Desvendamos os principais mitos da Mamografia

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O câncer de mama é uma das doenças que mais causa morte de mulheres no Brasil, chamando a atenção para a importância da realização de exames preventivos como a mamografia. 

Embora muitas campanhas relembrem as mulheres sobre a realização do autoexame das mamas, o exame por imagem é muito mais eficiente na detecção precoce dos nódulos, o que é fundamental para o sucesso do tratamento.

No entanto, muitos mitos e dúvidas surgem em relação a esse assunto. Causa dor? Quando é preciso começar a fazer? Oferece algum risco? Enfim, para responder todas essa perguntas, preparamos este pequeno guia sobre a mamografia. Confira!

O que é a e para que serve a Mamografia?

Trata-se de um exame por imagem não invasivo. Um mamógrafo, aparelho que emite pequenas porções de raio-X, gerando uma radiografia da mama, na qual é possível detectar assimetrias, nódulos ou lesões, que não podem ser sentidos ao toque e palpação.

Embora seja classificado como um exame complementar, a mamografia é de grande importância para a saúde da mulher. Indicada para detectar tumores nas mamas, por si só não é conclusiva, mas serve como guia para a realização de uma biópsia nos casos suspeitos.

O resultado é analisado pelo mastologista de acordo com uma escala chama BI-RADS, usada para classificar os achados em sete categorias — de normal a tumor maligno ou benigno.

O mamógrafo utiliza o mesmo tipo de radiação do raio-X tradicional, porém a projeção dos feixes é específica para a anatomia da mama. O aparelho é composto de duas placas de acrílico que comprimem o seio, proporcionando uma melhor observação da mama. Existem dois tipos de mamografia, que diferem apenas na captação da imagem.

Mamografia convencional

No exame convencional, a imagem é capturada por um filme que precisa ser processado após a exposição ao raio-X. A imagem fica então armazenada nesse filme, e em caso de qualquer problema técnico o exame precisa ser refeito.

Mamografia digital

Já na versão digital, o raio-X é transformado em sinal elétrico por um detector e enviado a um computador. O resultado é uma imagem digitalizada, que pode ser armazenada e acessada eletronicamente.

Esse tipo oferece inúmeras vantagens, pois as imagens podem ser ajustadas pelo radiologista na própria estação de trabalho, destacando ou ampliando alguma região específica. Além disso, estão disponíveis softwares que auxiliam no diagnóstico. Todas essas facilidades reduzem a incidência de repetição de exames, diminuindo a exposição dos pacientes à radiação.

Como é realizado exame?

De pé, despida da cintura para cima (usando apenas o avental), a mulher se coloca em frente ao mamógrafo. A mama será posicionada sobre a placa dupla que comprimirá o seio. Esse procedimento é necessário para espalhar os tecidos mamários e possibilitar a visualização das estruturas internas.

O exame é rápido — alguns segundos para cada seio — e não deve causar dor, embora muitas mulheres reclamem de incômodo devido a compressão. Para minimizar o desconforto, evite marcar no período pré ou pós menstrual, prefira uma data entre o quinto e décimo dia do ciclo.

O procedimento não exige preparação específica, mas há algumas recomendações:

  • escolha roupas confortáveis e descarte os vestidos;
  • evite o uso de desodorantes ou cremes na região, que podem afetar a captura da imagem;
  • leve os exames anteriores.

Algumas situações específicas devem ser comunicadas ao técnico:

  • gravidez ou suspeita;
  • presença de implante mamário;
  • alterações na pele (cicatriz, queimadura, verrugas e alergias);
  • preocupação ou área específica, caso alguma coisa tenha sido detectada no autoexame, por exemplo;
  • realização de biópsia anterior;
  • limitação de mobilidade, como algum problema no ombro, impedimento para levantar o braço ou rigidez muscular.

Quando e com que frequência se deve fazer?

Tanto a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) quanto a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam inciar o controle a partir dos anos, com exames anuais.

No entanto, quando há histórico familiar deve se iniciar mais cedo, a depender de quando ocorreu o caso anterior. Por exemplo, uma paciente cuja mãe teve câncer de mama detectado aos 45 anos, deve começar a realizar mamografias aos 35.

É importante dizer que antes dos 25 anos a mama é mais sensível à radiação e a mamografia é contraindicada. Assim, nos casos de história de câncer precoce na família, por exemplo aos 30 anos, a paciente de 20 anos deve iniciar o controle por meio de ultrassonografias.

Exceto pela idade não há contraindicações à realização do exame. Houve um boato, já desmentido pela Comissão Nacional de Mamografia, que recomendava o uso de um protetor durante o exame para evitar que a radiação atingisse a tireoide — localizada no pescoço. Porém a incidência sobre esse órgão é menos de 1% da quantidade recebida pela mama. 

Qual a importância no diagnóstico do câncer de mama?

A mamografia é o exame mais indicado para o diagnóstico do câncer de mama, sendo a ultrassonografia e ressonância utilizados como exames complementares em casos específicos.

Segundo o INCA, o câncer de mama é o segundo mais comum e maior causa de morte por câncer entre mulheres. Mas de acordo com as pesquisas, devido ao exame a taxa de mortalidade entre as mulheres por causa da doença reduziu em cerca de 20%. Isso acontece por que o diagnóstico precoce eleva consideravelmente as chances de cura.

Além disso, a realização do exame como rotina é a melhor forma de detecção, já que 85% da mulheres com tumores nas mamas não apresentam histórico familiar.

Embora, o autoexame seja fundamental, a mamografia é o principal meio diagnóstico na luta contra o câncer de mama. Isso porque o exame é capaz de detectar mais precocemente a doença, apontado nódulos antes mesmo que eles possam ser percebidos no autoexame ou pelo médico.

Assim, a realização da mamografia a partir dos 40 anos é a melhor maneira de proteção ao câncer que mais afeta as mulheres, tornando-se por isso uma questão de saúde pública.

Gostou do post? Ainda ficou com alguma dúvida? Se você tem mais de 40 anos não deixe de procurar um médico, entre em contato conosco agora mesmo e agende uma consulta.

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