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Por que o cuidado saúde mental tem se tornado cada vez mais importante?

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Aproximadamente 300 milhões de pessoas apresentam transtorno depressivo. Essa é a estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) a respeito de uma das condições mais prevalentes do mundo. Diante de tamanho impacto, temos uma certeza: precisamos falar sobre saúde mental — especialmente quando chega o Setembro Amarelo.

O dado apresentado retrata apenas uma das doenças que requerem uma abordagem multiprofissional rumo às melhores condições de vida. Contudo, o que se observa nos países é um investimento insuficiente para isso. Com tantas pessoas acometidas e tão poucos recursos direcionados, o que poderia ser a solução para a saúde mental?

Sem dúvidas, o primeiro passo é quebrar o estigma e falar sobre o assunto. Continue a leitura deste post e entenda mais sobre a importância dos cuidados com a saúde mental, tão abordada no chamado Setembro Amarelo. Boa leitura!

Qual é o conceito de saúde mental?

Ainda segundo a OMS, aproximadamente 400 milhões de pessoas no mundo apresentam condições associadas à saúde mental. Antes de tudo, gostaríamos de esclarecer um pouco mais sobre o termo, que muitas vezes é diretamente relacionado a patologias. Na verdade, o conceito de saúde mental é mais amplo, não se atendo somente aos diagnósticos e tratamentos.

No decorrer da vida, as pessoas são submetidas às mais diversas condições, com diferentes realidades, pontos de vista e reações diante disso. Ninguém escolhe ser triste, ter crises de ansiedade diante de aflições, alucinar ou apresentar mudanças abruptas de comportamento. Contudo, um indivíduo mentalmente saudável consegue reagir de forma harmoniosa e retratando o equilíbrio.

Não apresentar esse comportamento, entretanto, não é sinônimo de problema. De fato, ele consiste em não procurar ajuda quando a saúde mental está prejudicada. E, infelizmente, até 85% das pessoas que apresentam essa realidade não recebem tratamento adequado.

Chegamos à conclusão de que a saúde mental não se limita a classificar doenças, mas envolve diversas questões biopsicossociais. Juntamente ao baixo investimento, ainda existe a carga de estigma e preconceito sobre o assunto.

Não seria estranho encontrar pessoas diagnosticadas com algum transtorno psiquiátrico buscando auxílio com o neurologista em vez de realizar acompanhamento com psicólogos e/ou psiquiatras? Pois ainda há certa resistência com um dos campos mais importantes da saúde.

Qual é a importância da saúde mental?

Para entender a importância da saúde mental, vamos começar fazendo uma analogia. Imagine passar anos da sua vida com um braço quebrado. Parece impossível, certo? Conviver com a dor, com a limitação funcional e com o sofrimento diário que isso causaria.

Então, por que uma pessoa pode passar anos sem buscar auxílio para lidar com problemas que afetam sua saúde mental? As características e os sintomas específicos de cada síndrome também causam sofrimento, às vezes até envolvendo questões físicas e biológicas. É por isso que o Setembro Amarelo é tão importante, já que procura jogar luz sobre todas essas questões.

Durante uma crise de ansiedade, o indivíduo pode apresentar sintomas semelhantes aos de um infarto. Mas pense no dia a dia dessa pessoa, quando podem ocorrer diferentes graus de manifestação do problema e com certa periodicidade.

O prejuízo social e a incapacidade de reação diante das situações são apenas alguns exemplos de como uma saúde mental prejudicada pode repercutir ao longo do tempo. Ainda mais grave do que isso são as tentativas de suicídio, que chegam a ser concluídas em um número de 800 mil pessoas por ano em todo o mundo, de acordo com estudos realizados pela OMS.

Qual é o panorama dos investimentos em saúde mental?

O grande questionamento que tem sido feito em relação ao tema é: onde estão os recursos investidos em saúde mental? Em diversas análises realizadas ao longo dos anos pela OMS, podem ser observadas justamente poucas estratégias sendo desenvolvidas a fim de combater o problema.

Se for para estipular em números, de acordo com a mesma pesquisa citada anteriormente, apenas 10% dos países com baixa e média renda apresentam um planejamento de prevenção ao suicídio. Mesmo que haja engajamento pela causa, ele ainda está mal distribuído.

