Você pode aproveitar o carnaval sem comprometer sua saúde se tomar decisões simples antes, durante e depois da folia.
Manter uma hidratação adequada, proteção solar, sono mínimo e cuidados básicos com alimentação evitam 90% dos problemas que levam pessoas ao pronto-socorro durante o feriado.
O carnaval concentra dias de esforço físico intenso, exposição ao sol, consumo de álcool e pouco descanso. Seu corpo aguenta, desde que você não o abandone completamente.
Saiba quais os cuidados você deve ter com sua saúde nesse feriado:
Aqui você vai encontrar:
TogglePor que o Carnaval exige atenção especial com a saúde?
O carnaval é um período de intensa atividade física, com longas horas de festa, exposição ao sol, mudanças na rotina de sono e alimentação.
Essa combinação de fatores coloca o organismo sob estresse considerável, exigindo cuidados preventivos para evitar problemas de saúde que podem comprometer a diversão ou até resultar em complicações mais sérias.
A aglomeração de pessoas também aumenta o risco de transmissão de doenças infecciosas, enquanto o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode levar a desidratação, intoxicações e comportamentos de risco.
Preparar-se adequadamente é fundamental para aproveitar a folia com segurança e bem-estar.
Prepare-se com o AmorSaúde agendando suas consultas regulares e preventivas e fazendo seu check-up antes de se expor nos dias de folia.
Importância do check-up antes da folia
Realizar um check-up médico antes do Carnaval é especialmente importante para pessoas com condições crônicas como diabetes, hipertensão, asma ou cardiopatias.
A avaliação permite verificar se a saúde está estável, ajustar medicações se necessário e receber orientações específicas sobre hidratação, alimentação e sinais de alerta.
Para todos os foliões, é recomendável verificar a carteira de vacinação, garantindo que estejam em dia com vacinas contra hepatite A e B, tétano, febre amarela e outras infecções.
O médico também pode orientar sobre a montagem de um kit de primeiros socorros pessoal, com medicamentos básicos para dor, febre, problemas gastrointestinais e curativos.
Cuidados com exposição ao sol e consumo de álcool
- A exposição prolongada ao sol durante os desfiles e blocos de rua pode causar queimaduras, insolação e desidratação severa.
- Use protetor solar com FPS 30 ou superior, reaplicando a cada duas horas ou após transpiração intensa.
- Chapéus, bonés e roupas leves de tecidos que protejam contra raios UV também são recomendados. Procure sombra nos horários de pico solar, entre 10h e 16h.
- Quanto ao álcool, o consumo excessivo é um dos principais problemas de saúde no Carnaval, levando a intoxicações, acidentes, comportamentos de risco e desidratação grave. Estabeleça limites pessoais, alimente-se antes e durante o consumo de bebidas, e nunca dirija sob efeito de álcool.
- Fique atento aos sinais de intoxicação em você e nos amigos, como confusão mental, vômitos persistentes, perda de consciência ou dificuldade para respirar.
Saúde sexual no Carnaval e prevenção de ISTs
O Carnaval registra historicamente aumento nos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo HIV, sífilis, gonorreia e clamídia.
O uso de preservativo em todas as relações sexuais é a forma mais eficaz de prevenção. Tenha sempre preservativos disponíveis e em bom estado de conservação, evitando expô-los ao calor excessivo. Além dos preservativos masculinos, os femininos também são uma opção eficaz.
Para pessoas com exposição de risco ao HIV, existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição, disponível gratuitamente no SUS.
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) também está disponível para pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Após o Carnaval, caso tenha tido relações desprotegidas, procure um serviço de saúde para realizar testes e receber orientação adequada.
Quando procurar atendimento médico durante a folia?
Alguns sinais indicam necessidade de buscar atendimento médico imediatamente durante o Carnaval, saiba quais são:
- Procure ajuda se apresentar febre alta persistente, vômitos intensos e repetidos, diarreia severa com sinais de desidratação (boca seca, urina escura e escassa, tontura), dor abdominal intensa, dificuldade para respirar, dor no peito, alterações na consciência, confusão mental ou desmaio.
