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Gengivite e Periodontite

Gengivite e Periodontite: sintomas, tratamento e prevenção

Gengivite e periodontite são as duas formas mais comuns de doença periodontal. Elas afetam o periodonto, que é o conjunto de estruturas que sustenta os dentes: a gengiva, o ligamento periodontal, o cemento radicular e o osso alveolar.

A gengivite é a fase inicial e reversível: a inflamação está restrita à gengiva e não há destruição óssea. A periodontite é a evolução da gengivite não tratada: a inflamação se aprofunda, destrói o osso e o ligamento que sustentam o dente e, nos casos avançados, leva à perda dentária.

A periodontite é a principal causa de perda de dentes em adultos no mundo. Mais grave ainda: existe evidência científica sólida associando periodontite grave a diabetes, doença cardiovascular, parto prematuro e outras condições sistêmicas. A saúde da gengiva é parte da saúde geral.

Saiba tudo o que você precisa sobre a gengivite e periodontite:

O que é o periodonto e por que ele importa?

O periodonto é o sistema de suporte do dente. Ele é composto por quatro estruturas principais: a gengiva, que reveste o osso e protege as raízes; o ligamento periodontal, um conjunto de fibras que amortece as forças mastigatórias e ancora o dente ao osso; o cemento, que reveste a raiz e serve de inserção para o ligamento; e o osso alveolar, que forma os alvéolos onde os dentes estão implantados.

Quando o periodonto é destruído pela doença periodontal, o dente perde progressivamente seu suporte. Nos estágios avançados, mesmo um dente saudável sem cárie pode cair por falta de sustentação óssea.

Gengivite e Periodontite

Gengivite: a inflamação reversível da gengiva

A gengivite é a inflamação da gengiva causada pelo acúmulo de placa bacteriana na margem gengival. 

A placa é um biofilme bacteriano que se forma constantemente sobre os dentes. Quando não removida pela higiene diária, as bactérias produzem toxinas que irritam a gengiva e desencadeiam a resposta inflamatória.

Sintomas da gengivite

  • Gengiva vermelha ou rósea-avermelhada, quando o normal é rosa firme e pálido.
  • Sangramento ao escovar os dentes ou ao passar o fio dental.
  • Gengiva inchada ou com aspecto esponjoso.
  • Leve mau hálito (halitose) causado pelas bactérias acumuladas.
  • Sensibilidade gengival ao toque.

O sangramento à escovação é o sinal mais comum e frequentemente ignorado. Muitas pessoas acreditam que sangramento é causado por escovar com muita força. 

Na maioria das vezes, o sinal é de que a gengiva está inflamada e precisa de atenção. Gengiva saudável não sangra.

A boa notícia: a gengivite é completamente reversível com higiene adequada e limpeza profissional. Não há destruição óssea nessa fase. Com o tratamento correto, a gengiva volta ao normal em poucos dias a semanas.

Periodontite: quando a inflação destrói o osso

Quando a gengivite não é tratada, a inflamação se aprofunda para as estruturas de suporte do dente. 

A placa bacteriana se mineraliza e forma o cálculo (tártaro), que se acumula abaixo da gengiva, na região subgengival. As bactérias dessa região são mais agressivas e provocam destruição progressiva do ligamento periodontal e do osso alveolar.

Forma-se uma “bolsa periodontal”: um espaço entre o dente e a gengiva que normalmente mede até 3 mm e que, na periodontite, aprofunda para 4 mm ou mais. Esse espaço é preenchido por bactérias, pus e tecido inflamado. Quanto mais profunda a bolsa, mais difícil o acesso à limpeza e mais grave a destruição.

Diferente da gengivite, a periodontite não é reversível: o osso e o ligamento destruídos não se regeneram completamente com o tratamento convencional. O objetivo do tratamento é deter a progressão da doença e manter o que resta.

Sintomas da periodontite

A periodontite é frequentemente silenciosa nos estágios iniciais. Muitos pacientes só percebem o problema quando a destruição já é significativa. Os sintomas mais comuns são:

  • Sangramento gengival persistente, mesmo sem escovar com força.
  • Gengiva retraída: os dentes parecem maiores, pois a gengiva recua expondo a raiz.
  • Mau hálito persistente que não melhora com escovação.
  • Dentes móveis ou com sensação de frouxidão.
  • Dor ao morder ou sensibilidade na raíz exposta.
  • Pus vazando entre o dente e a gengiva.
  • Mudança no encaixe dos dentes ao morder.
  • Dentes que se afastaram ou criaram espaços onde antes estavam juntos.