A Luta Antimanicomial

Recentemente, no Brasil, houve a chamada Luta Antimanicomial. É fundamental ressaltar esse movimento, pois ele representa a transição de pensamento que permeia as doenças psiquiátricas e a atual visão sobre o tema. Acontece que, antigamente, as pessoas diagnosticadas com determinada condição eram excluídas da sociedade por meio dos manicômios.

Esses locais não apresentavam estrutura e regime que respeitassem os direitos humanos. Por vezes estavam superlotados, com uso e abuso de condutas violentas, as quais poderiam até causar a morte dos internados. Em suma, esses locais buscavam basicamente retirar da sociedade quem manifestava algum transtorno e, consequentemente, excluía o debate sobre o tema.

O movimento antimanicomial buscou, portanto, eliminar os leitos psiquiátricos. Ressaltamos que isso tem sido feito mediante análises, identificando quais leitos estão com qualidade inaceitável — sendo eles os primeiros a serem excluídos.

Contudo, não se pode simplesmente retirar algo e não substituir a metodologia de cuidados. Então, foram criados os chamados Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com o intuito de aumentar o tratamento ambulatorial.

Existem diferentes tipos de CAPS, sendo que cada um deles abrange determinado número de habitantes. No CAPS III, por exemplo, a assistência é prestada 24 horas. Há também aqueles destinados ao tratamento contra o alcoolismo e outras drogas.

A desmontagem dos manicômios também conta com o auxílio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), que oferecem suporte à atenção básica e são referências de cuidados nas cidades que não têm CAPS.

Por fim, há também a Estratégia Consultório na Rua, cujo objetivo é prestar assistência aos moradores de rua, seja em questões relacionadas à saúde, seja para oferecer condições que auxiliem diante das vulnerabilidades do grupo.

De fato, houve o aumento não só das ofertas para serviços em saúde, mas da população beneficiada. Todavia, ainda se observa uma carência de profissionais que lidam com os principais problemas de saúde mental.

Quais são os problemas de saúde mental mais frequentes?

A compreensão dos problemas de saúde mental requer a caminhada sobre uma linha tênue entre o que é patológico e o que não é. Estar triste, por exemplo, não quer dizer ser depressivo. Da mesma maneira, estar ansioso na véspera de uma prova também não é sinônimo de transtorno de ansiedade.

Sendo assim, é preciso ter o cuidado de evitar a patologização da vida cotidiana. Para isso, é preciso fazer a seguinte pergunta: os sintomas têm causado prejuízo social? Existem tarefas que deixam de ser realizadas por causa deles? Durante quanto tempo? É preciso avaliar tudo isso com mais detalhes e entender o que compreende cada tipo de transtorno. Vejamos os principais!

Síndromes depressivas

O primeiro transtorno que vamos abordar é um dos mais prevalentes na sociedade, acometendo cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Além disso, a depressão é a principal causa de incapacidade, retratando o forte impacto que tem na vida das pessoas.

Embora seja um número elevado de casos, há pouca busca por ajuda. Isso faz com que haja alta incidência, ou seja, o número de casos a cada ano cresce consideravelmente.

Sintomas da depressão

A princípio, é preciso levar em consideração os três sintomas fundamentais. O primeiro deles é a tristeza com caráter persistente. O segundo é a perda de interesse na realização de tarefas que antes eram prazerosas. Por fim, há um quadro de fadiga que torna a pessoa incapaz de realizar atividades diárias.

Vale a pena ressaltar a necessidade de observar o período de duração dos sintomas. Um episódio depressivo ocorre, no mínimo, por duas semanas. Além das manifestações citadas, existem os sintomas complementares, que auxiliam na classificação do grau de acometimento.

O nível de atenção do indivíduo pode reduzir, fazendo com que ele perca a concentração e esteja distraído. A baixa autoestima e a perda de autoconfiança também são frequentemente observadas, assim como comportamentos de irritabilidade e impaciência.

Os pensamentos de culpa e de inutilidade podem tomar conta da mente da pessoa, fazendo com que ela se mantenha em um estado desolado e pessimista. Os hábitos alimentares e o padrão do sono também podem ser influenciados de um modo negativo.