- Lesões como torções, fraturas, cortes profundos ou traumatismos cranianos também requerem avaliação profissional.
- Reações alérgicas graves, com inchaço da face, língua ou garganta, são emergências médicas. Tenha anotado o endereço e telefone das unidades de pronto atendimento próximas aos locais onde você estará festejando.
Não hesite em interromper a folia para cuidar da saúde, pois ignorar sintomas pode agravar quadros simples e transformá-los em situações graves.
As clínicas AmorSaúde estarão disponíveis durante todo o carnaval, não hesite em recorrer ao atendimento médico em casos de risco.
Por que tantas pessoas passam mal no carnaval?
A desidratação é a principal causa de atendimentos durante o feriado. Você perde até 2 litros de água por hora em ambientes quentes e dançando. Se repõe só com cerveja, o problema piora, o álcool desidrata ainda mais.
A insolação acontece quando o corpo perde controle da temperatura. Sintomas incluem tontura, náusea, confusão mental e desmaio. Pode evoluir para convulsão e coma se não tratada. Não é “fraqueza”, é emergência médica que mata.
Não é novidade que as infecções sexualmente transmissíveis disparam no carnaval. Sífilis, gonorreia, clamídia e HIV não escolhem vítima. Sem preservativo, você está descoberto e muitas ISTs não causam sintomas imediatos, só danos permanentes meses depois.
As lesões musculares e entorses aumentam 40% no período. Pular durante horas sem preparo físico, usar calçados inadequados e dançar em terrenos irregulares sobrecarregam joelhos, tornozelos e coluna. Muitas pessoas voltam da folia com lesões que viram dor crônica.
A intoxicação alimentar é extremamente comum. Comida de rua exposta ao sol por horas vira bomba de bactérias. Vômito, diarreia e febre podem arruinar dias de folia e desidratar você ainda mais rápido.
Seu Carnaval não precisa terminar em hospital, tenha um planejamento básico e bom senso durante o feriado.
Checklist médico antes do carnaval
Consulte seu médico 2–4 semanas antes se você tem:
- Diabetes, hipertensão ou doença cardíaca
- Asma, bronquite ou qualquer doença respiratória crônica
- Epilepsia ou histórico de convulsões
- Problemas renais ou hepáticos
- Doença autoimune em tratamento
- Mais de 60 anos e pretende pular muito
O médico ajusta medicação, orienta limites específicos para sua condição e pode liberar ou contraindicar determinadas atividades. Não é exagero, é responsabilidade com sua vida.
Atualize vacinas pelo menos 15 dias antes:
- Hepatite A e B: proteção contra contaminação por alimentos mal lavados e contato sexual
- Febre amarela: obrigatória se for viajar para área endêmica (vale do Jequitinhonha, norte de Minas, interior de São Paulo)
- Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola (surtos acontecem em aglomerações)
- Meningite ACWY e B: especialmente para adolescentes e adultos jovens em blocos de rua
- COVID-19: dose de reforço atualizada reduz risco de complicações
Vacinas precisam de 10–15 dias para fazer efeito completo. Não deixe para a última semana, você não estará protegido.
Organize sua farmacinha de carnaval:
- Soro fisiológico de reidratação oral em sachê (ou ingredientes para fazer em casa: 1 litro de água filtrada + 1 colher de chá rasa de sal + 2 colheres de sopa de açúcar)
- Protetor solar FPS 50 ou mais, resistente à água
- Analgésico (paracetamol ou dipirona para dor e febre)
- Antialérgico (loratadina ou cetirizina)
- Antidiarreico (loperamida só use se não tiver febre)
- Antiemético (dimenidrinato para náusea)
- Repelente contra mosquitos
- Band-aid, gaze, esparadrapo
- Preservativos (vários não só um ou dois)
Se usa medicação contínua (pressão, diabetes, anticoncepcional, anticonvulsivante), leve quantidade extra em embalagem original. Perder remédio no meio da folia pode virar emergência.