Qualquer um desses sintomas, especialmente os últimos da lista, indica doença periodontal avançada e exige avaliação imediata com o dentista ou periodontista. Agende sua consulta com tranquilidade pela rede AmorSaúde.

Causas e fatores de risco da doença periodontal

A causa primária da doença periodontal é o acúmulo de placa bacteriana por higiene inadequada. Mas existem fatores que aumentam a suscetibilidade e a gravidade do quadro:

Tabagismo

É o maior fator de risco modificável para periodontite. A nicotina reduz o fluxo sanguíneo para a gengiva, mascara os sintomas (fumantes sangram menos, o que atrasa o diagnóstico) e compromete a resposta imune local. Fumantes têm de 2 a 7 vezes mais risco de desenvolver periodontite grave e respondem pior ao tratamento.

Diabetes

A relação entre diabetes e periodontite é bidirecional. O diabetes mal controlado favorece a periodontite ao comprometer a imunidade e a cicatrização. E a periodontite, por sua vez, piora o controle glicêmico ao gerar inflamação sistêmica que aumenta a resistência à insulina. Diabéticos têm risco 3 vezes maior de periodontite grave.

Predisposição genética

Cerca de 30 a 50% da suscetibilidade à periodontite tem componente genético. Pessoas com histórico familiar de perda dentária precoce têm maior chance de desenvolver a doença. Isso não significa que seja inevitável: com higiene rigorosa e acompanhamento frequente, é possível controlar a progressão mesmo em pacientes geneticamente suscetíveis.

Medicamentos

Alguns medicamentos causam crescimento excessivo da gengiva (hiperplasia gengival), que facilita o acúmulo de placa e favorece a inflamação. Os mais comuns são a fenitoína (anticonvulsivante), a ciclosporina (imunossupressor) e os bloqueadores de canal de cálcio como nifedipina. Outros medicamentos causam boca seca, reduzindo a saliva que protege a gengiva.

Alterações hormonais

A gestação, a puberdade e a menopausa aumentam a suscetibilidade à gengivite por alterações hormonais que amplificam a resposta inflamatória à placa. A gengivite gravídica é muito comum e regride após o parto, mas exige cuidado redobrado durante a gestação.

Estresse crônico

O estresse eleva os níveis de cortisol, que suprime a resposta imune e favorece a proliferação bacteriana. Pessoas sob estresse crônico tendem a negligenciar a higiene bucal e criar o ciclo vicioso que agrava a doença. Existe associação documentada entre periodontite grave e estágios de alta pressão emocional.

Como é feito o diagnóstico

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença periodontal é feito pelo dentista ou periodontista por meio da sondagem periodontal. 

Com uma sonda milimetrada, o profissional mede a profundidade de cada bolsa ao redor de todos os dentes. Valores acima de 3 mm, especialmente com sangramento ao toque, indicam doença ativa.

Radiografias periapicais e panorâmicas são essenciais para avaliar a perda óssea e sua extensão. O periodontista também avalia a mobilidade dentária, envolvimento de furca (região entre as raízes dos dentes de mais de uma raiz) e sangramentos espontâneos.

O periodograma é um mapa que registra as medidas de sondagem de todos os dentes. Permite acompanhar a evolução ao longo do tempo e avaliar a resposta ao tratamento.

Tratamento da gengivite

O tratamento da gengivite é simples e altamente eficaz quando realizado corretamente. Ele se baseia em dois pilares:

Profilaxia profissional

O dentista remove o cálculo (tártaro) supra e subgengival com instrumentos manuais ou ultrassônicos e polimenta os dentes para dificultar o acúmulo de nova placa. Essa limpeza profissional elimina o principal fator local causador da inflamação. Em muitos casos, em menos de 2 semanas após a profilaxia, a gengiva já mostra melhora significativa.