A possibilidade de ter ideias suicidas também não é excluída. Por meio da análise de quantos sintomas são manifestados, é feita a graduação do acometimento, e isso será refletido diretamente na conduta adotada para o possível tratamento.

Tratamento da depressão

O tratamento medicamentoso será baseado na classificação que varia de leve à grave. O principal objetivo é a remissão total dos sintomas e a diminuição da recorrência — fatores que podem ser auxiliados também pela terapia cognitiva comportamental.

Por fim, também há a chamada Escala de Beck, que representa uma série de itens a fim de buscar uma avaliação inicial sobre a saúde mental, podendo ser feita por qualquer pessoa.

Transtornos de ansiedade

Assim como ocorre com a depressão, os transtornos de ansiedade são muito presentes na sociedade e são também abordados pelo Setembro Amarelo. Entre as doenças associadas à saúde mental, a ansiedade é aquela mais observada na atenção primária, sendo o motivo de cerca de 10% das consultas.

Por vezes, pode até mesmo não ser detectada, principalmente quando concomitante com as síndromes depressivas. No geral, os sintomas são diferentes. Em suma, a ansiedade é caracterizada por:

  • diminuição da memória;
  • percepção de ameaça desconhecida;
  • preocupação excessiva e crônica;
  • tensão aumentada.

Quando nos referimos aos transtornos de ansiedade, estamos falando de uma gama de patologias diferentes. Comentaremos sobre as principais delas a seguir.

Transtorno de Ansiedade Generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) reflete justamente o quadro de ansiedade e preocupação excessivas, manifestadas por, pelo menos, seis meses. É uma situação na qual a pessoa não tem controle sobre a intensidade das sensações que a acompanha.

Sendo assim, alguns outros sintomas também estão associados:

  • inquietação;
  • irritabilidade;
  • fatigabilidade;
  • falta de concentração;
  • tensão muscular;
  • perturbação do sono.

Vale reiterar que tais características são comuns e perfeitamente normais no decorrer da vida, mas, quando associadas ao prejuízo social e à duração superior aos seis meses, o quadro pode ser sugestivo de TAG.

O tratamento é feito principalmente com ansiolíticos e antidepressivos, buscando a remissão. Nesse caso, é difícil alcançar completamente o objetivo, sobretudo por haver episódios recorrentes. Então, é necessário também associar a terapia comportamental às condutas.

Transtorno do pânico e agorafobia

Complementando as principais síndromes ansiosas, vamos falar sobre o transtorno do pânico e agorafobia. A principal característica é evitar situações nas quais se observa multidão, considerando que há o receio de não conseguir escapar ou não obter ajuda necessária diante de possíveis eventualidades.

Portanto, há um medo desproporcional ao risco que a situação oferece. Os sintomas observados incluem:

  • palpitações;
  • aumento dos batimentos cardíacos;
  • resposta excessiva aos estímulos moderados.

Esses sintomas podem ou não ser induzidos por substâncias, ou seja, por álcool ou outras drogas. A periodicidade varia de uma vez por ano até várias vezes por dia. Contudo, apenas um ataque do pânico não se configura como o transtorno em si. O tratamento, assim como o da TAG, se baseia na associação de ansiolíticos com antidepressivos, auxiliados por sessões de terapia.

Saúde mental na infância e adolescência

Não vamos comentar agora sobre uma doença em si, mas é preciso considerar a relevância dos problemas de saúde mental na infância. Até 20% das crianças e dos adolescentes sofrem com algum tipo de transtorno.

Considerando a importância de adquirir habilidades neuropsicomotoras nessa fase da vida, as condições de saúde mental podem incapacitar os jovens no que diz respeito ao desenvolvimento adequado. A consequência disso? Adultos com baixo potencial de produtividade e de lidar plenamente com os seus problemas.

Os desafios que são observados no tratamento de adultos também acontecem para os jovens, ou seja, há um grande estigma que direciona ao isolamento e à discriminação nos ambientes, principalmente escolares.

Os casos de depressão, transtornos do desenvolvimento, síndromes ansiosas, transtornos alimentares e até mesmo abuso de substâncias são alguns dos aspectos mais prevalentes. Isso gera como consequências condutas antissociais, agressividade e pode deixar marcas para toda a vida.

