Os exames necessários para o check up feminino incluem hemograma, glicemia, colesterol, exame de urina, Papanicolau, mamografia, densitometria óssea e avaliação da tireoide, entre outros. Quais deles fazer e com que frequência depende da idade, do histórico familiar e dos fatores de risco de cada mulher.
O check up não é um pacote fixo igual para todas. Uma mulher de 25 anos saudável precisa de exames diferentes de uma mulher de 55 anos com histórico familiar de câncer de mama. Por isso, a lista de exames deve ser definida em conjunto com o médico de referência, seja o ginecologista, o clínico geral ou o médico de família.
Este artigo organiza os principais exames por categoria, explica para que serve cada um e orienta sobre a periodicidade recomendada conforme a faixa etária:
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TogglePor que o check up feminino é importante?
A maioria das doenças que mais afetam as mulheres, como câncer de colo do útero, câncer de mama, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, tem evolução silenciosa nos estágios iniciais. Os sintomas aparecem quando a doença já avançou, o que reduz as chances de tratamento eficaz.
O check up regular permite detectar alterações antes que se tornem problemas sérios. Um Papanicolau alterado identificado cedo evita o desenvolvimento do câncer de colo do útero. Uma glicemia elevada detectada na fase de pré-diabetes permite reverter o quadro com mudanças no estilo de vida, sem necessidade de medicamentos.
Além de detectar doenças, os exames de rotina também servem para estabelecer valores basais para cada mulher. Saber como estão os níveis de colesterol, glicose e hormônios em um momento saudável facilita a comparação futura quando algo mudar.
A rede AmorSaúde oferece check-up feminino completo com exames essenciais (laboratoriais e de imagem) para prevenção e acompanhamento da saúde da mulher, incluindo opções de exames Papanicolau, mamografia, ultrassonografias e laboratoriais.
Exames de sangue essenciais no check up feminino
Os exames de sangue formam a base de qualquer check up. Eles avaliam órgãos, metabolismo e marcadores inflamatórios com uma única coleta.
Hemograma completo
Avalia os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas. Detecta anemia, infecções, inflamações e alterações do sistema imunológico.
A anemia ferropriva é especialmente comum em mulheres em idade fértil, por causa da perda mensal de sangue na menstruação. O hemograma é o primeiro exame a identificar a queda de hemoglobina e orientar a investigação da causa.
Recomendado anualmente para mulheres adultas em geral, com maior atenção para gestantes e mulheres com menstruação intensa.
Glicemia de jejum e hemoglobina glicada
A glicemia de jejum avalia o açúcar no sangue após um período sem alimentação. A hemoglobina glicada, conhecida como HbA1c, mostra a média da glicose nos últimos dois a três meses e é mais precisa para rastreamento de diabetes e pré-diabetes.
O diabetes tipo 2 se desenvolve lentamente e sem sintomas por anos. Detectar a hiperglicemia na fase de pré-diabetes, quando a glicemia está entre 100 e 125 mg/dL em jejum, ainda permite reversão com mudanças no estilo de vida.
Recomendado anualmente para mulheres acima de 45 anos, ou antes disso para quem tem obesidade, histórico familiar de diabetes, síndrome do ovário policístico ou histórico de diabetes gestacional.
Colesterol total e frações
Avalia o colesterol total, o LDL, o HDL e os triglicerídeos. O colesterol elevado é um fator de risco silencioso para doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte entre mulheres no Brasil.
Mulheres têm proteção hormonal do estrogênio durante a fase reprodutiva, com HDL naturalmente mais alto. Após a menopausa, essa proteção diminui e o risco cardiovascular aumenta. Por isso, o monitoramento do colesterol se torna ainda mais importante nessa fase.
Recomendado a partir dos 20 anos, com frequência definida pelo médico conforme os valores encontrados e os fatores de risco presentes.
Função tireoidiana: TSH e T4 livre
A tireoide regula o metabolismo, o humor, o peso, a fertilidade e a qualidade do sono. O hipotireoidismo, que é a produção insuficiente dos hormônios tireoidianos, é muito mais comum em mulheres do que em homens e pode se instalar de forma gradual, com sintomas inespecíficos como cansaço, ganho de peso, queda de cabelo e sensação de frio constante.
O TSH é o exame de triagem mais sensível para avaliar a função tireoidiana. O T4 livre complementa a avaliação quando o TSH está alterado.
Recomendado a partir dos 35 anos com repetição a cada cinco anos, ou antes e com maior frequência para mulheres com sintomas, histórico familiar de doença tireoidiana ou doenças autoimunes.
Ferritina e ferro sérico
A ferritina é a proteína que armazena ferro no organismo. É possível ter ferritina baixa, indicando reservas depletadas, mesmo com hemoglobina ainda dentro do normal. Nesse estágio, a mulher já pode sentir cansaço e queda de cabelo sem que o hemograma mostre anemia instalada.