Hidratação: a diferença entre curtir e desmaiar
Beba 1 copo de água (250 ml) a cada 30 minutos de folia. Não espere sentir sede, quando a sede chega, você já perdeu 1–2% do peso corporal em água. A desidratação começa antes da sede.
Sinais de desidratação leve a moderada:
- Boca seca, lábios rachados
- Urina escura (cor de chá forte) e em pouca quantidade
- Dor de cabeça latejante
- Cansaço excessivo, fraqueza
- Tontura ao levantar rápido
Sinais de desidratação grave (procure atendimento imediato):
- Não urinou nas últimas 6–8 horas
- Urina muito escura ou ausente
- Confusão mental, desorientação
- Batimento cardíaco acelerado mesmo em repouso
- Pressão baixa (sensação de desmaio constante)
- Olhos fundos, pele sem elasticidade
Água de coco é melhor que água pura atuando repondo eletrólitos (sódio, potássio, magnésio) perdidos no suor. Isotônicos também funcionam, mas cuidado com o açúcar em excesso. O soro caseiro é eficaz e barato.
Álcool não hidrata, pelo contrário. Cerveja, caipirinha e drinks têm efeito diurético, você urina mais do que absorve de líquido. Para cada dose de bebida alcoólica, tome 1 copo cheio de água. Parece chato, mas é o que mantém você de pé até o fim.
Estratégia prática: carregue garrafa reutilizável de 1 litro e encha pelo menos 3–4 vezes ao longo do dia. Se for beber álcool, alterne rigorosamente: 1 cerveja, 1 água, 1 cerveja, 1 água.
Alimentação estratégica para aguentar a maratona
Não pule o café da manhã. Carboidrato complexo (pão integral, tapioca, aveia) + proteína (ovo, queijo, iogurte grego) + fruta dá energia sustentada por 4–6 horas. Sair de estômago vazio aumenta risco de hipoglicemia (queda brusca de açúcar no sangue).
Durante a folia, coma a cada 3–4 horas. Barras de cereal, frutas secas, castanhas, amendoim e sanduíches naturais cabem na bolsa e evitam aquela fraqueza súbita que derruba muita gente no meio da tarde.
Evite frituras de rua no calor extremo. Pastel, coxinha, acarajé e espetinho ficam horas expostos a 35–40°C temperatura ideal para multiplicação de bactérias como Salmonella e Staphylococcus. Se comer, escolha uma barraca com movimento intenso (indica que a fritura é recente) e observe condições mínimas de higiene.
Sintomas de intoxicação alimentar aparecem 2–6 horas depois:
- Dor abdominal em cólica intensa
- Náusea e vômito (às vezes incontrolável)
- Diarreia líquida, às vezes com sangue
- Febre acima de 38°C
- Suor frio, fraqueza extrema
Se vomitar mais de 3 vezes, tiver diarreia com sangue ou febre acima de 39°C, procure atendimento. Desidratação por vômito e diarreia é perigosa, especialmente com calor intenso e álcool no organismo.
Carregue snacks não perecíveis: amendoim, barra de cereal, biscoito integral, frutas secas (damasco, uva-passa), mix de castanhas. Não dependem de refrigeração e evitam que você fique 8–10 horas sem comer.
Cuidado com gelo e água não tratada. Hepatite A e doenças diarreicas se espalham por água contaminada. Prefira água mineral lacrada e evite gelo de procedência duvidosa.
Proteção solar que funciona (não é só passar e esquecer)
Aplique protetor solar FPS 50 ou mais 30 minutos antes de sair. Use quantidade generosa, a maioria das pessoas usa 1/3 da quantidade necessária e fica descoberta sem saber.
Quantidade correta por área do corpo:
- Rosto e pescoço: 1 colher de chá
- Cada braço: 1 colher de chá
- Tronco e abdômen: 2 colheres de sopa
- Costas: 2 colheres de sopa
- Cada perna: 1 colher de sopa
Parece muito? É a quantidade testada em laboratório. Menos que isso, a proteção cai pela metade.