Os números de suicídio também são preocupantes. Na adolescência, por exemplo, o autoextermínio aparece como a terceira maior causa de morte. Entre os objetivos do Setembro Amarelo, há a conscientização sobre o problema e a busca de meios para evitar sua recorrência.

Então, o que pode ser feito? A detecção precoce das condições seria o ideal, para que as pessoas sejam direcionadas às melhores condutas de acordo com cada caso, analisando ainda todo o contexto psicossocial — que pode aumentar a vulnerabilidade e resultar em pontos negativos.

Quando procurar o auxílio de um profissional?

Ainda existem muitas dúvidas sobre qual profissional procurar: psicólogo ou psiquiatra? A seguir vamos explicar sobre as atribuições de cada um, o que vai deixar mais claro qual profissional é adequado para cada caso.

O papel do psiquiatra

A formação básica de um psiquiatra é a Medicina — isso significa que o profissional é um médico que se especializou na saúde mental. Sua abordagem é feita diagnosticando transtornos e viabilizando tratamentos necessários, sendo ele capacitado para prescrever medicamentos.

Assim como um cardiopata busca auxílio de um cardiologista para acompanhar sua saúde, uma pessoa com a saúde mental prejudicada deve buscar ajuda de um especialista com o mesmo objetivo de preservar sua integridade — seja física, seja mental.

São sinais de que você precisa procurar um psiquiatra, por exemplo, a mudança abrupta de humor, alguns comportamentos prejudiciais ao cotidiano, a dificuldade para manter um bom padrão de sono, a falta ou o excesso de apetite e, ainda, a dificuldade de sair de algum vício.

O papel do psicólogo

Um psicólogo tem como formação o curso de Psicologia. Assim, é um profissional com a escuta treinada para ouvir os pacientes e desenvolver um acompanhamento que auxilia o indivíduo a refletir sobre os aspectos da própria vida.

Embora não sejam utilizados medicamentos, a abordagem feita retrata uma metodologia muito efetiva na melhoria do bem-estar e na evolução positiva da saúde mental. Além de auxiliar no tratamento de transtornos psiquiátricos, diversas outras situações podem ser acompanhadas por um psicólogo, como:

  • sensação de não pertencimento a um grupo;
  • sentir-se estranho consigo mesmo;
  • dificuldades nos relacionamentos interpessoais;
  • alerta de pessoas próximas preocupadas com seu bem-estar;
  • traumas ou perdas;
  • uso frequente de válvulas de escape.

Além disso, existem sintomas físicos que podem ser amenizados por meio das sessões de terapia. Nesse caso, estamos falando de episódios somáticos, ou seja, que se percebe no físico condições que partiram do psicológico. Alguns exemplos são:

  • dor no estômago;
  • sensação de coração acelerado;
  • dores musculares;
  • cansaço excessivo.

Ressaltamos ainda que, embora possam ser psicossomáticos, alguns sintomas costumam apresentar outra causa, sendo fundamental a avaliação médica de cada caso.

Quais são os principais mitos sobre saúde mental?

Conforme mencionamos neste texto, a saúde mental ainda é vista sob um olhar estigmatizado e preconceituoso — isso é reflexo da forma como o tema foi abordado no decorrer dos anos. Contudo, atualmente é fundamental falar sobre o assunto, desmistificando algumas ideias.

A Luta Antimanicomial foi decisiva no processo de retirar de cena os manicômios. Esse fato, por si só, já fez com que as pessoas com transtorno fossem reinseridas na sociedade, mas é preciso mais.

Falando sobre o tratamento medicamentoso, por exemplo, também são atribuídos juízos de valor em cima dos fármacos, muitas vezes chamados de tarja preta. Vale ressaltar também que nem todo transtorno é solucionado apenas com medicamentos e nem todo medicamento é prejudicial para o indivíduo.

O ponto mais importante e que deve ser esclarecido é: um transtorno mental não figura como a falta de uma crença religiosa, muito menos é algo apenas emocional. Além disso, não se pode tratar a pessoa com alguma condição como se ela simplesmente não fizesse esforço para sair disso — ou ainda como se manifestasse sintomas ou ideias suicidas apenas para atrair atenção.

