais gostosas do ano. Temperaturas amenas e flores em destaque propiciam caminhadas muito agradáveis ao ar livre. Porém, também é nessa estação que as alergias respiratórias se intensificam.

Pessoas que sofrem de rinite, por exemplo, costumam espirrar mais vezes durante o dia e apresentar mais coriza e coceiras no nariz nessa época do ano. Uma explicação é o pólen que as flores liberam no ar ao desabrochar na primavera. Essa substância é responsável por atacar as vias aéreas e desencadear as alergias respiratórias.

Prevenindo as crises alérgicas

Algumas atitudes simples podem prevenir as crises de alergias respiratórias. Evite o uso de vassouras e limpe a casa somente com pano úmido.

Mantenha os ambientes arejados e beba bastante líquido. Os umidificadores de ar são ótimos para manter a umidade adequada ao ambiente. Baldes ou bacias com água substituem esses equipamentos e podem ser usados nos cômodos em dias mais secos.

Especialidade médica para tratar alergias respiratórias

É importante que o paciente procure atendimento médico logo que apresente os primeiros sintomas de doenças respiratórias. Os alergistas são os médicos especializados na área capazes de diagnosticar e oferecer o melhor tratamento para cada caso alérgico.

Como vimos, variações de temperaturas, excesso de poeira e ácaro nos ambientes, além da baixa umidade do ar podem favorecer o desenvolvimento das alergias respiratórias. Elas não têm cura, mas ao seguir o tratamento adequado e indicado por um especialista, é possível melhorar a qualidade de vida do paciente e controlar melhor as crises.

Agora que você sabe tudo sobre alergias respiratórias, descubra quais são as doenças mais comuns no inverno e como se prevenir!

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