Levantar da cama, caminhar até a cozinha, sentar numa cadeira mais baixa. Tarefas simples do dia a dia podem se tornar desconfortáveis quando a dor no quadril aparece. E depois dos 60 anos, essa dor é mais comum do que se imagina.
O problema é que muita gente naturaliza esse desconforto como “coisa da idade” e deixa de investigar a causa. Só que identificar cedo o que está causando a dor é o que garante mais mobilidade, autonomia e qualidade de vida.
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Aqui você vai encontrar:
ToggleO que pode causar dor no quadril depois dos 60 anos?

- Artrose (osteoartrite): desgaste da cartilagem que reveste a articulação, muito comum com o avanço da idade. Costuma causar dor progressiva, rigidez matinal e dificuldade para caminhar.
- Bursite trocantérica: inflamação da bolsa que protege a articulação do quadril. Causa dor na lateral do quadril, que piora ao deitar do lado afetado.
- Tendinite: inflamação dos tendões ao redor da articulação, geralmente causada por sobrecarga ou movimentos repetitivos.
- Fraturas por osteoporose: ossos mais frágeis aumentam o risco de fraturas, mesmo após quedas leves. É uma das causas mais sérias e exige atendimento imediato.
- Dor irradiada da coluna: problemas na lombar, como hérnias ou compressão de nervos, podem causar dor que se manifesta no quadril.
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Quando a dor no quadril é motivo de alerta?
Nem toda dor no quadril exige corrida ao pronto-socorro, mas alguns sinais merecem atenção imediata:
- Dor súbita após uma queda, mesmo que pareça leve
- Incapacidade de apoiar o peso na perna ou de caminhar
- Inchaço visível na região do quadril
- Dor acompanhada de febre
- Piora progressiva mesmo em repouso
Como aponta a Sociedade Brasileira de Reumatologia, doenças articulares em idosos costumam evoluir de forma silenciosa, e o diagnóstico precoce é o que garante melhores resultados no tratamento e na preservação da mobilidade.
Como é feito o diagnóstico da dor no quadril?
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, incluindo o histórico de quedas, atividades do dia a dia e características da dor. A partir daí, o médico pode solicitar:
Vale lembrar que a diferença entre artrite e artrose confunde muita gente, mas o tratamento de cada uma é diferente. Por isso a investigação correta é essencial antes de qualquer conduta.
Como aliviar a dor no quadril no dia a dia
Enquanto a causa é investigada, alguns cuidados ajudam a reduzir o desconforto:
- Fisioterapia: fortalece a musculatura ao redor do quadril e melhora a mobilidade articular.
- Atividade física de baixo impacto: caminhadas leves, hidroginástica e exercícios de alongamento ajudam sem sobrecarregar a articulação.
- Controle do peso corporal: reduz a pressão sobre a articulação do quadril.
- Calçados adequados: com bom amortecimento, ajudam a diminuir o impacto a cada passo.
Compressas e analgésicos podem aliviar crises pontuais, mas não tratam a causa. O acompanhamento médico continua sendo indispensável.
Por que o check-up regular faz diferença
Muitos dos fatores que contribuem para a dor no quadril, como deficiência de vitamina D, alterações de cálcio e ácido úrico, não dão sintomas visíveis até que o problema já esteja instalado. É exatamente por isso que os exames de rotina fazem parte dos exames que todo idoso deve fazer regularmente.
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Perguntas frequentes
Dor no quadril depois dos 60 anos é sempre artrose?
Não necessariamente. A artrose é uma das causas mais comuns de dor no quadril na terceira idade, mas não é a única. Bursite, tendinite, fraturas por osteoporose e até problemas na coluna podem causar dor irradiada para a região. Só um médico, com exame físico e de imagem, pode confirmar a causa exata.
Quando a dor no quadril é motivo de alerta?
Procure atendimento médico se a dor surgir de forma súbita após uma queda, vier acompanhada de incapacidade de apoiar o peso na perna, inchaço visível, febre ou se piorar progressivamente mesmo em repouso. Esses sinais podem indicar fratura ou inflamação que exigem avaliação imediata.
Quais exames ajudam a investigar a dor no quadril?
O diagnóstico geralmente combina exame físico, raio-X ou ressonância magnética para avaliar a articulação, e exames laboratoriais como cálcio, vitamina D e ácido úrico, que ajudam a identificar fatores metabólicos associados à dor óssea e articular.
Como aliviar a dor no quadril no dia a dia?
Fisioterapia, atividade física de baixo impacto, controle do peso corporal e uso de calçados adequados ajudam a reduzir a sobrecarga na articulação. Compressas e analgésicos podem aliviar crises pontuais, mas não substituem a avaliação médica para tratar a causa.
O check-up de rotina ajuda a prevenir problemas no quadril?
Sim. Exames de rotina ajudam a identificar deficiências de vitamina D e cálcio, alterações de ácido úrico e outros fatores que contribuem para dores articulares antes que o quadro se agrave. O acompanhamento regular é uma das formas mais eficazes de preservar a mobilidade na terceira idade.
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