Os cuidados especiais com as crianças em tempos de coronavírus

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A pandemia do covid-19 tem deixado todos muito apreensivos nos últimos meses. Desde quando começou na China, no final do ano passado, até agora, a doença já fez milhares de vítimas pelo mundo. Muita gente ainda tem dúvidas sobre o assunto, como no caso da relação do novo coronavírus e as crianças.

Isso porque não se sabe exatamente como o organismo delas reage ao vírus. Sem contar a dificuldade de lidar com os pequenos em situação de confinamento e todas as formas de reduzir o contágio.

O fato é que a falta de informação é um dos grandes problemas, inclusive pela disseminação de fake news. Para ajudar você, neste post mostramos os cuidados com o coronavírus e as crianças e como abordá-las sobre o assunto. Continue lendo e veja como proteger seus filhos!

Existem casos de crianças com coronavírus?

Os cientistas ainda não descobriram os motivos, mas tudo indica que as crianças são as menos afetadas pela infecção do novo coronavírus. Elas podem contrair a doença, no entanto, apresentam sintomas menos graves ou até mesmo, podem ficar assintomáticas.

Na China, país em que tudo começou, em fevereiro, quando já haviam sido registrados mais de 75 mil casos de covid-19, apenas 2,4% deles eram de pessoas com menos de 18 anos. Destes, menos de 2,5% desenvolveram uma forma mais grave, em que há risco de vida. Os dados são de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dessa forma, as crianças ficam de fora do chamado grupo de risco, formado por idosos (acima dos 60 anos), pacientes com doenças crônicas (como hipertensão, diabetes, asma, entre outras) e que, por algum motivo, tenham a imunidade comprometida. Essas pessoas têm mais chances de desenvolver a forma mais grave da doença, levando a óbito.

Isso não quer dizer que as crianças não possam ser vulneráveis ao coronavírus. Foram registradas mortes pelo vírus, principalmente na China. Como se trata de uma infecção recente, não dá para prever como ela vai reagir e sofrer mutações nos próximos meses.  

De qualquer modo, mesmo que não sejam tão afetadas ainda, as crianças podem ser portadoras do coronavírus, transmitindo a doença. 

Quais as recomendações para proteger as crianças?

Diante de tudo isso, a Fundação das Nações Unidas para a Infância (Unicef), juntamente com a OMS, publicou uma série de recomendações para os cuidados com o coronavírus e as crianças. Entre as orientações, está o fechamento das escolas, medida já adotada na maioria dos lugares, inclusive no Brasil.

A Unicef recomendou que fossem adotados planos de continuidade dos estudos à distância, seja pelo envio de tarefas, seja pela transmissão de aulas online. Além disso, é necessário cuidar da higiene das crianças, com a lavagem das mãos constantemente e o uso de álcool em gel, medidas também indicadas para os adultos.

Mas a recomendação mais importante, e talvez a mais difícil, é de que os pequenos fiquem isolados em casa. Com a suspensão das aulas, muitos querem sair para brincar na rua ou em parques com os amigos, mas isso deve ser restringido. Assim, é fundamental conversar com as crianças, explicando sobre o funcionamento do vírus e a importância de se ficar em isolamento em casa.

Quando procurar um hospital?

Até agora, o coronavírus tem manifestado menos sintomas nas crianças. Elas respondem por um baixo percentual de internações, sendo que a maioria das internadas tinham algum problema pré-existente, como asma e outros problemas respiratórios.

Por isso, o ideal é que os pais prestem muita atenção aos sintomas, principalmente tosse seca, febre alta e dificuldade para respirar. As crianças também podem desenvolver sintomas gastrointestinais. 

É bom ter cuidado para não confundir com sinais de outras doenças, como gripes e resfriados e procurar um posto de saúde se necessário. O ideal é não levar em um pronto socorro ou serviço de emergência para evitar o contato com outras pessoas.

Como falar com a criança sobre o coronavírus?

Em um momento tão difícil para o mundo inteiro, é natural que muitos pais queiram proteger seus filhos, escondendo informações a respeito da situação. Mas essa não é uma maneira muito saudável de lidar com o problema. Pelo contrário, o melhor é tentar conversar com as crianças sobre o assunto.

A própria OMS divulgou uma nota com algumas considerações relativos à saúde mental e psicossocial das pessoas em isolamento. A organização incluiu a forma como falar sobre o coronavírus com as crianças. Veja os principais apontamentos a seguir.

Converse sobre os sentimentos

A OMS recomenda que os pais falem com os filhos e deixem eles expressarem seus sentimentos em relação a doença, como medo, tristeza e incerteza. Isso pode ser feito de forma lúdica, como em desenhos e brincadeiras, para que as crianças possam falar sem se sentirem mal. 

Mantenha o convívio familiar

O ideal, segundo a OMS, é que as crianças sejam mantidas em casa, junto com os pais, ao menos que isso não seja seguro. Caso o isolamento seja necessário, é importante tentar manter o contato por telefone, redes sociais ou outros meios, pelo menos duas vezes ao dia.

Preserve a rotina

Pode ser muito difícil durante o isolamento, mas o melhor é tentar manter uma rotina semelhante, dando constância à vida da criança. Dessa forma, no horário da escola, por exemplo, podem ser feitas atividades de aprendizagem. Além disso, os horários de dormir e se alimentar devem ser mantidos.

Tire todas as dúvidas

Falamos sobre a importância de orientar as crianças nessa fase e isso deve ser feito constantemente. É normal que eles tenham muitas dúvidas e queiram se manter informados como a maioria das pessoas. Ou seja, tente responder ao máximo os questionamentos em uma linguagem em que elas possam entender. Explique todos os fatos e, principalmente, os cuidados que devem ser tomados neste período.

Enfim, é provável que essa pandemia se estenda por mais um tempo. Por isso, é fundamental ter muito cuidado, principalmente com o coronavírus e as crianças, os idosos, os portadores de doenças crônicas e pessoas com a imunidade prejudicada. Fique atento aos sintomas e procure um posto de saúde se necessário. De qualquer forma, é fundamental manter o equilíbrio psicológico e emocional e lembre-se: fique em casa!

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