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Como trabalhar a autoestima de pacientes com câncer de mama? Entenda aqui

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O câncer é uma doença que pode ocorrer em várias regiões do corpo humano, como boca, pele, ovário, pulmão, pâncreas e intestino. Um dos tipos mais comuns é o câncer de mama, que apesar de acometer mais as mulheres, também pode se desenvolver nos homens. Um dos principais desafios dos profissionais de saúde é manter a autoestima de pacientes com câncer de mama.

Afinal de contas, durante o tratamento, pode ocorrer a queda dos cabelos e também a necessidade de se retirar as mamas — situações que atingem diretamente a vaidade das mulheres. De maneira geral, um câncer é resultado de multiplicação excessiva das células e, nesse caso, o crescimento desordenado delas na mama.

Neste post, falamos sobre a importância de se trabalhar a autoestima de mulheres com câncer de mama e a importância disso para o tratamento. Confira!

O que é o câncer de mama?

Quando as células da mama se multiplicam de maneira desordenada, algumas delas são anormais e resultam em tumor. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), não existe apenas um tipo de câncer de mama e eles podem se diferenciar pela forma como a doença evolui.

Uma pergunta pertinente e muito comum está relacionada aos fatores que podem resultar em câncer de mama. O mais importante a saber é que não existe uma única causa, mas o mais comum é que, após os 50 anos de idade, as chances são maiores para o desenvolvimento da doença.

Mas isso não exclui a necessidade de autoexame e consultas periódicas ao médico, mesmo para quem está abaixo dessa idade. Além disso, são considerados fatores de risco, também, falta de prática regular de atividade física, obesidade, consumo de bebida alcoólica, questões hereditárias, exposição a agrotóxicos, entre outros.

O próprio INCA diz que cerca de 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados, caso o paciente não fosse sedentário, se alimentasse de forma saudável, não tivesse sobrepeso e reduzisse o consumo de álcool.

Quais os sinais do câncer de mama?

Estar atento aos sinais do câncer é fundamental para se descobrir a doença o quanto antes. Os principais sintomas do câncer de mama em que é preciso ficar de olho são:

  • surgimento de nódulo na mama, que pode ser percebido com o toque;
  • pele da mama com textura diferente do normal, geralmente, avermelhada e parecida com a casca de laranja;
  • líquido anormal saindo das mamas;
  • nódulos nas regiões do pescoço e também axilas.

Ao perceber qualquer um desses sintomas, não hesite em marcar uma consulta com um médico, mesmo que seja com um clínico geral. Quando identificado ainda nas fases iniciais, o câncer de mama tem grandes chances de ser curado.

Os tratamentos vão variar de acordo com cada caso e somente especialistas poderão determinar o tipo de procedimento que será aplicado em cada paciente. Inclusive, os cuidados podem ser divididos entre tratamento local e sistêmico.

O primeiro tipo envolve cirurgia e radioterapia. Já o tratamento sistêmico é aquele que usa quimioterapia ou hormonioterapia, por exemplo. No caso de quem precisa remover a região afetada, felizmente, existe a possibilidade de reconstrução mamária, que ajuda a minimizar os sinais e mesmo dores do tratamento.

Qual é a importância da autoestima de pacientes com câncer de mama?

Lidar com o diagnóstico de câncer de mama, sem dúvidas, afeta as emoções e também pode atingir a autoestima das pacientes. Primeiramente, vem a incerteza do sucesso do tratamento, mesmo quando os médicos garantem que a maioria dos casos responde muito bem aos procedimentos.

Além disso, vem a insegurança causada por perda de cabelo, oscilação do peso, problemas na pele, entre outros efeitos colaterais causados pelos tratamentos e que podem ser notados na aparência. Claro que algumas mulheres conseguem lidar com toda a situação de forma positiva, mas não se pode exigir e nem é possível que todas tenham o mesmo comportamento diante do diagnóstico.

Na cultura brasileira, não há como negar que a estética é valorizada. Por isso, é fundamental que, ao longo do tratamento, a mulher seja amparada e receba todo o apoio necessário para não deixar a sua vaidade e cuidados de lado, pois a prática vai ajudar a paciente a se sentir mais motivada, com a autoestima elevada e, consequentemente, isso afetará a cura de maneira positiva.

Como aumentar a autoestima?

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Claro que nem todas as mulheres gostam das mesmas coisas, têm as mesmas referências estéticas e mesmos gostos, afinal de contas, cada uma tem uma personalidade. Mas algumas dicas gerais podem ajudar todas elas a incluir na rotina alguns cuidados para manter o ânimo em alta.

Lembrando que a autoestima não está ligada apenas a questões estéticas, mas também, aos pensamentos e atitudes. Então, algumas dicas que podem ajudar são:

  • não se culpar pelo diagnóstico e tentar manter o pensamento positivo é o primeiro passo;
  • sentir gratidão pelas coisas mais simples e, ao mesmo tempo, mais importantes, como a possibilidade de fazer um tratamento e ter familiares e amigos por perto;
  • mesmo durante o tratamento, não abrir mão da vaidade. Por exemplo, mesmo que o cabelo tenha caído, usar acessórios como lenços e chapéus pode ajudar a se sentir mais confiante. Cuidar da hidratação da pele, fazer as unhas e escolher as roupas que vai usar todos os dias também são pequenos gestos de cuidado.

Qual é a importância dos grupos de apoio?

Trocar experiências, abrir o coração e mesmo compartilhar experiências sobre o que tem ajudado durante o próprio tratamento são experiências que deixam a rotina do paciente com câncer mais leve e prazerosa, impactando a autoestima. Por isso é recomendada a participação de grupos de apoio.

Neles, as pessoas se ajudam mutuamente dividindo suas experiências, dores e conquistas em um momento delicado da vida. Esses grupos podem ser recomendados pelos médicos ou podem ser encontrados na internet e redes sociais, como o Facebook.

O diagnóstico de câncer, na maioria das vezes, vem como um peso. Mas hoje, graças ao desenvolvimento da medicina e melhores tecnologias, os resultados dos tratamentos são cada vez melhores. Além disso, cada paciente pode e deve procurar manter seus hobbies e rotina de bem-estar, de acordo com as possibilidades e indicações médicas, para que a sua saúde mental seja o menos abalada possível.

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