O que é o Setembro Amarelo?

Como vimos, aproximadamente 800 mil pessoas morrem por ano em decorrência de suicídio. O número poderia ser ainda maior, pois, a cada morte, existem 20 tentativas. O efeito cascata que isso causa é imensurável, considerando todas aquelas pessoas que faziam parte da vida da pessoa.

Falar sobre o assunto, detectar sinais precocemente e oferecer ajuda são três aspectos necessários a fim de reduzir as estatísticas. No dia 10 de setembro, por exemplo, é comemorado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, que é associado à campanha Setembro Amarelo.

Tal campanha é uma parceria entre a Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina. Durante todo o mês, diversas pessoas se engajam para realizar ações sobre o tema. Existe uma cartilha que aborda importantes tópicos em relação à iniciativa e vale a pena ser lida por todos.

Concretizar o ato de suicídio não é o ponto mais preocupante, mas a quantidade de pessoas que têm ideais do tipo. A partir do momento que existe o pensamento, o indivíduo pode chegar a planejar e, em seguida, realizar as tentativas. Portanto, ressaltamos mais uma vez que o assunto precisa ser abordado.

Isso não é um gatilho, mas uma maneira de prevenir os casos. Seja por meios de comunicação, seja via campanhas, palestras, ações e os mais diversos tipos de abordagem, a identificação precoce ou mesmo após uma tentativa frustrada é de extrema importância.

Quais são as melhores dicas para manter uma boa saúde mental?

Por fim, vamos ressaltar algumas práticas que potencializam uma boa saúde mental. Afinal de contas, quanto mais você se cuidar, mais preparado estará para driblar os possíveis obstáculos que surgem no dia a dia. A seguir, veja algumas dicas essenciais para colocar em prática e cuidar melhor da sua saúde mental.

Pratique atividade física

A prática de atividades físicas não tem a ver apenas com a conquista de um corpo mais definido ou enxuto. Isso também se relaciona ao cuidado com a mente, com o bem-estar e com a saúde mental de um modo geral.

Ao praticar atividades físicas, afinal, há a liberação de diversos hormônios associados à felicidade e ao prazer, como a dopamina e a serotonina. Como consequência, é possível diminuir os impactos de crises depressivas ou de ansiedade.

O importante é encontrar uma atividade que você goste e sinta prazer em realizar, a exemplo de algum esporte específico, de uma caminhada, dança etc. Hoje existem inúmeras opções e é possível se manter em movimento até mesmo dentro de casa, com exercícios simples guiados por aplicativos ou profissionais que atendem a domicílio.

Tenha momentos de lazer

Outra forma de liberar “substâncias de bem-estar” no cérebro é por meio das atividades de lazer. Ou seja, é preciso ter momentos no dia que sejam dedicados a você, à diversão e ao relaxamento.

Por mais que a rotina seja atribulada, entre trabalho e atividades domésticas, é essencial separar períodos para aproveitar e desacelerar. Inclusive, isso é essencial para diminuir o nível de estresse, que pode servir de gatilho a diversas crises.

O ideal é curtir bons momentos sozinho ou com quem você ama. Isso despertará a sensação de felicidade e fará com que você redescubra o prazer mesmo nas pequenas ações do dia a dia.

Valorize seu sono

A cartilha do Setembro Amarelo apresenta os distúrbios do sono como um dos sintomas de problemas relacionados à saúde mental, desde a insônia até o excesso de sonolência. Para diminuir os riscos de isso acontecer, então, o ideal é ter uma rotina saudável a fim de descansar por tempo suficiente.

É interessante definir horários para dormir e acordar, mesmo que você não tenha compromissos específicos. Também é necessário cuidar da higiene do sono, o que significa deixar o ambiente com a temperatura, a claridade e os sons adequados para o repouso.

Isso é essencial, inclusive, porque a privação de sono pode servir de gatilho para diversas condições psicológicas. Como o excesso também pode fazer mal, o ideal é dormir de 6 a 8 horas por noite.

