AGENDE AGORA!
mulher sentindo fortes cólicas menstruais por causa da endometriose

Endometriose: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

Resumo: A endometriose é uma doença crônica em que um tecido parecido com o que reveste o útero cresce fora dele, principalmente na pelve. Ela afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva. O sinal mais comum é a cólica menstrual forte, que piora com o tempo e atrapalha a rotina. Também pode haver dor na relação sexual, dor ao evacuar ou urinar na menstruação e dificuldade para engravidar. Não tem cura definitiva, mas tem tratamento com remédios, cirurgia ou ambos. O diagnóstico começa na consulta com ginecologista e no ultrassom transvaginal.

A endometriose é uma das doenças ginecológicas mais comuns e, ao mesmo tempo, uma das mais demoradas para diagnosticar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o diagnóstico leva de 4 a 12 anos em média, em grande parte porque a cólica forte ainda é tratada como “normal”.

Neste guia, você vai entender o que é a endometriose, quais são os sintomas, como diferenciar a cólica comum da cólica de endometriose, como é feito o diagnóstico, se a doença tem cura e quais são os tratamentos.

Outubro Rosa 2026 AmorSaúde

O que é endometriose?

O endométrio é a camada que reveste o útero por dentro. A cada ciclo ele engrossa para receber uma possível gravidez e, se ela não acontece, é eliminado na menstruação.

Na endometriose, um tecido parecido com o endométrio cresce fora do útero: nos ovários, nas trompas, no peritônio (a membrana que cobre os órgãos da pelve), no intestino ou na bexiga. Esse tecido também reage aos hormônios do ciclo, o que provoca inflamação, dor e, com o tempo, aderências (cicatrizes que “colam” os órgãos).

A Organização Mundial da Saúde estima que a doença afete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, ou 190 milhões no mundo. A causa exata ainda não é conhecida. As explicações mais aceitas combinam a menstruação que reflui pelas trompas para dentro da pelve, fatores genéticos (é mais comum quando mãe ou irmã têm a doença) e alterações do sistema imunológico.

Sintomas da endometriose

Os sintomas variam de mulher para mulher. Algumas têm dor intensa; outras não sentem nada e só descobrem a doença quando investigam por que não conseguem engravidar. A intensidade da dor também não mostra a gravidade: há mulheres com poucas lesões e muita dor, e o contrário.

Os sinais mais comuns são:

  • cólica menstrual forte, que piora com os anos e não melhora com analgésico comum;
  • dor pélvica fora da menstruação ou que começa dias antes dela;
  • dor durante ou depois da relação sexual;
  • dor ao evacuar ou urinar, principalmente durante a menstruação;
  • sangue nas fezes ou na urina no período menstrual;
  • prisão de ventre, diarreia ou gases que pioram no ciclo;
  • menstruação muito intensa ou sangramento fora do ciclo;
  • inchaço abdominal;
  • cansaço frequente;
  • dificuldade para engravidar.

Como é a barriga de quem tem endometriose?

Muitas mulheres relatam um inchaço abdominal que aparece e some, apelidado de “endobarriga”. A inflamação irrita o intestino e favorece gases e distensão, que costumam piorar perto da menstruação. Como o inchaço tem muitas outras causas, ele sozinho não indica endometriose, mas vale citar na consulta.

Médica ginecologista examinando a barriga de uma paciente com suspeita de endometriose

Cólica normal ou endometriose?

Cólica leve a moderada nos primeiros dias da menstruação é comum. O que chama atenção é a cólica que muda a sua rotina ou fica mais forte com o passar dos anos.

Cólica comum Sinal de alerta para endometriose
Leve a moderada Forte ou incapacitante
Dura um ou dois dias Começa antes e termina depois da menstruação
Melhora com analgésico comum Não melhora com analgésico comum
Não impede as atividades Faz faltar ao trabalho, à escola ou a compromissos
Parecida ao longo dos anos Piora a cada ano ou aparece também fora da menstruação

Se você se identificou com a coluna da direita, procure um ginecologista. Para aliviar a dor enquanto isso, veja o guia sobre remédio para cólica menstrual e quando a cólica menstrual forte merece investigação.

Quais os tipos de endometriose?

A endometriose costuma ser classificada pelo local e pela profundidade das lesões. Uma mulher pode ter mais de um tipo ao mesmo tempo.

