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Tipo Sanguíneo

Tipo Sanguíneo: o que é, como descobrir e por que importa

Tipo sanguíneo é a classificação do sangue baseada em proteínas presentes na superfície das hemácias. 

Existem quatro tipos principais: A, B, AB e O, combinados com o fator Rh (positivo ou negativo), totalizando oito variações possíveis.

Conheça essas variações e as particularidades de cada uma:

Tipo Sanguíneo

Para que serve saber seu tipo sanguíneo?

Conhecer seu tipo sanguíneo pode salvar sua vida em emergências. Transfusões incompatíveis causam reações graves que destroem hemácias, provocam insuficiência renal e podem matar em minutos. Em acidentes graves, saber o tipo acelera atendimento.

Gestantes precisam dessa informação. Mulheres Rh negativo grávidas de bebês Rh positivo podem desenvolver anticorpos que atacam o feto em gestações futuras. Injeção de imunoglobulina durante gravidez previne essa complicação.

Transplantes de órgãos exigem compatibilidade sanguínea. Rim, fígado e coração só funcionam se doador e receptor tiverem tipos compatíveis.  A lista de espera prioriza matches perfeitos.

Cirurgias eletivas pedem tipagem prévia. Se houver sangramento inesperado, o banco de sangue já tem bolsas compatíveis separadas, sem perder tempo com testes de emergência.

Como descobrir seu tipo sanguíneo?

O exame de tipagem sanguínea é simples e rápido. Nele, coleta-se uma pequena amostra de sangue venoso, mistura-se com reagentes específicos e observa-se se há aglutinação. 

O resultado sai em minutos e qualquer laboratório faz o exame. O resultado é válido para vida toda, pois tipo sanguíneo não muda.

O custo varia entre R$ 15 e R$ 50. Não precisa de pedido médico nem jejum. 

Doação de sangue também revela seu tipo. Hemocentros fazem tipagem completa de toda bolsa coletada. Você doa, ajuda quem precisa e descobre seu tipo gratuitamente.

Teste de farmácia existe, mas tem margem de erro. Se precisar da informação para fins médicos, refaça em laboratório certificado.

Carteira de vacinação infantil às vezes registra o tipo. Maternidades fazem tipagem do bebê logo após o nascimento para detectar incompatibilidade Rh.

Tipos Sanguíneos

Tipo O

Tipo mais comum no Brasil, presente em 47% da população. O negativo é doador universal: pode doar para qualquer tipo em emergências. O positivo doa para todos os tipos positivos.

Quem tem tipo O só recebe sangue O. Por isso hemocentros vivem em falta desse tipo, já que demanda é alta e compatibilidade restrita para quem recebe.

Tipo A

Segundo mais comum, presente em 42% dos brasileiros. A positivo recebe de A+, A-, O+ e O-. A negativo só recebe de A- e O-.

Pessoas tipo A podem doar para A e AB. Demanda por esse tipo é constante em bancos de sangue.

Tipo B

Menos comum, presente em 9% da população. B positivo recebe de B+, B-, O+ e O-. B negativo recebe apenas de B- e O-.

Tipo B doa para B e AB. É um dos tipos que hemocentros têm mais dificuldade de manter estoque.

Tipo AB

Tipo mais raro, apenas 2% dos brasileiros. AB positivo é receptor universal: recebe de todos os tipos. AB negativo recebe de todos os negativos.

Quem tem AB só pode doar para AB. Apesar de raro, esse tipo tem demanda baixa justamente pela pouca quantidade de receptores.

