Reposição hormonal: vale a pena fazer?

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Entre os 45 e 55 anos é a idade que as mulheres costumam sentir a chegada da menopausa. Como o organismo parar de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, a maioria delas passa a apresentar uma série de sintomas que podem prejudicar a qualidade de vida e saúde.

Ondas de calor (fogachos), ganho de peso e mudanças de humor são alguns efeitos que dificultam o conforto e o convívio social da mulher que passa por essa transição.

O climatério — termo científico para a menopausa — também pode trazer insônia, redução da libido e problemas de memória, além de aumentar o risco de depressão, osteoporose e doenças cardíacas.

Para contornar esses efeitos, uma solução seria fazer a reposição hormonal, certo? Nem sempre! Isso depende das particularidades de cada paciente. Continue a leitura e entenda os benefícios e riscos desse tratamento!

Por que a reposição hormonal divide opiniões?

Apesar de a reposição hormonal ser recomendada para amenizar os sintomas da menopausa, já que repõe as substâncias que o corpo parou de produzir, é preciso cuidado na indicação do tratamento.

Isso porque nem todas as mulheres têm ganhos para a saúde com essa terapia, pois, em alguns casos, há riscos no processo. A conclusão é de um estudo norte-americano, o WHI (Women’s Health Initiative), que investigou mais de 16 mil mulheres de 50 a 79 anos.

Uma parte delas recebeu o tratamento hormonal (estrogênio e progesterona), enquanto outro grupo recebeu apenas um placebo. A pesquisa apontou que os riscos da terapia foram maiores que os benefícios. Veja, a seguir, alguns resultados com o grupo que recebeu a reposição hormonal:

  • aumento de 29% de ataques cardíacos;
  • aumento de 41% de derrames cerebrais;
  • aumento de 113% de embolias pulmonares;
  • aumento de 26% de câncer de mama;
  • redução dos riscos de fraturas ósseas em 34%;
  • redução dos riscos de câncer de cólon em 37%.

Outra pesquisa norte-americana também apontou a relação entre reposição hormonal e maior risco de câncer de mama e doenças cardiovasculares.

Afinal, quando essa terapia deve ser indicada?

Então a reposição hormonal só traz prejuízos para a saúde? Pelo contrário: muitas mulheres podem se beneficiar com o tratamento. Por isso, o médico deve fazer uma avaliação de cada paciente para saber se essa é a melhor indicação.

Outro ponto a ser destacado é que, justamente devido aos riscos, geralmente, as doses de hormônios recomendadas são pequenas e o tempo de tratamento é reduzido.

Quando não há necessidade de tratamento?

Muitas mulheres podem enfrentar bem a menopausa, sem passar pelos sintomas desagradáveis. Então, nesses casos, não há a indicação de tratamento. O recomendado é que ela realize alguns exames com a frequência necessária, como o exame papanicolau, para manter a saúde em dia.

Outra recomendação é seguir as orientações de prevenção do Outubro Rosa, realizando os exames que podem detectar o câncer de mama precocemente, aumentando, assim, as chances de cura da doença.

Quais são as contraindicações?

No caso das mulheres com sintomas mais fortes e mais vulneráveis aos problemas causados pelo climatério, o médico avalia o histórico de saúde da paciente, pois a reposição hormonal é contraindicada nos casos de:

  • mulheres que tenham ou já tiveram alguns tipos de câncer que dependam do estrogênio para sua evolução, como de mama ou de endométrio;
  • histórico de câncer de mama na família;
  • tromboembolismo agudo ou tromboembolismo prévio;
  • sangramento vaginal ou lesões do endométrio;
  • doenças do fígado, se a terapia for feita via oral.

Que precauções tomar?

É preciso precaução na indicação da terapia de reposição hormonal em casos de:

  • miomas;
  • cistos de ovário;
  • histórico sugerido de tromboembolismo;
  • tabagismo;
  • obesidade;
  • varizes de grosso calibre.

Para quem a terapia é recomendada?

Mulheres saudáveis e que não apresentem casos que contraindiquem o tratamento podem fazer a reposição hormonal. Essa é uma forma de controlar e prevenir doenças como a osteoporose, já que os hormônios conseguem melhorar a captação de cálcio pelo tecido ósseo. Já em mulheres com menopausa precoce, a terapia pode reduzir o risco de doença de Alzheimer ou retardar seu aparecimento.

Por isso, o médico indica a dose e a forma de tratamento de acordo com as particularidades e histórico da paciente. Para aquelas que tenham retirado o útero, por exemplo, o tratamento pode ser feito somente com estrogênio.

Iniciando a terapia, o recomendado é que a paciente retorne ao médico após cerca de 2 meses para fazer ajustes nas doses de hormônios. Após esse período, ela pode ser reavaliada a cada 6 meses.

Antes e durante o tratamento, o especialista solicita uma série de exames, como de sangue, mamografia, ultrassonografia transvaginal e densitometria óssea, para acompanhar a saúde da mulher.

Quais são as formas de fazer esse tratamento?

As formas de fazer a terapia de reposição hormonal são:

  • via oral — comprimidos que contêm estrogênio sintético e são tomados diariamente;
  • injetável — aplicações mensais ou trimestrais;
  • transdérmica — com o uso de adesivo e gel;
  • anel vaginal — libera menos hormônios no corpo e deve ser trocado mensalmente.

Que cuidados a paciente deve ter?

É importante que, antes de começar o tratamento de reposição hormonal, o médico avalie as queixas da paciente e seu histórico de saúde. Somente dessa forma será possível saber se os benefícios da terapia serão maiores que os riscos para a saúde.

Quando a mulher está apta a receber os hormônios, certamente terá uma melhora da qualidade de vida, amenizando os sintomas desagradáveis que aparecem com a menopausa.

Além disso, o acompanhamento médico ao longo do tratamento e a realização de exames ginecológicos também são fundamentais para avaliar todos os efeitos. Manter um estilo de vida saudável, com a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação balanceada, também colabora para o sucesso da terapia.

A reposição hormonal não é um tratamento válido para todas as pacientes, mas pode ser muito benéfica para algumas mulheres — desde que haja uma avaliação médica criteriosa. Com as orientações do especialista, a paciente pode tomar a melhor decisão e passar bem por essa fase, tendo qualidade de vida e reduzindo o risco de uma série de doenças.

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