Reaplique a cada 2 horas ou após suar muito. Protetor “resistente à água” aguenta 40–80 minutos de suor intenso, não o dia inteiro. Mesmo os mais potentes perdem eficácia com atrito de roupa, suor e tempo.
Use boné, chapéu ou bandana. Couro cabeludo queima principalmente se você tem cabelo fino, ralo ou é calvo. Queimadura no couro cabeludo dói mais que em outras áreas e aumenta risco de câncer de pele.
Proteja os olhos com óculos escuros com proteção UV 400. Exposição solar excessiva causa catarata precoce, pterígio (crescimento de tecido sobre a córnea) e degeneração macular. Óculos sem proteção UV são piores que não usar nada dilatam a pupila e deixam entrar mais radiação.
Evite sol direto entre 10h e 16h. Se for desfilar ou pular nesse horário, procure sombra sempre que possível, mesmo que por 5–10 minutos a cada hora.
Sinais de queimadura solar grave:
- Bolhas grandes e dolorosas
- Pele muito vermelha e quente ao toque
- Febre, calafrios
- Náusea, vômito
- Confusão mental
Queimadura de segundo grau no corpo todo pode causar desidratação grave e choque. Se tiver bolhas em mais de 10% do corpo, procure atendimento.
Sinais de insolação (emergência médica):
- Pele quente e seca (sem suor, mesmo com calor extremo)
- Temperatura corporal acima de 40°C
- Confusão mental, fala arrastada, agressividade
- Convulsão
- Desmaio sem resposta a estímulos
Insolação mata em poucas horas. Se alguém apresentar esses sintomas, chame a ambulância (192), leve para local fresco e ventilado, tire roupas em excesso e aplique compressas de água fria (não gelada) no pescoço, axilas e virilha.
Sexo seguro: não negocie preservativo
Use preservativo em toda relação sexual vaginal, anal ou oral. Não existe “cara de quem tem doença”. HIV, sífilis, gonorreia, HPV e hepatite B são completamente assintomáticos por meses ou anos.
Casos de sífilis aumentaram 300% nos últimos 10 anos no Brasil. Gonorreia resistente a antibióticos está se tornando realidade global. HIV continua sem cura apenas controle. Hepatite B pode causar cirrose e câncer de fígado 20–30 anos depois.
Preservativo não tira prazer tira risco. Carregue vários (não só um ou dois). Verifique a validade e integridade da embalagem antes de usar. Não guarde na carteira ou bolso por dias, o atrito e calor danificam o látex.
Como usar preservativo corretamente:
- Abra a embalagem com cuidado (não use dentes ou objetos cortantes)
- Coloque quando o pênis estiver ereto, antes de qualquer contato
- Aperte a ponta para tirar o ar
- Desenrole até a base
- Após ejaculação, segure a base e retire ainda ereto
- Descarte no lixo (não no vaso sanitário)
Se o preservativo estourar ou você transar sem proteção:
- Procure unidade de saúde em até 72 horas (quanto antes, melhor ideal é nas primeiras 2 horas)
- Profilaxia pós-exposição (PEP) com antirretrovirais reduz risco de HIV em 80–90%
- Tratamento consiste em tomar medicação por 28 dias
- Exames para outras ISTs devem ser feitos 15–30 dias depois da exposição
Não espere sintomas. HIV demora 5–10 anos para dar sinais. Sífilis pode ser assintomática por meses. A gonorreia e a clamídia causam infertilidade silenciosa.
Cuidados com os pés e articulações
Use tênis confortável, com bom amortecimento e solado antiderrapante. Chinelo, rasteirinha, sapatilha e salto alto não foram feitos para 8–12 horas de pulo em asfalto. Você pode achar feio, mas seus joelhos, tornozelos e coluna agradecem.
