Quais são os principais tipos de câncer de mama?

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A todo momento, existem células se multiplicando no organismo. O processo de divisão celular é muito bem controlado por diversos mecanismos, capazes de detectar e até mesmo corrigir eventuais falhas. Contudo, as desordens na proliferação podem resultar em tumores, sejam eles benignos, sejam eles malignos.

Um dos cânceres mais comuns, que apresenta a maior taxa de mortalidade em mulheres, é o de mama. Vale ressaltar que existem diversos tipos de câncer de mama — cada um acomete regiões específicas e envolve abordagens distintas.

Que tal conhecer um pouco mais sobre o assunto? Continue a leitura e entenda melhor esse tema tão importante!

Entenda algumas características das mamas

Para entender melhor sobre as especificidades de cada tipo de câncer de mama, comentaremos brevemente sobre o aspecto comum da mama. De maneira geral, ela consiste em uma glândula exócrina, ou seja, uma estrutura que produz e libera secreções.

Essa glândula é composta por ácinos e ductos. Os ácinos são dilatações revestidas por células que produzem a secreção em si. Já os ductos são canais que levam o que é produzido para o seu destino. Além disso, a fim de facilitar a expulsão do conteúdo, existem as chamadas células mioepiteliais. Seu objetivo é contrair e, dessa forma, possibilitar a saída do líquido.

Conheça os principais tipos histológicos

As diferenças entre cada tipo estão muito associadas com o tecido mamário que será acometido. Continue a leitura e entenda melhor as diferenças!

Carcinoma Ductal Invasivo

O carcinoma ductal invasivo, como o próprio nome sugere, acomete os ductos. Ele é um dos tipos mais comuns e apresenta elevada taxa de letalidade. Seu mecanismo consiste na elevada produção de tecido conjuntivo, ou seja, de tecido de sustentação. Isso acontece a partir das células cancerosas, as quais modificam outros tipos celulares para o aumento da produção.

Com o novo tecido formado, é possível observar cordões de células muito sólidos, capazes de infiltrar difusamente toda a mama. O diagnóstico é feito, basicamente, por meio de duas maneiras: punção ou biópsia.

No primeiro caso, também é conhecido como diagnóstico citológico. A análise tem como base o aspecto das células, observando características morfológicas que sugerem alterações cancerosas.

Já o diagnóstico por biópsia possibilita uma análise histopatológica. O termo “histo” indica que as células não serão analisadas individualmente, mas sim em conjunto. O aspecto encontrado deve corresponder com características patológicas de câncer para confirmação da suspeita.

Caso confirmado o carcinoma ductal invasivo, o tratamento pode ser feito pela retirada de mama ou com medicamentos, o que depende de cada caso. Os procedimentos de retirada podem envolver apenas parte da mama (setorectomia) ou ela por inteiro (mastectomia). Na cirurgia, é importante avaliar o grau de acometimento, ou seja, se houve metástase para outras partes do corpo.

Já o tratamento medicamentoso requer alguns pré-requisitos. O primeiro deles é avaliar se existem receptores para um hormônio chamado estrógeno, que alimenta o tumor. Caso existam, basta utilizar uma terapia que os bloqueiam.

Além disso, há também o chamado receptor HER-2, que aumenta muito a proliferação das células malignas. Da mesma forma como é possível bloquear os receptores de estrógeno, também é possível inibir HER-2. Porém, neste caso, a cura não é possível, mas apenas o aumento da sobrevida.

Carcinoma Ductal In Situ

O carcinoma ductal in situ representa o precursor do carcinoma ductal invasor, abordado acima. Porém, neste caso, ainda não houve a invasão das células, ou seja, ainda não ultrapassaram a membrana basal.

Ao contrário do caso anterior, aqui não há detecção por meio da palpação, justamente por ainda não ter sido formado aquele tecido conjuntivo de consistência mais dura. Sendo assim, a mamografia é decisiva na prevenção, pois consegue identificar microcalcificações características.

Dentro do carcinoma ductal in situ, ainda são observados dois tipos: de padrão cribiforme e a comedonecrose. No primeiro deles, aparecem glândulas dentro de glândulas e, de acordo com o grau, o tratamento pode ser cirúrgico.

Nos casos de comedonecrose, a multiplicação celular é muito rápida, tanto que o organismo não consegue acompanhar a evolução do tumor, ou seja, não chega sangue suficiente em todas as partes e isso ocasiona uma necrose.

Carcinoma Lobular Invasivo

O carcinoma lobular invasivo não é observado em ductos, mas sim nos lóbulos, que representa o conjunto de ácinos. Ao contrário do padrão anterior, não há agregação de células nesse quadro. Por esse motivo, também é chamado de carcinoma de células isoladas, embora continue havendo a produção de tecido conjuntivo.

A metástase costuma ocorrer em locais distantes à mama, como estômago, meninges e pode chegar até aos ovários.

Carcinoma Lobular In Situ

Por fim, dentre os tipos mais comuns, o carcinoma lobular in situ pode ser considerado o de abordagem menos prejudicial, pois pouco evolui para o tipo invasor e é retirado cirurgicamente, requerendo apenas acompanhamento posterior.

Saiba quais são os tipos raros

Agora que você conhece os principais tipos histológicos, falaremos sobre os mais raros. Veja!

Carcinoma inflamatório

O carcinoma inflamatório é mais agressivo do que aqueles já comentados. Embora não apresente nódulos, são facilmente percebidas alterações na pele. Seu aspecto é chamado de “casca de laranja” devido à textura, além de a mama se tornar mais avermelhada e ter o volume aumentado.

Doença de Paget

Lembra quando comentamos sobre a estrutura da mama? Assim como os ácinos e ductos, existem estruturas próximas ao mamilo que são chamadas de ductos galactóforos. São eles que a doença de Paget ataca, podendo ser considera como uma evolução do carcinoma ductal. Os sintomas são:

  • vermelhidão;
  • dor;
  • sensibilidade;
  • coceira.

Descubra como prevenir a doença

A prevenção do câncer de mama é feita, principalmente, por meio da mamografia. A principal recomendação é que o exame seja realizado em mulheres a partir de 40 anos e repetido anualmente até os 74. Além disso, é importante realizar o exame das mamas anualmente a partir dos 35 anos, bem como manter o hábito de fazer o autoexame.

Campanhas como o Outubro Rosa são fundamentais para levantar a discussão sobre o tema e auxiliar no rastreamento de uma doença tão prevalente em todo o mundo. Porém, mantenha sempre o autocuidado e o acompanhamento médico, pois quanto mais precoce é o diagnóstico, maior é a chance de sobrevida.

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