Tenho glicose alta. E agora, o que preciso fazer?

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Fazer exames de rotina é fundamental para ver se existe alguma alteração no organismo e tratar eventuais problemas de saúde ainda no início. Afinal, a prevenção é sempre a medida mais eficaz contra doenças. Porém, quando o resultado aponta a glicose alta, normalmente, os pacientes ficam preocupados com os impactos que isso trará para o dia a dia, sem saber o que deve fazer.

Você também tem essa dúvida? Neste conteúdo, esclarecemos os principais pontos sobre a glicose e o que fazer quando ela atinge níveis mais altos no sangue. Acompanhe!

O que é glicose?

A glicose é um carboidrato que funciona como uma das principais fontes de energia do nosso corpo. Para isso, o pâncreas produz a insulina, um hormônio que permite a passagem da glicose do sangue para o interior dos tecidos do organismo.

No entanto, os níveis de glicose devem estar equilibrados: a quantidade recomendada no sangue, após cerca de 8 horas de jejum, é de, no máximo, 99 miligramas por decilitro (mg/dL). Níveis entre 100mg/dL e 125 mg/dL demonstram alterações, mas ainda não configuram diabetes. Acima disso, é comum que os exames sejam refeitos ou o médico solicite outros complementares para confirmar o diagnóstico.

O que faz a glicose aumentar?

Quando o pâncreas tem dificuldades para produzir insulina, e o hormônio produzido pelo corpo passa a ser insuficiente, o organismo não consegue utilizar a glicose corretamente. Normalmente, isso acontece devido a uma sobrecarga do pâncreas, que leva ao aumento da concentração de açúcar no sangue, causando a hiperglicemia. Isso dificulta a produção de energia e fará com que os níveis de glicose fiquem ainda maiores.

Em geral, o problema é causado pelo excesso de consumo de açúcares e gordura, assim como outros maus hábitos alimentares. O sedentarismo também colabora para o aumento da glicose, pois reduz o gasto de energia do corpo.

Entretanto, existem outros problemas que podem resultar na hiperglicemia, como:

  • picos de estresse, pois aumentam os níveis de açúcar e podem resultar em comportamentos de compulsão alimentar;
  • uso de medicamentos que desregulam a produção e a utilização de insulina pelo corpo.

Quais as consequências da glicose alta?

A glicose alta pode resultar em alguns sintomas que nem sempre são facilmente identificados, principalmente porque podem parecer algo normal da rotina ou causado por outros problemas. Os mais comuns, considerados precoces, são:

  • sede excessiva;
  • sensação de fadiga;
  • vontade de urinar com frequência;
  • dor de cabeça;
  • visão turva.

Se a alta da glicose permanecer, podem surgir os chamados sintomas tardios, que incluem:

  • boca seca.
  • náuseas e vômitos;
  • dores abdominais;
  • maior frequência de infecções.

Esses sintomas também podem significar o desenvolvimento de outros problemas de saúde, principalmente a diabetes.

Diabetes

A principal consequência é a diabetes, que já é considerada uma epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e afeta cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Contudo, como o desenvolvimento da doença é silencioso, muitos pacientes só descobrem o problema após apresentar complicações como:

  • obstrução de artérias;
  • insuficiência renal;
  • problemas de visão ou cegueira;
  • infarto do miocárdio.

Os exames constantes permitem a identificação do estágio pré-diabetes: quando o sangue apresenta níveis de glicose acima do normal, mas ainda em valor insuficiente para caracterizar a doença. Nesse momento, o paciente pode tomar medidas para tentar reduzir a glicose e evitar o desenvolvimento do problema.

Contudo, vale lembrar que essa informação é válida apenas quando se trata da diabetes tipo 2. No tipo 1 da doença, que é autoimune, o próprio organismo ataca as células do pâncreas, afetando a produção de insulina. Exatamente por isso, não é possível evitar o desenvolvimento da doença com o diagnóstico da pré-diabetes.

Além disso, nesses casos, é mais comum que o problema seja diagnosticado ainda na infância ou adolescência. Já o tipo 2 é mais recorrente em adultos acima de 40 anos, apesar de haver um crescimento na incidência dessa doença em crianças, devido à obesidade infantil.

O que fazer para abaixar a glicose?

Para evitar que a glicose alta evolua para diabetes, é essencial que o paciente adote medidas para reduzir a concentração da substância no sangue. Em geral, isso se resume à adoção de uma rotina saudável, que inclui práticas como:

  • fazer exercícios físicos diariamente;
  • manter uma alimentação saudável;
  • consumir frutas, verduras e legumes;
  • comer de 3 em 3 horas, com uma quantidade reduzida de alimentos;
  • evitar o consumo de açúcar e gorduras.

A prática de exercícios físicos aumenta o gasto de glicose, então, ajuda a controlar a concentração no sangue e a manter a produção de insulina em níveis normais, sem sobrecarregar o pâncreas. A vantagem é que você pode escolher a atividade que achar mais agradável — caminhadas, lutas, danças, natação, corridas, musculação etc.

Se você não tem bons hábitos alimentares, é hora de fazer uma reeducação. Muitas vezes, ao tentar alterar os costumes, as pessoas sentem dificuldades pela falta de determinados alimentos ou, até mesmo, por esquecer de incluir nutrientes importantes no cardápio.

Por causa disso, vale a pena contar com o suporte de nutricionistas ou nutrólogos para o desenvolvimento de uma dieta adequada, com restrições mais moderadas e a inclusão de várias substituições que ajudarão a manter o corpo saudável sem que isso exija tantos sacrifícios.

Quando procurar um médico?

O ideal é sempre fazer consultas de rotina para realizar todos os exames e identificar eventuais alterações. Ao procurar atendimento somente diante de sintomas, muitas vezes, não é possível evitar o desenvolvimento de outros problemas de saúde, e os riscos de ter de lidar com complicações são maiores.

Além disso, estudos indicam que a glicose alta pode ser um indício de câncer no pâncreas, já que a doença afeta a produção de insulina e colabora com o desenvolvimento da diabetes. O diagnóstico precoce é essencial para combater o problema e aumentar as chances de recuperação do paciente.

Pronto! Agora que você já sabe o que é a glicose alta e quais as consequências que isso traz, é fundamental adotar hábitos saudáveis, para evitar que a concentração desse carboidrato no sangue fique elevada, e fazer consultas regulares ao médico, para uma avaliação completa.

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