Alongue antes e depois da folia. 5–10 minutos de alongamento de panturrilha, coxa, quadril e lombar previnem lesões e reduzem drasticamente a dor no dia seguinte.
Principais alongamentos:
- Panturrilha: apoie a ponta do pé em degrau e empurre calcanhar para baixo (30 segundos cada perna)
- Coxa: puxe o pé em direção ao bumbum, em pé (30 segundos cada perna)
- Lombar: sentado, abrace os joelhos contra o peito (30 segundos)
Se sentir dor aguda em joelho, tornozelo ou panturrilha, pare imediatamente. Dor aguda é sinal de lesão em andamento, continuar transforma torção leve em ruptura de ligamento. Aplique gelo por 15–20 minutos, mantenha o membro elevado e evite qualquer esforço.
Bolhas nos pés devem ser protegidas, não estouradas. A pele íntegra protege contra a infecção. Cubra com band-aid ou esparadrapo antes de sair. Se estourar sozinha, lave com água e sabão, aplique antisséptico e cubra com curativo limpo.
Sinais de que a lesão é grave (procure atendimento):
- Inchaço que aumenta rapidamente e fica roxo
- Impossibilidade total de apoiar o pé ou dobrar a articulação
- Deformidade visível (osso ou articulação fora do lugar)
- Dor insuportável que não melhora com repouso, gelo e analgésico
- Dormência ou formigamento abaixo da lesão
Entorse mal tratada vira instabilidade crônica de tornozelo. Lesão de menisco ignorada evolui para artrose precoce. Não subestime a dor articular.
Depois do carnaval: recuperação é parte do cuidado
Hidrate-se intensamente por 2–3 dias após a folia. Seu corpo ainda está recuperando perdas de líquido e eletrólitos. Beba pelo menos 2–3 litros de água por dia, intercalado com água de coco ou soro caseiro.
Retome alimentação balanceada gradualmente. Frutas, verduras, proteínas magras (frango, peixe, ovos) e carboidratos integrais ajudam na recuperação muscular e imunológica. Evite frituras e alimentos pesados nos primeiros dia, seu fígado precisa de descanso.
Descanse de verdade. Não volte à rotina intensa imediatamente. Sono de qualidade recupera imunidade, privação prolongada deixa você vulnerável a gripes, resfriados e infecções oportunistas. Durma 8–9 horas por noite nos dias seguintes.
Retome exercícios físicos gradualmente. Não vá para academia no dia seguinte tentar “compensar os excessos”. Seu corpo está em déficit e o músculo precisa de 48–72 horas para se recuperar do esforço intenso. Uma caminhada leve e alongamento são suficientes nos primeiros dias.
Se tiver sintomas persistentes após o carnaval, procure médico:
- Febre por mais de 2 dias (pode ser infecção viral ou bacteriana)
- Dor de cabeça intensa que não melhora com analgésico (pode ser meningite, enxaqueca severa ou hipertensão)
- Dor muscular extrema, urina escura tipo “coca-cola” (pode ser rabdomiólise destruição muscular grave que causa insuficiência renal)
- Feridas que não cicatrizam ou apresentam sinais de infecção (vermelhidão crescente, calor, inchaço, pus, estrias vermelhas)
- Tosse persistente, falta de ar (pode ser pneumonia)
- Dor ao urinar, sangue na urina (pode ser infecção urinária ou lesão renal)
Faça exames de IST 15–30 dias após exposição de risco. Muitas infecções são completamente assintomáticas no início e só o exame detecta. HIV, sífilis, hepatite B e C, gonorreia e clamídia podem ser tratados se diagnosticados cedo.