Compatibilidade de tipos sanguíneos – Doação e Recepção

O-

  • Pode doar para: todos os tipos sanguíneos
  • Pode receber de: apenas O-

O+

  • Pode doar para: O+, A+, B+, AB+
  • Pode receber de: O-, O+

A-

  • Pode doar para: A-, A+, AB-, AB+
  • Pode receber de: O-, A-

A+

  • Pode doar para: A+, AB+
  • Pode receber de: O-, O+, A-, A+

B-

  • Pode doar para: B-, B+, AB-, AB+
  • Pode receber de: O-, B-

B+

  • Pode doar para: B+, AB+
  • Pode receber de: O-, O+, B-, B+

AB-

  • Pode doar para: AB-, AB+
  • Pode receber de: O-, A-, B-, AB-

AB+

  • Pode doar para: apenas AB+
  • Pode receber de: todos os tipos sanguíneos

Mitos sobre tipo sanguíneo

Mitos sobre tipo sanguíneo

Mito: tipo sanguíneo determina personalidade. 

Verdade: não há evidência científica dessa relação. Crença popular principalmente no Japão, sem base biológica comprovada.

Mito: dieta do tipo sanguíneo funciona. 

Verdade: estudos mostram que tipo sanguíneo não influencia digestão ou metabolismo. Perda de peso acontece pela restrição calórica, não pelo tipo de sangue.

Mito: tipo O é mais saudável. 

Verdade: cada tipo tem vantagens e desvantagens. Tipo O tem menos risco de trombose, mas mais úlcera gástrica. Tipo A tem mais risco cardiovascular.

Mito: mosquitos preferem determinado tipo sanguíneo. 

Verdade: estudos indicam leve preferência por tipo O, mas fatores como CO2 exalado, temperatura corporal e odor da pele influenciam muito mais.

Mito: tipo sanguíneo pode mudar. 

Verdade: tipo é determinado geneticamente e permanece o mesmo a vida toda. Única exceção são transplantes de medula óssea, que mudam tipo sanguíneo do receptor para o do doador.

Doenças relacionadas ao tipo sanguíneo

Tipo A tem 20% mais risco de câncer gástrico. Relação está ligada a receptores celulares que facilitam infecção por H. pylori, bactéria causadora de úlcera e câncer.

O tipo O tem menor risco de trombose e infarto. Fator von Willebrand, proteína de coagulação, está em níveis mais baixos nesse tipo, o que protege contra coágulos.

Já o tipo AB tem maior risco de AVC. Estudos mostram 26% mais chance comparado ao tipo O. O mecanismo exato ainda é investigado.

Malária grave afeta menos pessoas tipo O. O parasita Plasmodium falciparum tem dificuldade de aderir a hemácias tipo O, resultando em infecções mais leves.

Úlcera gástrica é mais comum em tipo O. Ausência de antígenos A ou B facilita colonização por H. pylori na mucosa gástrica.

Doação de sangue: como seu tipo ajuda?

Hemocentros sempre precisam do tipo O negativo, uma vez que é usado em emergências quando não há tempo para tipagem. Uma única bolsa salva até quatro vidas quando separada em componentes.

Plaquetas tipo AB são as mais procuradas. Sendo receptor universal de plaquetas pode receber de qualquer tipo, então é reservado para casos específicos.

O plasma tipo AB é ouro em bancos de sangue. É o doador universal de plasma, usado em queimaduras graves, hemofílicos e pacientes com coagulopatias.

Doar sangue raramente prejudica o doador. O organismo repõe volume em 24 horas e hemácias em 4-6 semanas. Homens doam até 4 vezes por ano, mulheres 3 vezes.

Quem recebeu transfusão deve esperar 1 ano para doar. Esse período garante que possíveis infecções transmitidas por sangue já terão se manifestado.

Avanços científicos em tipagem sanguínea

Sangue artificial ainda está em testes. Hemoglobina modificada ou perfluorocarbonos carregam oxigênio temporariamente, mas não substituem todas as funções do sangue.

Enzimas capazes de converter tipo A e B em tipo O foram descobertas. Em fase experimental, permitiriam aumentar drasticamente o estoque de sangue universal.

A tipagem por DNA está se tornando padrão. Mais precisa que métodos tradicionais, identifica subtipos raros importantes para transfusões complexas.

O cultivo de hemácias em laboratório já é possível. Células-tronco podem gerar hemácias tipo O negativo em quantidade ilimitada, mas custo ainda inviabiliza uso em larga escala.