Endometriose superficial (peritoneal)

São lesões na superfície do peritônio, a membrana que reveste a pelve. É a forma mais frequente. Mesmo sendo superficial, pode causar dor forte e dificuldade para engravidar.

Endometriose ovariana (endometrioma)

O tecido forma cistos no ovário, chamados endometriomas ou “cistos de chocolate”, por causa do sangue escuro que acumulam. Podem causar dor pélvica e afetar a reserva de óvulos. Saiba mais sobre dor no ovário e suas causas.

Endometriose profunda

As lesões penetram mais fundo e podem atingir o intestino, a bexiga, os ureteres (canais que levam a urina dos rins à bexiga) e o espaço entre o reto e a vagina. Costuma causar dor intensa na relação, ao evacuar e ao urinar. Quando atinge o intestino, é chamada de endometriose intestinal.

Formas raras

O tecido pode aparecer, raramente, fora da pelve: na parede do abdômen (muitas vezes na cicatriz de uma cesárea), no umbigo ou no tórax, no pulmão ou no diafragma. Os sintomas costumam acompanhar o ciclo: um nódulo doloroso na cicatriz ou no umbigo que aumenta na menstruação, ou dor no peito e falta de ar nesse período.

Como saber se tenho endometriose?

Só o médico pode confirmar o diagnóstico, mas você pode dar o primeiro passo: observe se os sintomas acima se repetem e anote quando a dor aparece, quanto dura e se melhora com remédio. Isso ajuda muito na consulta.

O diagnóstico costuma seguir estas etapas:

  1. Consulta com ginecologista: conversa sobre a dor, o ciclo, a vida sexual, a tentativa de gravidez e o histórico familiar, seguida do exame ginecológico.
  2. Ultrassom transvaginal: é o primeiro exame de imagem. Mostra endometriomas e, quando feito com preparo intestinal por um profissional experiente, também a endometriose profunda.
  3. Ressonância magnética da pelve: indicada quando há suspeita de lesões profundas, no intestino ou na bexiga, ou para planejar uma cirurgia.
  4. Videolaparoscopia: cirurgia com microcâmera que confirma o diagnóstico e pode tratar as lesões no mesmo procedimento. Hoje ela nem sempre é necessária para começar o tratamento.

O exame de sangue CA-125 pode estar alterado na endometriose, mas também em outras situações, como na própria menstruação. Por isso, ele não confirma nem descarta a doença sozinho.

Mulher apontando para o desenho do aparelho reprodutor feminino afetado pela endometriose

Endometriose é grave?

A endometriose é uma doença benigna, mas crônica, e pode afetar muito a qualidade de vida. Sem acompanhamento, ela pode causar dor persistente, aderências, cistos no ovário e dificuldade para engravidar.

Nas formas profundas, mais raramente, as lesões podem estreitar o intestino ou um ureter. No caso do ureter, a obstrução pode prejudicar o rim sem dar sintomas. Por isso, quem tem endometriose profunda precisa de acompanhamento regular, mesmo quando a dor está controlada.

Endometriose tem cura?

Ainda não existe cura definitiva para a endometriose, mas existe tratamento eficaz. Com remédios, cirurgia ou ambos, a maioria das mulheres consegue controlar a dor, retomar a rotina e, quando deseja, engravidar.

Os sintomas costumam diminuir depois da menopausa, quando os hormônios que estimulam as lesões caem. Mesmo após a cirurgia, a doença pode voltar, por isso o acompanhamento com o ginecologista continua depois do tratamento.

Qual o tratamento para endometriose?

O tratamento é individual e depende da intensidade dos sintomas, da idade, do tipo de lesão e do desejo de engravidar. Em geral, combina uma ou mais destas opções:

  • Remédios para dor: analgésicos e anti-inflamatórios ajudam nas crises, sempre com orientação médica.
  • Tratamento hormonal: anticoncepcional de uso contínuo, progestagênios (como o desogestrel ou o dienogeste) ou o DIU hormonal diminuem ou suspendem a menstruação e reduzem a inflamação e a dor.
  • Cirurgia: a videolaparoscopia retira as lesões e os endometriomas. É indicada quando os remédios não resolvem, nas formas profundas que comprometem órgãos ou em alguns casos de infertilidade. A retirada do útero e dos ovários é exceção, avaliada caso a caso.
  • Tratamento de fertilidade: quando a gravidez não acontece, técnicas como a fertilização in vitro podem ser indicadas.
  • Cuidados complementares: fisioterapia pélvica, atividade física e apoio psicológico ajudam no controle da dor e na qualidade de vida.