Grupos que precisam de atenção redobrada
Diabéticos:
- Monitore glicemia pelo menos 3–4 vezes/dia (antes das refeições e antes de dormir)
- Carregue carboidrato de absorção rápida para hipoglicemia (balas, sachê de mel, suco de caixinha)
- Nunca pule refeições (jejum prolongado + esforço físico = hipoglicemia severa)
- Ajuste dose de insulina conforme atividade física e alimentação (converse com endocrinologista antes)
- Inspecione pés diariamente (bolhas e feridas em diabéticos podem evoluir para infecção grave)
Hipertensos:
- Não pule medicação em nenhum dia (pressão descontrolada + calor + esforço = risco de AVC e infarto)
- Evite alimentos muito salgados (aumentam retenção de líquido e pressão)
- Modere álcool rigorosamente (aumenta pressão e interfere com medicamentos)
- Monitore pressão arterial diariamente se possível
- Procure atendimento se sentir dor no peito, falta de ar, dor de cabeça súbita e intensa
Asmáticos e bronquíticos:
- Carregue bombinha de resgate (salbutamol ou fenoterol) sempre
- Evite aglomerações com muita fumaça, pó ou sprays (desencadeiam crises)
- Hidrate-se bem (ar seco e respiração acelerada pioram sintomas)
- Use máscara se exposição a irritantes for inevitável
- Procure atendimento se crise não melhorar com bombinha ou se lábios ficarem azulados
Gestantes:
- Evite aglomerações muito intensas (risco de queda, empurrões e infecções)
- Não consuma álcool em nenhuma quantidade (causa danos irreversíveis ao feto)
- Atenção redobrada com hidratação e alimentação (desidratação pode desencadear contrações)
- Use protetor solar religiosamente (gravidez aumenta sensibilidade da pele e risco de melasma)
- Evite esforço físico extremo (risco de descolamento de placenta em casos graves)
- Procure atendimento se tiver contrações regulares, sangramento ou perda de líquido
Idosos:
- Evite sol forte entre 10h e 16h (termorregulação é menos eficiente)
- Hidrate-se constantemente mesmo sem sede (idosos sentem menos sede e desidratam mais rápido)
- Use calçado fechado, confortável e antiderrapante (quedas são principal causa de morte acidental)
- Não pule medicação de rotina em nenhuma circunstância
- Evite aglomerações muito intensas (risco de queda e infecções respiratórias)
- Tenha acompanhante se possível
Pessoas com epilepsia:
- Não pule medicação (privação de sono + álcool + luzes piscantes = risco altíssimo de crise)
- Evite bebida alcoólica (reduz limiar convulsivo)
- Durma adequadamente (privação de sono é gatilho principal)
- Use pulseira de identificação médica
- Informe amigos sobre sua condição e o que fazer em caso de crise
Cada caso deve ser avaliado individualmente. Se há dúvida sobre sua condição permitir participação segura, converse com seu médico antes do carnaval não descubra seus limites na emergência.
Kit de sobrevivência para o carnaval
Mochila ou pochete (deixe as mãos livres):
- Garrafa reutilizável de água (1 litro)
- Protetor solar FPS 50+ (tubo pequeno para reaplicação)
- Boné ou chapéu
- Óculos de sol com proteção UV
- Preservativos (pelo menos 3–5)
- Dinheiro em espécie (pequeno) e cartão
- Documento de identidade
- Carregador portátil de celular
- Lenço umedecido
- Band-aid e gaze
- Medicação de uso contínuo
- Analgésico (2 comprimidos)
- Snacks (barra de cereal, castanhas)
No hotel/casa:
- Farmacinha completa
- Soro de reidratação oral
- Termômetro
- Gelo
- Roupas leves de algodão (absorvem suor)
- Tênis extra (se o primeiro molhar de suor)
Principais dúvidas sobre carnaval e saúde
Como posso curtir o carnaval com mais saúde e segurança?
Além dos cuidados básicos (hidratação, proteção solar, alimentação), vá sempre acompanhado, compartilhe sua localização, tenha plano de transporte definido, carregue uma farmacinha básica, modere álcool desde o início (alterne com água), use calçado adequado para evitar lesões e mantenha celular carregado. Segurança começa com preparação não improvise cuidados essenciais.
Quantos litros de água devo beber por dia no carnaval?