Especialmente relevante para mulheres com menstruação intensa, dieta vegetariana ou vegana e histórico de anemia ferropriva.
Vitamina D
A deficiência de vitamina D é extremamente prevalente no Brasil, mesmo sendo um país tropical. A vitamina D atua na saúde óssea, na imunidade e na regulação do humor. Níveis baixos estão associados a maior risco de osteoporose, depressão e doenças autoimunes.
Recomendado especialmente para mulheres acima de 50 anos, gestantes, mulheres com pouca exposição solar e pacientes com doenças que afetam a absorção intestinal.
Vitamina B12
Deficiência comum em mulheres que seguem dieta vegana ou vegetariana estrita, que usam metformina para controle de glicemia ou que têm doenças que comprometem a absorção intestinal. Causa anemia macrocítica e, em casos mais avançados, sintomas neurológicos.
Função renal: creatinina e ureia
Avaliam a capacidade dos rins de filtrar resíduos do sangue. Alterações renais também são silenciosas no início, especialmente em mulheres com diabetes e hipertensão.
Função hepática: TGO, TGP e gama GT
Avaliam o fígado. Alterações podem indicar esteatose hepática, hepatites ou efeito de medicamentos sobre o fígado. A esteatose, popularmente chamada de gordura no fígado, é cada vez mais prevalente e frequentemente descoberta em exames de rotina.
Exames ginecológicos e de rastreamento oncológico
Papanicolau
O Papanicolau, também chamado de colpocitologia oncótica, é o exame de rastreamento do câncer de colo do útero. Coleta células do colo do útero para identificar alterações causadas principalmente pelo vírus HPV.
O câncer de colo do útero é quase inteiramente prevenível quando o Papanicolau é feito regularmente. A maioria dos casos se desenvolve a partir de lesões pré-cancerosas que, quando detectadas cedo, têm tratamento simples e curativo.
Recomendado para mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram atividade sexual. A frequência padrão é anual nos dois primeiros anos consecutivos com resultado normal, e depois a cada três anos se os resultados continuarem normais. Em mulheres acima de 64 anos com histórico de exames normais, o rastreamento pode ser encerrado. Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo ginecologista.
Colposcopia
Exame que amplia a visualização do colo do útero para avaliar lesões identificadas no Papanicolau. Não faz parte do rastreamento de rotina em mulheres sem alterações, mas é solicitado quando o Papanicolau mostra células atípicas.
Mamografia
É o exame de rastreamento do câncer de mama mais eficaz disponível. Detecta nódulos e microcalcificações antes que sejam palpáveis, o que aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido.
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos. Sociedades médicas como a Febrasgo recomendam início aos 40 anos com periodicidade anual. Para mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau ou com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, o rastreamento começa mais cedo e com maior frequência.
A definição do início e da periodicidade deve ser feita com o médico, considerando o perfil de risco individual de cada mulher.
Ultrassonografia transvaginal
Avalia o útero, os ovários e as trompas. Detecta miomas, cistos ovarianos, pólipos endometriais e alterações na espessura do endométrio.
Não é um exame de rotina para todas as mulheres, mas é frequentemente solicitado para investigar irregularidades menstruais, dor pélvica, sangramento fora do período e dificuldade para engravidar. Em mulheres na pós-menopausa com sangramento, é exame prioritário.
Exame clínico das mamas
O exame das mamas feito pelo médico durante a consulta ginecológica complementa a mamografia. Permite identificar nódulos palpáveis, alterações na pele e secreções mamilares. Deve ser feito anualmente na consulta de rotina.
O autoexame das mamas, feito pela própria mulher, não substitui a mamografia nem o exame médico, mas ajuda a perceber alterações que devem ser relatadas ao médico.
Exames para saúde óssea
Densitometria óssea
Mede a densidade mineral dos ossos e identifica osteopenia e osteoporose antes que ocorra uma fratura. A osteoporose é muito mais comum em mulheres do que em homens, especialmente após a menopausa, quando a queda do estrogênio acelera a perda óssea.
Recomendada a partir dos 65 anos para mulheres sem fatores de risco. Para mulheres na pós-menopausa antes dos 65 anos com fatores de risco, como histórico familiar de fratura, baixo peso corporal, tabagismo ou uso prolongado de corticosteroides, o exame pode ser solicitado antes.
Exames cardiovasculares
Eletrocardiograma
Avalia o ritmo e a atividade elétrica do coração. Recomendado como parte do check up a partir dos 40 anos ou antes para mulheres com fatores de risco cardiovascular como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo.
Pressão arterial
A medida da pressão arterial deve ser feita em toda consulta médica. A hipertensão é assintomática na maioria dos casos e só é detectada pela aferição regular. Mulheres acima de 40 anos com histórico familiar de hipertensão merecem atenção especial.