Higiene bucal doméstica adequada

A profilaxia profissional só funciona se o paciente mantém a limpeza em casa. A escovação deve ser feita duas vezes ao dia com técnica adequada, incluindo a margem gengival. O fio dental é indispensável: a escova não alcança as regiões entre os dentes, onde a placa se acumula com maior facilidade.

Bochecho com clorexidina 0,12% pode ser indicado pelo dentista por períodos curtos para reduzir a carga bacteriana na fase aguda da gengivite. Não deve ser usado indefinidamente por causar mancha nos dentes e alteração no paladar.

Tratamento da periodontite

A periodontite exige tratamento mais intenso e especializado. O objetivo é eliminar as bactérias das bolsas periodontais, reduzir a profundidade dessas bolsas e criar condições para que o paciente consiga manter a higiene adequada a longo prazo.

Raspagem e alisamento radicular (RAR)

É o tratamento fundamental da periodontite. O periodontista usa curetas e instrumentos ultrassônicos para remover o cálculo subgengival e alisar a superfície da raiz, eliminando as bactérias alojadas nas bolsas. É feito com anestesia local, quadrante por quadrante, geralmente em 2 a 4 sessões.

Após a RAR, o paciente é reavaliado em 4 a 8 semanas. O profissional analisa a resposta ao tratamento: melhora do sangramento, redução das bolsas e estabilização da perda óssea. Em muitos casos, esse tratamento já é suficiente.

Antibio ticoterapia

Em casos de periodontite agressiva ou com bactérias específicas identificadas no exame microbiológico, o periodontista pode associar antibióticos sistêmicos à RAR. As combinações mais usadas são a amoxicilina com metronidazol. O uso deve ser restrito e orientado pelo profissional para evitar resistência bacteriana.

Cirurgia periodontal

Quando as bolsas periodontais persistem profundas após a RAR, a cirurgia periodontal permite acesso direto às raízes para limpeza mais completa, remoção de tecido inflamado e, em alguns casos, regeneração óssea guiada com uso de materiais biológicos.

A cirurgia de regeneração periodontal usa membranas e enxertos ósseos para tentar recuperar parte do osso e ligamento destruídos. Os resultados são mais previsíveis em defeitos ósseos específicos e dependem muito da colaboração do paciente na higiene pós-operatória.

Manutenção periodontal

Após o tratamento ativo, o paciente entra na fase de manutenção, com consultas a cada 3 a 6 meses pelo resto da vida. A periodontite é uma doença crônica: sem manutenção regular, há alta chance de recidiva. A manutenção inclui profilaxia, sondagem, radiografias de controle e instrução de higiene.

Periodontite e saúde geral: a conexão que muitos desconhecem

A boca não é um órgão isolado. Bactérias periodontais e mediadores inflamatórios liberados nas bolsas periodontais entram na circulação sanguínea e atingem outros órgãos.

  • Doença cardiovascular: bactérias periodontais foram encontradas em placas arteriais. Periodontite grave está associada a maior risco de infarto e AVC.
  • Diabetes: a relação é bidirecional. Periodontite piora o controle glicêmico e o diabetes favorece a doença periodontal. Tratar a periodontite melhora a hemoglobina glicada em diabéticos.
  • Parto prematuro e baixo peso ao nascer: gestantes com periodontite grave têm maior risco de parto prematuro. A avaliação periodontal deve fazer parte do pré-natal.
  • Doenças respiratórias: bactérias orais aspiradas podem causar pneumonia, especialmente em idosos e pacientes hospitalizados.
  • Doença renal crônica: estudos mostram associação entre periodontite e piora da função renal.

Essas associações não significam que a periodontite causa diretamente essas doenças em todos os casos. Mas indicam que a saúde periodontal deve ser tratada como parte do cuidado geral com a saúde, e não apenas como questão estética.

As consultas periódicas ao dentista evitam não só comprometimentos a saúde bucal, mas também problemas que afetam a saúde geral do paciente. Com o  AmorSaúde, você mantém suas consultas periódicas e os cuidados necessários.

Como prevenir gengivite e periodontite

Como prevenir gengivite e periodontite?