Pelo menos 3–4 litros, distribuídos ao longo do dia. Durante a folia ativa, 1 copo de 250 ml a cada 30 minutos. Urina clara ou levemente amarelada indica hidratação adequada. Urina escura, com odor forte ou em pouca quantidade é sinal de desidratação.
Posso beber álcool se estou tomando antibiótico?
Depende do antibiótico. Metronidazol e tinidazol causam reação grave com álcool (náusea intensa, vômito, dor de cabeça, taquicardia). Outros antibióticos não têm interação direta fatal, mas álcool reduz a eficácia do tratamento, sobrecarrega o fígado e prejudica a recuperação. O ideal é evitar completamente até terminar a medicação.
Energético com álcool é perigoso mesmo?
Sim, extremamente perigoso. A cafeína mascara sinais de embriaguez, você não percebe que bebeu demais e continua bebendo até intoxicação grave. Resultado: arritmia cardíaca, desidratação severa, risco de parada cardíaca. Seu corpo está intoxicado, mas seu cérebro não detecta. Se quiser energia, escolha um: ou energético sem álcool, ou álcool sem energético.
Como saber se estou com insolação ou só cansaço?
Cansaço melhora com descanso na sombra, água e comida. Insolação apresenta pele quente e seca (sem suor mesmo com calor), confusão mental, fala arrastada, temperatura corporal acima de 40°C, e pode evoluir rapidamente para desmaio e convulsão. Insolação é emergência médica que pode matar em horas, chame ambulância imediatamente.
Protetor solar acima de FPS 50 protege mais?
FPS 50 bloqueia 98% dos raios UV. FPS 100 bloqueia 99%. A diferença é mínima. O que importa muito mais é quantidade aplicada (a maioria usa 1/3 do necessário) e reaplicação rigorosa a cada 2 horas ou após suor intenso. Protetor mal aplicado com FPS 100 protege menos que FPS 50 aplicado corretamente.
O que fazer se esquecer de usar preservativo?
Procure unidade de saúde em até 72 horas, idealmente nas primeiras 2 horas. Profilaxia pós-exposição (PEP) com antirretrovirais por 28 dias reduz risco de HIV em 80–90%. Quanto mais cedo começar, maior a eficácia. Exames para outras ISTs (sífilis, hepatite B e C, gonorreia, clamídia) devem ser feitos 15–30 dias após a exposição.
Quanto tempo antes do carnaval devo tomar vacinas?
10–15 dias antes, para que o corpo produza anticorpos protetores. Febre amarela precisa de 10 dias. Hepatite A e B exigem duas ou três doses ao longo de meses para proteção completa, comece o esquema o quanto antes, mesmo que não termine antes do carnaval (proteção parcial é melhor que nenhuma).
É normal sentir muita dor muscular depois do carnaval?
Dor muscular leve a moderada (mialgia) é normal e esperada, resultado do esforço físico intenso que seu corpo não está acostumado. Melhora com repouso, hidratação e analgésico leve. Dor extrema, incapacitante, com urina escura tipo “coca-cola” ou “chá preto”, fraqueza intensa e inchaço podem indicar rabdomiólise (destruição muscular grave que libera mioglobina no sangue e causa insuficiência renal), procure atendimento imediato.
Posso tomar analgésico antes da folia para evitar dor?
Não é recomendado. Analgésicos mascaram sinais de lesão, você pode forçar articulação ou músculo lesionado sem perceber e transformar torção leve em ruptura grave. Tome analgésico só se já estiver com dor, respeite a dose máxima e os limites do seu corpo. Dor é sinal de que algo está errado.
Por que escolher o AmorSaúde?
O AmorSaúde é a rede de clínicas populares que mais cresce no Brasil, oferecendo diversas especialidades, como cardiologia, oftalmologia, odontologia e ginecologia entre diversas outras.
Se você deseja investir na sua saúde e ter acesso a consultas com preços acessíveis e um atendimento de qualidade, agende já sua consulta conosco!