Testes rápidos point-of-care permitem tipagem em 2 minutos. Usados em zonas de guerra, ambulâncias e regiões remotas onde laboratórios são inacessíveis.

Quando procurar atendimento médico?

A reação transfusional causa febre, calafrios, dor lombar e urina escura. Se acontecer durante ou até 24 horas após a transfusão, volte ao hospital imediatamente, isso pode indicar incompatibilidade grave.

Gestante Rh negativo que sangrar deve procurar emergência mesmo sem dor. Qualquer sangramento pode sensibilizar contra bebê Rh positivo.

Icterícia (pele e olhos amarelados) em recém-nascido precisa de avaliação urgente. Pode ser incompatibilidade ABO ou Rh causando destruição de hemácias.

Anemia persistente sem explicação justifica investigação de compatibilidade sanguínea. Alguns distúrbios raros envolvem anticorpos contra as próprias hemácias.

Perguntas Frequentes sobre Tipo Sanguíneo

Perguntas Frequentes sobre Tipo Sanguíneo

Quem é O+ pode ter filho A+? 

Sim, se o outro genitor for A+, A-, AB+ ou AB-. O filho herda o gene A do outro pai/mãe e o gene O (recessivo) do genitor O+.

Quem tem sangue O+ pode ter filho B+? 

Não. Para ter filho tipo B, pelo menos um dos pais precisa ter gene B (ser tipo B ou AB). Dois pais tipo O só podem gerar filhos tipo O.

De quem o filho herda o tipo de sangue? 

Dos dois pais. Cada genitor passa um gene (A, B ou O), e a combinação determina o tipo do filho. O fator Rh também segue essa regra de herança genética.

Quais tipos de sangue não podem ter filhos juntos? 

Todos os tipos podem ter filhos juntos biologicamente. O único cuidado é quando mãe é Rh negativo e pai Rh positivo, situação que exige acompanhamento médico preventivo durante a gestação.

Qual o tipo sanguíneo que dá problema na gravidez?

Mãe Rh negativo com bebê Rh positivo. A mãe pode desenvolver anticorpos que atacam o feto em gestações futuras, mas a injeção de imunoglobulina anti-D previne essa complicação.

Como saber se o sangue do casal é compatível para ter filhos? 

Todo sangue é compatível para gerar filhos. Se a mãe for Rh negativo, faça exame de tipagem do parceiro no pré-natal para protocolo preventivo caso ele seja Rh positivo.

Qual o tipo sanguíneo mais raro? 

AB negativo, presente em menos de 1% da população brasileira. Hemocentros têm dificuldade em manter estoque desse tipo.

Qual tipo sanguíneo pode doar para todos? 

O negativo. Em emergências, pode ser transfundido para qualquer pessoa. Por isso hemocentros sempre precisam desse tipo.

Posso doar sangue para mim mesmo antes de cirurgia? 

Sim, chama-se autotransfusão. Você doa semanas antes do procedimento e o sangue fica armazenado para uso durante a cirurgia.

Casal com tipos diferentes pode ter problemas para ter filhos? 

Apenas se mãe for Rh negativo e pai Rh positivo. Incompatibilidade ABO não afeta fertilidade nem saúde dos bebês.

Quanto tempo demora o exame de tipagem sanguínea? 

Resultado sai em minutos no teste rápido. Laboratórios entregam laudo em 24-48 horas. Exame não exige jejum nem preparo especial.

Tipo sanguíneo aparece em documentos? 

Não é obrigatório no Brasil. Alguns estados colocam em carteira de motorista mediante solicitação, mas a maioria dos documentos não registra essa informação.

Como saber tipo sanguíneo pelo cpf?

Não é possível saber o tipo sanguíneo pelo CPF. Não há nenhuma relação entre esses dois dados, o CPF é apenas um número de identificação fiscal e não contém nenhuma informação médica ou biológica.

Por que os hemocentros sempre pedem doação de tipo O? 

Porque é o mais usado em emergências e tem alta demanda. 47% da população precisa receber tipo O, mas quem tem O só pode receber O.

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