PSA: a importância do exame para o diagnóstico do câncer de próstata

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Quando o assunto é saúde do homem, é preciso falar sobre PSA: exame recomendado no rastreamento do câncer de próstata, de suma importância no diagnóstico precoce da doença, o que aumenta bastante as chances de cura. Portanto, é extremamente importante entender o que é esse exame, como ele é realizado e quais são as suas indicações.

Pensando na relevância do assunto, elaboramos este artigo para solucionar as suas dúvidas sobre esse procedimento. Continue a leitura e saiba mais!

O que é PSA?

A sigla, em inglês, é a abreviação para “Prostate-Specific Antigens”e, traduzida para o português, corresponde a “Antígenos Prostáticos Específicos”. O exame consiste na medição das taxas dessas moléculas no sangue e é recomendado principalmente para o rastreamento do câncer de próstata.

O antígeno é uma proteína produzida pelas células prostáticas e tem a função de tornar o sêmen ejaculado mais líquido. Assim, grande parte do PSA vai para o sêmen, no entanto, pode haver um pequeno refluxo da substância para o sangue.

Qualquer alteração nos níveis de PSA no sangue indica uma lesão na parede da célula prostática, levando a esse escape maior para o sangue. Trata-se de um importante marcador tanto para o câncer quanto para outras doenças e lesões da próstata, como prostatite, infecção urinária e hiperplasia benigna da próstata.

Como o exame é realizado

A verificação dos níveis de PSA se dá pelo exame de sangue, que deve ser colhido após jejum de 4 horas. Podem ser realizadas duas medições, de acordo com o pedido médico: PSA total (quantidade total de PSA no sangue) e PSA livre (quantidade de moléculas de PSA circulando soltas no sangue).

Apesar de ser um exame de sangue comum, o exame PSA requer alguns cuidados específicos:

  • não ejacular por 48 horas antes da coleta;
  • não praticar exercícios como andar de bicicleta ou a cavalo;
  • não fazer sexo anal antes do exame;
  • não ter se submetido ao toque retal, sondagem uretral ou ultrassonografia transretal;
  • não ter realizado biópsia de próstata por, pelo menos, 30 dias antes da coleta.

Periodicidade

Considerando a sua principal indicação, ou seja, detecção e acompanhamento do câncer de próstata, a periodicidade é definida de acordo com o resultado do valor do PSA.

A Sociedade Americana de Câncer (ACS) recomenda a repetição do exame a cada dois anos para homens com PSA menor que 2,5 ng/ml e uma vez por ano quando o nível de PSA é maior de 2,5 ng/ml.

Quem precisa fazer o PSA?

Ainda que o PSA seja importante no diagnóstico e acompanhamento do câncer de próstata, nem sempre é necessário submeter o paciente a esse exame, pois muitos outros fatores podem gerar o aumento dos níveis de PSA, como inflamação (prostatite) ou aumento da próstata (hiperplasia), atividade sexual recente e até mesmo a prática, por algumas horas, de atividades como o ciclismo.

Apesar do exame em si não ter nenhum efeito colateral, os desdobramentos de um resultado alterado incluem biópsia, que é um procedimento invasivo e apresenta alguns riscos. Mas, então, como saber quando é indicado realizar esse exame?

O exame deve ser feito quando houver alguma suspeita, seja pela apresentação de algum dos sintomas (dificuldade de urinar, aumento da frequência urinária, diminuição da força do jato, entre outros), seja pela presença de fatores de risco (genética familiar, hábitos alimentares etc.).

Como exame de rotina, é recomendado apenas em alguns casos. Por exemplo:

  • homens a partir dos 40 anos com parentes próximos (mais de um) que tenham sido diagnosticados com a doença antes dos 65 anos de idade;
  • após os 45 anos, se houver pelo menos um parente de 1º grau que teve câncer de próstata antes dos 65 anos;
  • homens com mais de 50 anos que apresentam risco médio de ter a doença, de acordo com seus hábitos e histórico familiar.

Quais são os valores de referência?

Os valores normais para o PSA total variam conforme a idade, hábitos, etnia e até mesmo o laboratório onde foi realizado. Entretanto, de modo geral, temos:

  • 40 aos 49 anos: até 2,5 ng/ml
  • 50 aos 59 anos: até 3,5 ng/ml
  • 60 aos 69 anos: até 4,5 ng/ml
  • acima dos 70 anos: até 6,5 ng/ml

Qualquer valor acima dos indicados é considerado anormal, mas não significa, necessariamente, um diagnóstico. Em geral, quanto mais alto for o resultado, maiores são as chances de identificar um câncer de próstata, chegando a 50% quando o valor supera os 10 ng/ml. No entanto, a relação entre o resultado do exame e o diagnóstico é um pouco mais complexa, como explicaremos a seguir.

Qual é a relação entre PSA e o diagnóstico de câncer de próstata?

É preciso frisar que o PSA não é um marcador específico para o câncer de próstata e, portanto, seu resultado isolado não conclui qualquer diagnóstico. Normalmente, quando o resultado está entre 2,0 e 10,0 ng/ml, independentemente da idade do paciente, o médico solicita a dosagem de PSA livre. 

Isso porque a relação entre o PSA livre e o PSA total é fundamental para a detecção do câncer. Quando é superior a 20%, indica que a alteração é benigna. Já um valor menor do que esse limite é indicativo de câncer, sendo recomendada a biópsia.

Da mesma maneira, níveis normais de PSA não excluem a possibilidade da doença. Assim, o exame PSA é apenas um dos parâmetros utilizados na pesquisa de câncer de próstata, geralmente associado a outros, como a avaliação da consistência do órgão pelo toque retal.

Como vimos, o PSA é indicado de acordo com cada caso. Entretanto, quando indicado, é essencial para auxiliar os médicos na confirmação ou não de suspeitas acerca do câncer de próstata.

Valores alterados e aumento de valor significativo de um ano para o outro, junto com o endurecimento da glândula, por exemplo, são fortes indícios, especialmente em pacientes com histórico familiar.

Além disso, o exame PSA é utilizado como recurso para acompanhamento de tumores já identificados, uma vez que a doença pode ser assintomática e não representar riscos em alguns casos, tendo evolução muito lenta.

PSA: entenda os números que envolvem o exame

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