Infarto ou ansiedade? Aprenda a diferenciar os sintomas e como agir em cada caso

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Você sabia que uma crise de ansiedade pode ser confundida com um infarto? Isso porque os sintomas podem ser muito parecidos e causar dúvidas. Nesse caso, a pessoa sente dor no peito, falta de ar, palpitações, sudorese, sensação de sufocamento, náuseas, tontura, calafrios e medo de morrer, entre outros sinais que são comuns a eventos cardíacos e ataques de pânico.

É importante que, de qualquer forma, quando os sintomas se iniciarem, a ajuda médica seja procurada imediatamente. Afinal, o infarto requer atendimento de urgência, para que consequências mais graves sejam evitadas. Já a crise de ansiedade, embora não cause perigo de morte, precisa ser diagnosticada e tratada para que a qualidade de vida do paciente melhore.

Neste artigo, explicaremos as particularidades de uma crise de ansiedade e de um infarto, assim como o que deve ser feito em cada uma dessas situações. Continue a leitura e saiba mais!

Crise de ansiedade

A ansiedade é caracterizada como um distúrbio psiquiátrico que prejudica a qualidade de vida de diversas pessoas no mundo. Os transtornos de ansiedade podem ser divididos em transtorno de ansiedade generalizada, síndrome e ataques de pânico e fobias específicas.

No caso, o ataque de pânico é o que está relacionado aos sintomas comuns ao infarto. Ele é caracterizado por um período curto em que uma pessoa sente angústia e medo extremos, de início súbito e acompanhados por sintomas emocionais e físicos.

Os sintomas do ataque de pânico são:

  • dor no peito;
  • sensação de engasgo;
  • medo de morrer, perder o controle ou enlouquecer;
  • agitação;
  • náuseas e vertigens;
  • dormência e formigamento, principalmente nas mãos e pés;
  • palpitações;
  • sudorese;
  • tremor;
  • sensação de falta de ar.

Como os sintomas de um ataque de pânico envolvem órgãos vitais, como coração, cérebro e pulmões, é comum que as pessoas pensem que estão vivenciando um problema relacionado a outras doenças.

Geralmente, os sintomas atingem o seu ápice em 10 minutos e, após esse tempo, regridem. Quando isso ocorre, não há alterações nos exames laboratoriais, ou seja, um médico não consegue achar nenhum problema na saúde do paciente que justifique os sintomas.

Infarto

Os músculos do coração trabalham sem pausa para oferecer sangue rico em nutrientes e oxigênio para todo o organismo. Dessa forma, eles também precisam receber suprimento sanguíneo adequado, trabalho que é feito pelas artérias coronarianas.

Por diversos motivos, pode ocorrer bloqueio em alguma dessas artérias, resultando em isquemia (falta de sangue). Os músculos do coração podem aguentar a isquemia por alguns minutos, mas, se o suprimento de sangue não retornar, o tecido sofre necrose, ou seja, morre.

Dessa forma, a área irrigada pela artéria ocluída perderá a sua função e o coração sofrerá como um todo, visto que uma de suas partes não poderá mais bombear o sangue. Nesse caso, dizemos que a pessoa sofreu um infarto, que também é denominado ataque cardíaco.

Os sintomas do infarto incluem:

  • dor no peito, geralmente opressiva, que pode irradiar para a nuca, queixo, ombros ou para os membros superiores;
  • dor no abdômen, que pode ser confundida com indigestão (menos frequentemente);
  • sensação de desmaio ou desmaio;
  • transpiração intensa e repentina;
  • náuseas;
  • falta de ar;
  • dormência e formigamento;
  • palpitações;
  • inquietação;
  • sensação de morte iminente;
  • desorientação.

É importante ter em mente que os sintomas podem começar repentinamente, demonstrando um quadro agudo e mais grave, assim como serem insidiosos. Em alguns casos, não existe bloqueio completo da artéria e o suprimento sanguíneo diminui aos poucos. É possível ter dores por 20 minutos, por exemplo, o que mostra o problema crescente, sendo um sinal de falha nas artérias coronarianas.

Apesar de todos os sintomas descritos, uma a cada cinco pessoas que sofrem um infarto têm apenas sintomas leves ou até mesmo nenhum sintoma.

Como lidar com os sintomas

Como visto, o quadro de um ataque de pânico e o de um infarto podem ser muito semelhantes. Dessa forma, é indicado procurar um serviço de urgência logo quando os sintomas começam. Afinal, no caso de um infarto, o tempo é um fator importante para a recuperação e a possibilidade de cura do coração.

Quando uma pessoa dá entrada com tais sintomas, são feitos alguns exames para verificar se há isquemia cardíaca. O eletrocardiograma, também chamado de ECG, é um exame que mede a atividade elétrica do coração e é capaz de diagnosticar se há alguma área de necrose ou com irregularidade na movimentação muscular.

As enzimas cardíacas também são importantes nesse quadro, visto que sinalizam a morte das células do coração e são fundamentais para o diagnóstico de infarto. Elas são identificadas pelo exame sanguíneo, feito rapidamente quando o paciente dá entrada no serviço de urgência.

A creatinofosfoquinase (CPK) se eleva na corrente sanguínea dentro de 3 a 6 horas após o início de um ataque cardíaco, por exemplo. Já a mioglobina, outra enzima do coração, é liberada pelo músculo do coração que sofreu necrose rapidamente, começando a elevar seus títulos após 1 ou 2 horas do evento. Além dessas, existem outras enzimas cardíacas que servem como marcadores.

Quando as enzimas e o eletrocardiograma têm resultado normal, a possibilidade de ataque cardíaco é desconsiderada. Nesse momento, é fundamental que o médico levante a possibilidade de uma crise de pânico, devido à semelhança do quadro.

No caso dos transtornos de ansiedade, a pessoa deve ser orientada por um psiquiatra. O ataque de pânico pode acontecer novamente dentro de meses ou semanas e se tornar frequente, prejudicando a qualidade de vida. Assim, terapia medicamentosa pode ser instituída, a fim de evitar novas crises. Além disso, a psicoterapia também é uma opção, visto que as crises de pânico podem ser desencadeadas por situações de estresse, por exemplo.

E então, entendeu as diferenças entre um ataque de pânico e de um infarto? Como visto, nas duas situações, esperar não é a melhor opção! Se a pessoa estiver sofrendo um ataque cardíaco e não receber intervenção médica a tempo, pode ir a óbito. Já no caso da crise de pânico, não receber atendimento adequado pode agravar o problema, aumentando a frequência dos ataques. Na dúvida, procure ajuda!

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