A prevenção é simples na teoria, mas exige consistência na prática. As medidas mais eficazes são:

  • Escovação correta duas vezes ao dia, com escova de cerdas macias e pasta com flúor, incluindo a margem gengival
  • Uso diário de fio dental ou escova interdental para remover a placa entre os dentes
  • Visitas regulares ao dentista a cada 6 meses para profilaxia e detecção precoce
  • Parar de fumar: é a medida única que mais reduz o risco de periodontite grave
  • Controle do diabetes: manter a hemoglobina glicada em metas reduz o risco de doença periodontal
  • Atenção a medicamentos que causam hiperplasia gengival ou boca seca
  • Alimentação equilibrada com baixo teor de açúcar: reduz o substrato para as bactérias cariogênicas e periodontopatias

Aviso importante

As informações deste artigo são educativas e não substituem a avaliação do dentista ou periodontista. 

Sintomas como sangramento gengival persistente, gengiva retraída, dentes móveis ou mau hálito crônico exigem avaliação profissional. 

O diagnóstico precoce da doença periodontal faz toda a diferença no prognóstico e na manutenção dos dentes.

Perguntas frequentes sobre gengivite e periodontite

Gengivite tem cura?

Sim. A gengivite é completamente reversível. Com profilaxia profissional e higiene adequada em casa, a gengiva volta ao normal em dias a semanas. Não há destruição óssea nessa fase, o que torna o tratamento simples e com excelente prognóstico.

Periodontite tem cura?

A periodontite não tem cura no sentido de reverter completamente a destruição óssea já ocorrida. Mas tem controle eficaz. Com tratamento adequado e manutenção regular, é possível deter a progressão, manter os dentes por décadas e manter a qualidade de vida. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Gengiva que sangra é sempre gengivite?

Na maioria dos casos, sim. Sangramento gengival à escovação é o sinal mais comum de gengivite. Mas pode também indicar periodontite, alterações de coagulação, uso de anticoagulantes, gestação ou outras condições. O sangramento persistente merece avaliação profissional.

Gengivite pode virar periodontite?

Pode, mas não obrigatoriamente. Nem toda gengivite evolui para periodontite: depende do perfil bacteriano, da suscetibilidade genética e dos fatores de risco do paciente. O tratamento precoce da gengivite é a forma mais eficaz de evitar a progressão.

Qual a diferença entre tártaro e placa bacteriana?

A placa é um biofilme bacteriano mole que se forma constantemente sobre os dentes e é removida pela escovação. O tártaro (cálculo) é a placa que não foi removida e se mineralizou com o cálcio da saliva. O tártaro endurece e adere aos dentes, não podendo mais ser removido pela escova. Só o dentista consegue removê-lo.

O que é recessão gengival?

É o recuo da gengiva que expõe a raiz do dente. Pode ser causada por periodontite, escovação agressiva, trauma, apinhamento dentário ou movimentação ortodôntica inadequada. A raiz exposta fica mais sensível e suscetível à cárie radicular. Em casos graves, o enxerto gengival é indicado para cobrir a raiz.

Quantas vezes por ano devo ir ao dentista?

Para adultos saudáveis sem doença periodontal, duas vezes por ano é o recomendado. Pacientes com histórico de periodontite, diabéticos, fumantes e quem tem suscetibilidade aumentada precisam de consultas a cada 3 a 4 meses. A frequência ideal é definida pelo dentista com base no risco individual.

Periodontite pode causar perda de dente?

Sim. É a principal causa de perda dentária em adultos. Quando o osso e o ligamento periodontal são destruídos em extensão suficiente, o dente fica sem suporte e precisa ser extraído. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar os dentes.

Mau hálito pode ser sinal de periodontite?

Sim. O mau hálito persistente que não melhora com escovação é um dos sinais de periodontite. As bactérias anaeróbicas que habitam as bolsas periodontais produzem compostos sulfurados voláteis com odor forte. Tratar a doença periodontal resolve a halitose de origem oral em grande parte dos casos.

Criança pode ter periodontite?

Periodontite grave em crianças é rara, mas existe. A periodontite agressiva localizada pode afetar adolescentes, especialmente meninas, e progredir rapidamente se não tratada. Gengivite em crianças é comum e responde bem à melhora da higiene. Avaliação odontológica periódica desde cedo é fundamental para detectar problemas no início.

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