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Afinal, por que tomar vacinas? Entenda agora!

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O Brasil sempre foi uma referência mundial em termos de vacinação em massa. Afinal, tomar vacina previne o surgimento de doenças infecciosas que se espalham rapidamente pela população, causando o colapso no sistema de saúde.

O SUS — Sistema Único de Saúde — é o maior responsável por esse título. Por meio dele, é garantido a todos, gratuitamente, acesso aos imunizantes recomendados pela OMS — Organização Mundial de Saúde.

A primeira campanha de vacinação no Brasil aconteceu há mais de 100 anos, comandada pelo mico e sanitarista Oswaldo Cruz. Nesse período, um surto de varíola devastava boa parte da população. Em 1973, foi criado o Programa Nacional de Imunização (PNI), com o objetivo de promover a inclusão social. Logo, as vacinas desse programa estão disponíveis a todos os cidadãos nos postos de saúde.

Os estudos relacionados à proteção coletiva contra vírus e bactérias representam um avanço da ciência, pois induzem a imunidade, de uma forma que não adoecemos. Acompanhe a leitura e entenda como isso acontece e qual é sua importância em nossas vidas!

Como funcionam as vacinas?

Os vírus e as bactérias, quando entram em contato com o organismo celular humano, provocam uma resposta única no sistema imunitário. Isso gera os sintomas da doença, que são nossas células entrando no modo de defesa.

A vacina estimula essa mesma resposta, mas sem causar a doença, criando em nosso corpo uma espécie de memória viral ou bacteriana. Isso acontece porque, em grande maioria, elas apresentam uma carga enfraquecida ou inativada (morta) dos causadores da doença. Na ciência, isso é denominado antígeno.

Dessa forma, quando a recebemos, o sistema imunitário reconhece o antígeno como um corpo estranho e começa a produzir células de defesa, as quais chamamos de anticorpos. Tratam-se de proteínas capazes de derrotar o vírus ou a bactéria.

A memória causada pela vacina permite que, mesmo que entremos em contato direto com a doença, nosso corpo seja capaz de recordar e produzir os anticorpos necessários para o combate, nos protegendo dos invasores. Essa imunidade pode durar por anos.

Atualmente, encontramos uma variedade de tipos de vacina, todas elas com o objetivo da imunização. Observe:

  • inativada: usa o vírus ou a bactéria inativada;
  • com subunidades: contém partes do vírus ou bactérias;
  • atenuada: apresenta o vírus ou bactéria enfraquecida;
  • com toxoides: contém a toxina enfraquecida da bactéria.

Portanto, elas não oferecem perigo à população, pois induzem o próprio corpo a produzir anticorpos contra um agente infeccioso.

Como são produzidas as vacinas?

Todo o processo de produção começa pela escolha dos componentes virais ou bacterianos que a integrarão. Feito isso, começam os testes para investigar a qualidade e a eficácia do antígeno, por meio de fases. Acompanhe:

  • fase pré-clínica: testes em animais, processo que demora, aproximadamente, um ano;
  • fase clínica: testes em humanos em tempos variados:
  • fase 1: avalia as reações e possíveis efeitos colaterais;
  • fase 2: avalia a capacidade de produzir os anticorpos, dessa forma, atesta a capacidade de imunização;
  • fase 3: vacinação em milhares de pessoas para comprovar a eficácia;
  • fase pós-produção: regulamentação e distribuição em massa.

Quais as doenças prevenidas por meio de vacina?

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As campanhas de vacinação são essenciais para a erradicação de doenças infecciosas. Atualmente, o SUS oferece 19 vacinas para mais de 20 doenças. Ainda, o sistema de saúde já aplicou mais de 300 milhões de doses, desde o início das campanhas, ainda no século XX. Dentre as principais, podemos citar:

  • crianças: tríplice viral, poliomielite, febre amarela, BCG, hepatite B, tetravalente;
  • adolescentes: dupla viral (sarampo e rubéola), dupla adulto (difteria e tétano), febre amarela e hepatite B;
  • mulheres e homens adultos: dupla adulto, dupla viral e febre amarela;
  • idosos: dupla adulto (difteria e tétano), vacina da gripe (influenza), pneumonia (pneumococo).

Conheça as características de algumas doenças prevenidas pela vacinação

  • Sarampo: provoca febre, tosse, manchas vermelhas na pele e coriza. Trata-se de uma doença contagiosa, transmitida por meio das gotículas geradas pela fala, tosse e espirro. Ela facilita o aparecimento da pneumonia e diarreias e, geralmente, as crianças são as mais afetadas;
  • poliomielite: essa doença causa a paralisia das pernas. Trata-se de um vírus contagioso. A transmissão acontece pelo contato com pessoas ou por meio das fezes, água e alimentos contaminados;
  • hepatite B: provocada por um vírus, ela é caracterizada pela sua gravidade, que pode levar a pessoa a uma doença crônica no fígado. Alguns sintomas, como mal-estar, febre e cor da pele amarelada, são indicativos dessa doença;
  • caxumba: é uma doença viral e os principais sintomas são febre e aumento de volume das glândulas responsáveis pela produção de saliva na boca. O maior perigo é a caxumba causar inflamação dos testículos dos homens e nos ovários das mulheres adultas. É transmitida pelas gotículas da tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas;
  • SARS-CoV-2: doença provocada por vírus altamente contagioso, alguns dos seus sintomas mais leves são febre, tosse seca e cansaço. Muitas vezes, causa pneumonia e outros problemas graves, levando o enfermo à morte. O cenário pandêmico da Covid-19 gerou uma corrida global pela vacina.

Qual a importância de manter os cartões de vacina em dia?

O SUS oferece um calendário de vacinação eficaz para todas as faixas etárias. Segui-lo previne a disseminação de doenças por toda a comunidade. Essa prática salva vidas, protege famílias e amigos, controla os sintomas de doenças crônicas, evita a resistência a antibióticos e poupa dinheiro.

Portanto, não são só as crianças precisam se vacinar, é importante que os adultos também mantenham a imunização em dia, para evitar o retorno de doenças já erradicadas. Ao se vacinar, você promove a sua saúde e a de todos ao seu redor, afinal, algumas dessas doenças já vitimaram populações em outros tempos.

A prevenção é melhor que o tratamento, e manter a carteira de vacinação em dia garante um sistema imunológico fortalecido de forma individual e coletiva, já que o vírus ou a bactéria perde força em uma comunidade vacinada. O SUS oferece a gratuidade desses antígenos porque tomar vacina mantém a população saudável, gerando um melhor custo-benefício, em termos de gastos públicos.

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