Exames por faixa etária: resumo prático
Dos 20 aos 34 anos: hemograma, glicemia, colesterol, urina, Papanicolau anual, avaliação da tireoide se houver sintomas, ferritina se houver menstruação intensa ou dieta restritiva. Vacinação em dia, incluindo HPV se não tiver sido vacinada.
Dos 35 aos 49 anos: todos os anteriores com maior regularidade, incluindo TSH, função hepática e renal, vitamina D. Mamografia conforme orientação médica individualizada, ultrassonografia transvaginal se houver sintomas ginecológicos.
Dos 50 anos em diante: todos os anteriores, com adição obrigatória de mamografia, densitometria óssea, eletrocardiograma e monitoramento mais frequente de colesterol, glicemia e pressão arterial. Avaliação de reposição hormonal com o ginecologista, se indicada.
Aviso importante: este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a avaliação médica. A lista de exames do check up feminino deve ser definida pelo médico conforme a idade, o histórico de saúde, os fatores de risco e os sintomas de cada mulher. Cada caso é individual e a periodicidade dos exames pode variar. Marque seus exames e sua consulta com o médico com tranquilidade pela rede AmorSaúde.
Perguntas frequentes sobre exames necessários para check up feminino
Quais são os exames essenciais do check up feminino?
Os principais são hemograma, glicemia, colesterol, função tireoidiana, exame de urina, Papanicolau, vitamina D e avaliação da pressão arterial. A partir dos 40 anos, acrescentam-se mamografia, densitometria óssea e eletrocardiograma. A lista completa varia conforme a idade e os fatores de risco de cada mulher.
Com que frequência a mulher deve fazer check up?
A consulta ginecológica anual é o mínimo recomendado para todas as mulheres adultas. Os exames laboratoriais de rotina costumam ser solicitados anualmente ou a cada dois anos, dependendo do resultado anterior e do perfil de risco. Exames como o Papanicolau têm periodicidade própria definida pelo ginecologista.
A partir de que idade devo fazer mamografia?
As recomendações variam entre as diretrizes. O Ministério da Saúde indica a partir dos 50 anos para mulheres sem fatores de risco. Diversas sociedades médicas recomendam início aos 40 anos com periodicidade anual. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama podem precisar começar antes. Discuta com seu médico o momento mais adequado para o seu caso.
O Papanicolau detecta todos os tipos de câncer ginecológico?
Não. O Papanicolau rastreia especificamente o câncer de colo do útero e suas lesões precursoras. Não detecta câncer de ovário, de endométrio ou de mama. Cada tipo de câncer tem seu próprio método de rastreamento, e nenhum exame isolado cobre todos eles.
Mulher jovem sem histórico de doenças precisa fazer check up?
Sim. Muitas condições se desenvolvem silenciosamente na fase jovem, como hipotireoidismo, anemia, síndrome do ovário policístico e hipertensão. Além disso, o rastreamento do câncer de colo do útero começa aos 25 anos. Estabelecer valores basais em uma fase saudável facilita a comparação futura.
Quais exames são prioritários na menopausa?
Na menopausa, ganham importância a densitometria óssea para rastreamento de osteoporose, o perfil lipídico para avaliação do risco cardiovascular, a mamografia anual e a avaliação hormonal quando há sintomas intensos. A queda do estrogênio aumenta o risco de várias condições que precisam ser monitoradas com maior frequência.
A vitamina D precisa ser monitorada no check up feminino?
Sim, especialmente em mulheres acima de 50 anos, gestantes, mulheres com pouca exposição solar e pacientes com doenças que afetam a absorção de nutrientes. A deficiência de vitamina D é muito comum e impacta a saúde óssea, imunológica e emocional. A suplementação só deve ser feita com base no resultado do exame e sob orientação médica.
O check up feminino inclui exame para detectar câncer de ovário?
Não existe exame de rastreamento eficaz e validado para câncer de ovário em mulheres sem sintomas. A ultrassonografia transvaginal e o marcador CA-125 são usados para investigação quando há sintomas ou alto risco genético, mas não como rastreamento populacional de rotina. Mulheres com mutação BRCA devem ser acompanhadas por oncologista e ginecologista especializado.
Preciso fazer jejum para os exames do check up?
Depende do exame. Glicemia de jejum, colesterol e triglicerídeos exigem jejum de 8 a 12 horas. Hemograma, TSH, vitamina D e função renal geralmente não exigem jejum, embora alguns laboratórios recomendem. Confirme as orientações de preparo com o laboratório ou com o médico que solicitou os exames.
O plano de saúde cobre os exames do check up feminino?
A maioria dos planos de saúde cobre os exames de rotina previstos no rol da ANS, incluindo hemograma, Papanicolau, mamografia e densitometria óssea com as periodicidades regulamentadas. Exames adicionais ou fora da periodicidade padrão podem exigir autorização prévia. Verifique as coberturas do seu plano e converse com o médico sobre as opções disponíveis.
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