Veja em detalhes cada opção no guia de tratamentos para endometriose.

Não deixe a dor virar rotina. Cólica que atrapalha a sua vida não é normal. Na AmorSaúde você agenda consulta com ginecologista e ultrassom transvaginal com preços acessíveis, sem plano de saúde e sem burocracia.

Endometriose e gravidez

A endometriose é uma causa importante de dificuldade para engravidar: segundo a OMS, entre 25% e 50% das mulheres com infertilidade têm a doença. Mas ter endometriose não significa que você não poderá ter filhos. Muitas mulheres engravidam naturalmente ou com tratamento. Entenda melhor em quem tem endometriose pode engravidar.

Quando procurar um ginecologista?

Agende uma consulta se você:

  • tem cólica que impede suas atividades por um dia ou mais todo mês;
  • sente dor na relação sexual com frequência;
  • tem dor ao evacuar ou urinar, ou sangue nas fezes ou na urina, durante a menstruação;
  • sente dor pélvica fora do período menstrual;
  • tenta engravidar há 12 meses sem sucesso, ou há 6 meses se tiver 35 anos ou mais.

Dor pélvica súbita e muito forte, com desmaio, vômitos, febre alta ou sangramento intenso, é motivo para ir ao pronto-socorro.

Outubro Rosa 2026 AmorSaúde

Mulher com dor na região da pelve por causa da endometriose

Perguntas frequentes sobre endometriose

Endometriose e ovário policístico são a mesma coisa?

Não. Na endometriose, um tecido parecido com o endométrio cresce fora do útero e causa inflamação e dor. Na síndrome dos ovários policísticos (SOP), há um desequilíbrio hormonal que deixa a ovulação irregular. As duas podem dificultar a gravidez, mas têm causas, sintomas e tratamentos diferentes.

Como é a menstruação de quem tem endometriose?

Costuma vir com cólica forte, que pode começar antes e terminar depois do sangramento. Algumas mulheres têm fluxo intenso, coágulos ou sangramento fora do ciclo, além de dor ao evacuar ou urinar nesses dias. Mas há quem tenha endometriose com menstruação praticamente normal.

Endometriose só dói durante a menstruação?

Não. A dor pode aparecer em outros dias do ciclo, na relação sexual, ao evacuar ou ao urinar. Com o tempo, muitas mulheres passam a ter dor pélvica crônica, presente em boa parte do mês.

Endometriose aumenta a barriga?

Pode causar inchaço abdominal, chamado de “endobarriga”, que costuma piorar perto da menstruação por causa da inflamação e dos gases. Mudanças de peso também podem acontecer por efeito de alguns tratamentos hormonais. Inchaço persistente deve ser avaliado pelo médico, porque tem outras causas possíveis.

Endometriose causa corrimento?

Corrimento não é um sintoma típico da endometriose. Corrimento com cheiro, coceira ou ardor costuma indicar infecção vaginal e precisa ser investigado à parte pelo ginecologista.

Endometriose causa queda de cabelo?

Não há evidência de que a endometriose cause queda de cabelo diretamente. Ela pode estar ligada a fatores associados, como anemia por sangramento intenso, estresse com a dor crônica ou efeito de alguns tratamentos hormonais. Se a queda for intensa, vale investigar com o médico.

Endometriose pode virar câncer?

A endometriose é uma doença benigna. Estudos mostram um pequeno aumento do risco de alguns tipos de câncer de ovário em quem tem a doença, mas o risco continua baixo. O acompanhamento regular com o ginecologista é a melhor forma de cuidado.

Qual médico trata endometriose?

O ginecologista é o médico que investiga e trata a endometriose. Nos casos profundos, que atingem intestino ou bexiga, o tratamento pode envolver também coloproctologista, urologista e especialista em reprodução humana.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Se você tem cólica forte ou dor pélvica que atrapalha a sua rotina, encontre a unidade AmorSaúde mais próxima e agende uma consulta com ginecologista.

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *