Tudo que você precisa saber sobre enxaqueca e como combatê-la

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Para as milhares de pessoas que sofrem de enxaqueca em todo o mundo, é difícil descrever a dor causada por essa condição. Considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a sexta doença mais incapacitante do mundo, esse tipo de cefaleia afeta cerca de 15% da população brasileira, aproximadamente 30 milhões de pessoas

Apesar de indivíduos de qualquer gênero ou idade serem suscetíveis a ter surtos de enxaqueca, as mais afetadas são as mulheres. A frequência das crises entre elas é maior — costuma ocorrer com uma a cada cinco mulheres, enquanto para os homens a proporção é de um para 15.

Mas como identificar a enxaqueca? Como diferenciá-la de uma dor de cabeça comum? Quais os sintomas e como deve ser o tratamento? Neste post, solucionamos todas essas dúvidas e trazemos as informações mais relevantes sobre o problema. Continue a leitura e saiba mais!

O que é enxaqueca?

A enxaqueca, geralmente definida como uma dor de cabeça intensa, é uma condição neurológica capaz de causar diversos sintomas. Os mais conhecidos são náusea, aumento da sensibilidade à luz e sons, dores latejantes em um lado da cabeça e, em alguns casos, vômitos e tontura.

O que muitos não sabem é que a essa é uma doença que pode ter diferentes estágios e que outros sintomas se manifestam, antes mesmo da forte dor de cabeça característica. Na chamada fase pródromo, é comum ter rigidez no pescoço, fadiga, irritabilidade, desejos de comida, depressão e hiperatividade.

A enxaqueca está ligada a questões genéticas. É considerada uma doença hereditária, já que é mais recorrente em famílias com histórico dessa doença. Pessoas com essa condição relatam prejuízos na vida social e queda na produtividade durante os picos de dor. Para muitos, por volta de 60%, as crises representam a perda de ao menos uma semana de trabalho ou de estudo.

Dor de cabeça x enxaqueca

Uma das dúvidas mais comuns sobre a enxaqueca é em relação à diferença entre ela e a dor de cabeça comum. Como identificar qual delas eu tenho? É simples. A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que dura, em média, de 4 a 72 horas.

Geralmente, vem acompanhada de outros sintomas, como os citados anteriormente — náusea, tontura, vômito, maior sensibilidade à luz e a sons. Ela ainda pode se tornar crônica, caso os episódios aconteçam de maneira frequente durante o mês, por 15 dias ou mais. Outra particularidade é a sensação de incapacidade, uma vez que a enxaqueca atrapalha atividades cotidianas.

Já a dor de cabeça também é definida como cefaleia. Porém, ela se enquadra no tipo tensional. Isso quer dizer que, além de não ter outros sintomas associados, como ocorre na enxaqueca, a dor de cabeça consiste em uma dor mais branda, não latejante. Ela acontece de maneira mais pontual e, normalmente, passa com o uso de analgésicos.

Além disso, ao contrário da enxaqueca, que geralmente ocorre de forma unilateral, a dor de cabeça pode ser notada na cabeça inteira. Tem uma intensidade de fraca a moderada e pode ser resultado de um estilo de vida ruim.

Pode ocorrer quando nos alimentamos ou dormimos mal e em episódios de fadiga mental. Além disso, também pode estar relacionada a momentos de tensão ou de grande nervosismo.

Tipos de enxaqueca

Existem vários tipos de enxaqueca, sendo que os mais comuns são conhecidos como enxaqueca com aura e sem aura. Saiba um pouco mais sobre essas categorias.

Enxaqueca com aura

Esse tipo de enxaqueca afeta cerca de 25% das pessoas que sofrem da disfunção e é antecedida de sinais enviados pelo sistema nervoso. Eles avisam da ocorrência de uma crise iminente, causando uma sensação denominada como aura. São sintomas característicos da aura: 

  • problemas visuais;
  • confusão mental;
  • dificuldade na fala;
  • fraqueza;
  • vertigem;
  • sensação de formigamento.

Ainda que ocorra antes que a dor de cabeça comece, a sensação de aura pode permanecer após o início da dor.

Enxaqueca sem aura

É também conhecida como enxaqueca comum e é a mais recorrente. Como o nome já destaca, a dor de cabeça não é precedida pela aura, portanto não há sinais neurológicos indicando um novo episódio de enxaqueca.

Apesar de essas serem consideradas os principais tipos, há também outras denominações de enxaqueca. Veja a seguir:

  • enxaqueca vestibular: trata-se da enxaqueca acompanhada de vertigem e tonturas que podem durar horas ou dias;
  • enxaqueca óptica: também conhecida como enxaqueca ocular, é um tipo raro de enxaqueca com aura, que geralmente afeta somente um dos olhos;
  • enxaqueca menstrual: é relacionada ao período menstrual e tende a ser mais intensa e duradoura. Afeta mais de 60% de mulheres que sofrem de enxaqueca.
  • enxaqueca hormonal: está ligada a hormônios femininos, como o estrogênio. Pode ocorrer durante a menstruação, ovulação, gravidez e pré-menopausa.

Enxaqueca em crianças

Embora seja mais comum que a enxaqueca comece na puberdade ou na idade adulta, ela também pode ocorrer em crianças. Inclusive, os pequenos podem ter os mesmos tipos de enxaqueca que os adultos.

Assim como os mais velhos, podem sofrer de ansiedade e variações de humor quando têm crises. A tendência é que os episódios tenham quase a mesma média de duração — de 2 a 72 horas.

Enxaqueca na gravidez

Para muitas mulheres, as crises de enxaqueca melhoram durante a gravidez. No entanto, elas podem piorar após o parto devido à queda hormonal. Caso ocorram episódios de cefaleia durante a gravidez, é necessária uma atenção especial para entender às reais causas dessas dores.

Segundo estudos recentes, mulheres que apresentam enxaqueca durante a gravidez têm a tendência de ter parto prematuro. Há, ainda, riscos de pré-eclâmpsia e de que o bebê nasça abaixo do peso.

Quais são os principais sintomas da enxaqueca?

Os sintomas da enxaqueca fazem parte de três estágios — pródromo, fase de ataque e pós-dromo. É no estágio pródromo que ocorre a aura, nos casos de enxaqueca com essa condição.

Nessa fase, podem ser notados alguns sintomas sutis e específicos, que antecedem o surgimento da enxaqueca. Muita gente sente, mas às vezes não os relaciona com a chegada de uma crise de enxaqueca. São eles:

  • irritabilidade;
  • rigidez no pescoço;
  • desejos de comida;
  • bocejo frequente;
  • fadiga;
  • hiperatividade;
  • depressão.

No estágio de ataque é quando acontece a dor de cabeça aguda e severa. É uma dor latejante, sentida normalmente em um lado da cabeça. Ela, então, vem acompanhada dos seguintes sintomas, que podem durar algumas horas ou dias:

  • sensibilidade à luz e sons;
  • náusea;
  • tontura;
  • vômito.

Após a fase de ataque, as pessoas experimentam o estágio pós-dromo da enxaqueca. Durante essa etapa, geralmente, há mudanças bruscas de humor. A pessoa pode ir da euforia à apatia, e a dor de cabeça intensa ainda pode persistir.

É bom lembrar que, no entanto, todos esses sintomas citados variam de acordo com cada pessoa, assim como a duração e a intensidade das fases. Pode acontecer de uma das fases não se manifestar e que não haja dor de cabeça em uma crise de enxaqueca.

O que causa enxaqueca?

As causas definitivas para a enxaqueca ainda não são totalmente conhecidas. Alguns fatores podem contribuir para desencadear a doença, entre eles, a diminuição do nível de serotonina no cérebro. Essa substância química é responsável por diversas funções — uma delas é a captação da dor.

Nesse sentido, para os especialistas, a enxaqueca tem relação com o sistema do nervo trigêmeo, que envia e recebe sinais de dor no rosto e na cabeça. Quando os níveis de serotonina caem, o nervo trigêmeo envia substâncias que dilatam os vasos sanguíneos. Isso pode causar a dor e, consequentemente, os demais sintomas da enxaqueca.

Outro fator é a constituição genética. Estima-se que pessoas com pais que sofrem de enxaqueca tem de 50 a 75% de predisposição genética em desenvolver a doença. Além disso, indivíduos com o sistema nervoso mais sensível tendem a ter enxaqueca. Isso porque, para eles, as células nervosas no cérebro são estimuladas mais facilmente, produzindo atividade elétrica.

Dessa maneira, várias funções — como fala, equilíbrio e visão — são temporariamente desestabilizadas, conforme a atividade elétrica se espalha pelo cérebro.

Além disso, acredita-se que a enxaqueca está relacionada a um dos principais hormônios femininos, o estrogênio. Uma vez que o aumento desse hormônio desencadeia a enxaqueca, o fato de ela ser mais frequente em mulheres pode então ser justificado.

Quais gatilhos desencadeiam a enxaqueca?

O desencadeamento da enxaqueca é ativado por uma série de gatilhos internos ou externos. Eles variam de acordo com cada indivíduo e podem ser classificados conforme se apresentam para cada pessoa, acionando os sintomas da enxaqueca. Confira, a seguir. 

Gatilhos externos

Enxaquecas podem ser causadas a partir de fatores do ambiente, como odores fortes, sons altos e mudanças na pressão atmosférica. Também estão incluídas nesse tipo de gatilho as mudanças de temperatura e luzes brilhantes.

Seguindo esse raciocínio, outros fatores externos podem servir como gatilho para a enxaqueca, como a alimentação e o uso de alguns medicamentos. Alimentos que contêm cafeína, álcool ou o aditivo tiramina podem provocar os sintomas da enxaqueca, assim como chocolate e alimentos lácteos.

No que diz respeito aos medicamentos, destacam-se os comprimidos para dormir, as pílulas anticoncepcionais e os medicamentos para terapia de reposição hormonal.

Gatilhos internos

Os gatilhos internos que contribuem para desencadear a enxaqueca estão ligados a fatores emocionais, como o famoso estresse, e a ansiedade. Também atuam como gatilhos mudanças no padrão de sono, cansaço e alterações hormonais.

Um recurso utilizado pelos médicos para identificar quais gatilhos provocam a enxaqueca em um paciente é uma espécie de diário da cefaleia. Nesse diário, a pessoa é incentivada a anotar quais alimentos ingeriu, que tipo de medicamento utilizou e o que fez antes da crise de enxaqueca acontecer. Isso pode ajudar na indicação de um tratamento mais adequado.

Quando procurar um médico?

Estima-se que, no Brasil, apenas 56% das pessoas que sofrem de enxaqueca procuram atendimento médico. É importante entender quando se deve procurar ajuda para o diagnóstico e tratamento da enxaqueca, já que ela pode afetar a sua rotina conforme a intensidade dos sintomas.

O indicado é que se recorra à ajuda profissional quando se tem mais de três episódios em uma semana. O uso de analgésicos com frequência também pode ser um sinal para buscar orientação médica.

Além disso, a dor recorrente e os demais sintomas da enxaqueca podem ser parecidos com os de outra doença. A identificação precoce, em alguns casos, é primordial para o sucesso do tratamento e a cura.

O neurologista e o clínico geral são as especialidades mais indicadas para se consultar quando se apresenta sintomas de enxaqueca. O neurologista, como especialista, pode fazer o diagnóstico conforme o resultado de exames e o relato do paciente. Para ser considerado um diagnóstico de enxaqueca, o paciente deve apresentar no mínimo dois sintomas.

Outro ponto que merece atenção na necessidade de busca por um médico é que, em alguns casos, os sintomas de algo mais grave podem ser confundidos com os sintomas da dor de cabeça da enxaqueca. É o caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame.

Procure ajuda médica imediatamente se observar os seguintes sintomas junto com a dor:

  • fala arrastada ou dificuldade na fala;
  • paralisação de um lado da face;
  • fraqueza no braço ou na perna;
  • febre, rigidez no pescoço, confusão mental e visão turva;
  • sintomas da aura com duração superior a uma hora;
  • perda de consciência.

Quais os tratamentos mais comuns para enxaqueca?

A condição de enxaqueca não tem cura, mas existem alguns tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas, enquanto outros podem atuar na prevenção de crises. O plano de tratamento depende de vários fatores, entre eles:

  • idade;
  • frequência em que ocorrem os episódios de enxaqueca;
  • tipo de enxaqueca;
  • gravidade das crises, baseando-se na duração e na intensidade das dores;
  • se os sintomas incluem náuseas e vômitos;
  • condições de saúde e tipos de medicamentos utilizados.

Veja, a seguir, quais são as formas mais recorrentes de se tratar a enxaqueca.

Uso de medicamentos

A utilização de medicamentos é comum para lidar com os sintomas desse tipo de cefaleia. Quando há um episódio de crise, o recomendado é o uso de analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor. Lembrando que esses remédios devem ser sempre prescritos pelo médico, uma vez que a automedicação pode agravar ainda mais a condição.

Há também medicamentos profiláticos, geralmente indicados para quem sofre de crises recorrentes. São compostos por betabloqueadores, antidepressivos e antipsicóticos. A utilização desses fármacos também deve ser sempre avaliada e prescrita por um médico.

O uso de medicações pode ajudar, mas tenha cuidado! O excesso de analgésicos e o constante aumento das doses para aliviar as dores pode causar um efeito rebote. Dessa maneira, os sintomas podem ser agravados, em vez de melhorar.

Tratamentos alternativos

Recursos alternativos, como ioga e acupuntura, também podem ser eficientes para o tratamento da enxaqueca. Baseada nas técnicas da medicina tradicional chinesa, a acupuntura estimula o relaxamento ao tirar a tensão em pontos da cabeça.

Já a ioga, ao promover o alongamento dos músculos por meio das posturas, e estimular a respiração profunda, é capaz de aliviar a mente e diminuir tensões. Dessa maneira, contribui para reduzir a frequência das crises de enxaqueca, juntamente à intensidade dos seus sintomas.

Utilização da toxina botulínica

Substância utilizada em tratamentos estéticos e dermatológicos na prevenção de rugas, a toxina botulínica é uma alternativa preventiva na ocorrência de enxaquecas. O uso dela para esse fim é autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2011.

Ficou curioso para entender como funciona esse tratamento? Vamos explicar! A toxina botulínica é uma substância produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Ela promove a paralisia temporária dos músculos, inibindo contrações indesejáveis na região onde é aplicada.

Dessa maneira, evita-se a transmissão da dor para o sistema nervoso central e, assim, a ocorrência das crises de enxaqueca é reduzida. Outro benefício da toxina botulínica é que ela também libera substâncias analgésicas, o que pode ajudar a aliviar a dor.

A tendência é que essas crises diminuam após 15 dias da aplicação. O efeito dura cerca de seis meses. Após esse período, uma nova aplicação pode ser necessária, já que esse tratamento não é considerado como uma solução definitiva para a enxaqueca.

O procedimento é considerado seguro, mas deve ser feito por um profissional capacitado. Um médico neurologista qualificado, que tenha recebido um treinamento para isso, é o mais indicado.

Tratamento cirúrgico

Em alguns casos de enxaqueca, procedimentos cirúrgicos podem ser indicados como tratamento. O método, desenvolvido pelo médico estadunidense Bahman Guyuron, no início dos anos 2000, chegou ao Brasil recentemente.

A técnica é considerada pouco invasiva e resulta em uma melhora de, no mínimo, 50% na intensidade, duração e frequência das crises. O objetivo principal da cirurgia é descomprimir e liberar os ramos dos nervos envolvidos nos pontos de dor.

Essa compressão pode ser uma das causas da enxaqueca. Assim, após esse procedimento, as chances de o paciente sofrer com as dores diminuem consideravelmente. Por essa razão, essa cirurgia é apontada como um método definitivo.

A intervenção, geralmente, é indicada para pessoas que tenham duas ou mais crises severas de enxaqueca por mês, que não podem ser controladas com medicação. Caso tenham intolerância aos medicamentos utilizados para as dores ou sofram com os efeitos colaterais dos remédios, essa também é uma possibilidade.

É preciso ressaltar, também, que a enxaqueca precisa ter sido diagnosticada por um neurologista antes de se considerar a cirurgia.

Como prevenir a enxaqueca?

Quem sofre de enxaqueca precisa estar atento ao seu estilo de vida. Mudanças podem ser necessárias e, em muitos casos, são primordiais para evitar os gatilhos que desencadeiam a dor.

Por isso, é importante se alimentar bem e de maneira saudável, praticar exercícios físicos com regularidade, ter uma boa qualidade de sono e controlar o estresse no dia a dia. Além dessas medidas, as ações abaixo podem auxiliar para uma prevenção mais eficaz:

Quais recomendações seguir?

Agora, você já sabe definir o que é enxaqueca, identificar quais são os sintomas e conhece os principais tratamentos. Caso já tenha o diagnóstico — ou é próximo de alguém que sofra dessa condição —, fica a dúvida: quais são as recomendações para pacientes com enxaqueca?

Descanse e relaxe

Como já mencionado, é importante identificar os gatilhos que desencadeiam as crises. A ideia de um diário/agenda é, portanto, relevante. Ao anotar os alimentos ingeridos e as situações e circunstâncias que precederam os episódios de enxaqueca, você conseguirá entender o que precisa evitar.

Quando tiver uma crise, procure deitar e relaxar em um quarto escuro, com pouco barulho. Massageie o couro cabeludo e têmporas. Se necessário, coloque uma bolsa de gelo ou um pano gelado na testa ou atrás do pescoço. Isso pode ajudar a aliviar os sintomas.

Melhore a alimentação

Ter uma alimentação mais balanceada, respeitando os horários das refeições, também é uma maneira de evitar gatilhos que acionam a enxaqueca. Assim, outra recomendação é eliminar a gordura da alimentação.

Isso pode contribuir para reduzir as crises de enxaqueca em até 40%. Portanto, cortar da sua alimentação ao menos a gordura saturada já ajudará a ter menos crises.

Busque tratamentos e medicamentos adequados

Com ajuda do seu médico, identifique quais medicamentos funcionam melhor para você e qual o tratamento mais adequado. É importante tomar o remédio correto, assim como manter as dosagens prescritas.

As crises de enxaqueca podem ser bastante severas e afetar consideravelmente a sua rotina. Por isso, é essencial compreender que existem vários tratamentos disponíveis para melhorar sua qualidade de vida. Encontrar o que mais se adapta a você pode ajudar a conviver melhor com essa condição, já que ela ainda não tem uma cura total.

Quer saber mais sobre esses tratamentos? Entre em contato conosco para entender como podemos ajudar você a melhorar suas crises de enxaqueca!

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