Invista no autoconhecimento

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Nós nos preocupamos tanto em olhar para fora que às vezes nos esquecemos de ver o que existe por dentro. É por isso que é tão importante não perder a oportunidade de entender como as suas emoções funcionam — e isso tem tudo a ver com a questão do autoconhecimento.

Buscar entender o que sente, as alterações de humor e o melhor caminho para o bem-estar é essencial. Quanto maior é a compreensão de si mesmo, mais chances você tem de encontrar meios para melhorar de possíveis transtornos ou outras enfermidades. Identificar, por exemplo, situações de gatilhos é uma excelente maneira de reduzir a quantidade de episódios de crises de pânico, estresse ou ansiedade.

Também é preciso entender o que faz com que você se sinta bem, em quais condições há mais disposição ou felicidade. Assim, o truque é simples: lidar melhor com os gatilhos e aumentar as situações que geram sensações positivas.

Faça meditação

Uma ótima forma de praticar o autoconhecimento e de trabalhar a sua saúde mental é por meio da meditação. Basicamente, a ideia é manter o foco e a atenção em níveis elevados, sem deixar que pensamentos ou qualquer outro ruído externo interfiram nesse momento.

Há várias técnicas disponíveis e também há a meditação guiada para quem está começando. Com mantras e outros exercícios é possível reorganizar seus pensamentos e suas emoções e se entender de forma mais completa e plena. É ainda uma ótima maneira de garantir mais relaxamento e de diminuir o nível de estresse no seu corpo.

Tenha um psicólogo

Quando falamos em saúde mental, Setembro Amarelo e autocuidado, não é preciso fazer tudo sozinho. Na verdade, não tem que ser apenas seu o papel de reverter traumas ou desfazer gatilhos por conta própria. É exatamente para isso que há profissionais altamente capacitados.

Mesmo que você não apresente sintomas depressivos ou de ansiedade, é importante contar com o apoio de um psicólogo. Por meio da terapia, dá para acessar e resolver diversas questões e chegar a um resultado muito melhor ao seu corpo e sua mente.

O profissional da área da Psicologia é o mais capacitado para aplicar técnicas ou mesmo recomendar o encaminhamento a um psiquiatra, que poderá prescrever medicações, se for o caso.

Procure seguir as orientações médicas, realize acompanhamento psicológico e adote bons hábitos que potencializem os resultados. A consistência no cuidado com a saúde da mente faz toda a diferença para se chegar ao nível desejado.

Construa boas relações

Você conhece a frase “nenhum homem é uma ilha”? O pensamento traz a ideia de que, como seres humanos, somos sociais e devemos firmar relações em nosso dia a dia. Isso também se aplica no cuidado com a saúde mental.

Nesse sentido, evite pessoas tóxicas ou que causem mal e esteja perto de quem faz você se sentir melhor e feliz. Essa troca com amigos, familiares e demais pessoas amadas, em geral, auxilia a melhorar o estado mental de qualquer indivíduo.

Além disso, o apoio de familiares e de amigos é um suporte muito importante na recuperação da saúde mental, pois essas pessoas são peças-chave em momentos de recaída e no auxílio das condutas e das orientações repassadas pelos profissionais.

Valorize-se

Acima de tudo, é preciso focar em quem você é e no que pode oferecer a si e para o mundo. Por isso é tão importante reconhecer o momento de se valorizar e de não permitir que ninguém o coloque para baixo.

Relacionamentos abusivos, por exemplo, podem desencadear diversos problemas psicológicos. Com o autoconhecimento, uma rede de apoio e o reconhecimento do seu valor é possível sair da situação e chegar a um estado de felicidade e bem-estar.

Isso serve também para todas as outras situações do cotidiano. Não deixe os seus sonhos passarem em branco, faça metas e entenda todo o seu potencial. E, se ainda não for possível pensar grande, não tem problema. Comece devagar, mas não deixe que o seu valor esteja atrelado a outras pessoas ou à sua profissão, por exemplo.

A saúde mental é um assunto que deve ser debatido e amplamente abordado. Com o aumento das campanhas e dos investimentos na área, como a campanha do Setembro Amarelo, muitas pessoas podem ter a qualidade de vida melhorada ou recuperada. Além disso, há a redução no número de mortes causadas por problemas de natureza psicológica.

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